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A destruição faz parte do homem.

Nós desconstruímos o que recém levantamos e estamos numa busca constante do desequilíbrio. Isso é fato. Historicamente o ser humano foi responsável pela construção e extermínio de culturas e filosofias em busca de controle e soberania.
Hoje não é diferente. Mesmo que inconscientemente destruímos relações num piscar de olhos, linhas temporais com pensamentos e universos com um simples latejar de um neurônio. Pense em tudo que você poderia fazer saindo desse sofá e falando com um desconhecido.

Nos afastamos uns dos outros com rapidez estrondosa. Rompemos a velocidade do som ao fugir da realidade e nos escondemos em um casulo digital com escudos vorazes que nos distanciam da oralidade e da memória de nossos semelhantes.
Pense nisso.
Temos que romper essas muralhas...

:: DIEGO LARA 9/18/2012 02:25:41 PM
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:: DIEGO LARA 8/18/2012 08:37:08 AM
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:: DIEGO LARA 3/12/2012 10:59:31 AM
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Segunda-feira!
Toda segunda é a mesma coisa, agitamos os pauzinhos para criar um novo micro universo de sete dias mágicos que serão – basicamente – idênticos aos sete dias anteriores!
Mas o importante é não desistir, não pegar um machado e sair passando um por um da sua lista negra. A ideia, resumindo, é respirar fundo, inspirar oxigênio e soltar sapiência e serenidade!
Vamos que é segunda e esse monstro não gosta de esperar!
Bom dia e eu amo vocês!

:: DIEGO LARA 3/12/2012 10:58:43 AM
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Princípios monetários

O capitalismo deu errado e todo mundo sabe disso!
Ações como Occupy Wall Street, M15 na Espanha, mascaras do Guy Fawkes e movimentos pacíficos em prol de uma possível melhora nas condições sociais e econômicas de nosso planetinha são, para muitos, o ultimo prego sendo colocado nesse modelo que por anos se sustentou no suor de muitos trabalhadores.

Confesso que não sei o que vem depois. Se os grandes pensadores e estudiosos tem duvidas, não seria nesse blog de quarta que você acharia a resposta mas, de tudo que o capitalismo criou, uma das coisas que mais me irrita é a condição de propriedade que ele incita.
E não estou falando de casas, carros e roupas. A propriedade aqui é outra e bem mais pessoal. O capitalismo transforma alguns em donos de muitos. São idéias controladas por moedas, conceitos e destinos. E em todas elas, surge uma frase que, quase como um axioma, rege as ações dos comandantes: “Estou pagando, logo, (preencha aqui com a sua ordem)!”

Esta frase pode ser acompanhada de diversas ordens e ações. Ela pode ser usada para controlar um servil mordomo ou copeiro, para um gerente de loja ou, mesmo em algumas situações de peixes grandes, para um presidente ou governador. No meu caso ela diz respeito a idéias e criatividade.

Mas convenhamos: a ideia é minha, o filme é meu, o desenho é meu, não é? Como diabos o seu dinheiro pode interferir nele? Os mais sábios responderam com o conceito de viabilidade. Que as moedas em questão trouxeram minha ideia para o mundo real.
Eu não concordo com isso e continuo achando que essa maldita frase, tão empregada nesses tempos de livre concorrência e planificação tecnológica, é a maior representação de uma chicotada bem dada nas costas de um escravo!

Não pense, obedeça e trabalhe!

Hoje eu não amo tanto vocês!

:: DIEGO LARA 12/13/2011 04:00:42 PM
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Certas expressões não tem tradução. Uma delas, e uma das que eu mais gosto, é a clássica “Haters gonna hate!”

Numa conversão literal, teríamos algo como “Odiadores vão odiar” e que, de prima, já fica uma porcaria! Esse jargão é usado para descrever pessoas que – mesmo sem ter uma razão especifica – vão odiar alguma coisa que você ou outra pessoa tenha feito.

Independente de razões, motivos e lógica, os haters em questão jogam palavras aos quatro ventos, mirando em tudo e todos para provar seus pontos e expandir o raio de seus argumentos.
Odiadores são jovens, eles não entendem as razões e o impacto de seus comentários e, de uma forma ou de outra, todos nós já desempenhamos essa função!

O lado bom é que passa e, no fim, nós vemos o quão idiotas nós fomos!
Boa vida e amo vocês!


Ah, se quiser ver mais desenhos e rabiscos maneiros, colem aqui e aqui
:: DIEGO LARA 12/7/2011 04:06:29 PM
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Essa gata ai, agarrando outra beldade é a Erika Blanc!
Ela foi uma pioneira! Uma baita de uma pioneira...
Mas as vezes, os pioneiros não são os mais importantes!

Em tempos remotos, nos – já – longínquos anos 90, existia um padrão de comportamento entre os jovens brasileiros. Toda sexta-feira, uma horda de rapazes sedentos por um pouco de diversão, ligavam suas televisões, com o volume baixinho, na Band para desfrutar do momento mais sexual das nossas adolescências.
Isso mesmo senhoras e senhores! Estou falando da já clássica “Sexta Sexy”. Ao lado do programa Cocktail do SBT, onde as proto-mulheres-frutas desfilavam seus corpos semi-cobertos em um cenário pra lá de brega, a atração da Band era a fuga para um exército de moleques com a mão cabeluda em busca de alguma diversão.

Hoje, em tempos de sexo digital livre, onde apertando alguns botões você acessa quase toda a putaria da terra, é impensável ter que esperar uma semana para ver – comparado com hoje – algumas mixarias. O gênero que dominava a telinha era o clássico “Soft Core” ou, pornô pra menininha. Nesses filmes, nada de mais acontecia. Nada de cenas explicitas, posições ousadas nem nada! Parecia que estávamos assistindo uma sextape de um casal de namorados recautados.
Dentre as centenas de filmes que pipocavam na TV, um dos mais importantes para a formação de uma geração de punheteiros foi a clássica série “Emanuelle”, um pornozinho leve baseado no personagem criada por Emmanuelle Arsan no livro The Joys of a Woman.

Emanuelle era uma tarada que dava pra todo mundo em todos os períodos históricos.

Assim eu posso resumir basicamente a lógica dos filmes. A gata rodou o tempo e o espaço em busca de sexo e voyerismo. Era normal vê-la entrar em uma maquina do tempo e depois aparecer no Egito, no meio de uma cena de sexo. Era como se, no passado, todo mundo, o tempo todo, estivesse fonrnicando. Ou a máquina do tempo dela fosse atraída por orgasmos falsos...
Isso é triste pois, hoje, se a Emanuelle aparecesse na minha, ou na sua vida, ela ia ficar decepcionada. Tipo, vamos supor que, depois de uma explosão, ela aparecesse e falasse “Ei, onde posso encontrar sexo e fornicação carnal?” eu prontamente responderia “No meu notebook!”.

Claro que isso é uma afirmação baseada no fato de 100% das vezes que ela viajava no tempo ela encontrava pessoas fazendo MUITO sexo. Não que hoje não existam pessoas trepando a torto e a direito (basta procurar em canais educativos na web) mas, pô! Vamos combinar que ela dava muita sorte em transitar nesses espaço/tempo de meu Deus.
E voltemos a nossa amiga Erika que, em 1969 (ano sugestivo) interpretou a primeira Emanuelle, uma deusa sedenta por sexo e prazer. Isso não significou nada pois, em 74 ela foi reinventada na atriz Sylvia Kristel que, ai sim, deu uma nova cara e importância para a personagem.

Isso serve somente para nos lembrar que, ser o primeiro, por muitas vezes, não quer dizer porcaria nenhuma. Os primeiros quebram recordes, alcançam lugares imagináveis antes e são grandes pioneiros. Mas os segundos aproveitam mais!

Eles já conhecem os atalhos, observaram os erros e sabem as margens de segurança para continuar vivendo e lutando.
Por muitos anos cogitei ser um grande vencedor mas, atualmente, me satisfaço com a incrível arte de fazer o que eu gosto, como eu gosto e quando eu quero! Deixa essa mania de ser um campeão para trás. Pensa assim, enquanto a primeira Emanuelle só fez sexo, a segunda, interpretada por Sylvia, viajou pro Inferno, conheceu canibais, foi pra Grécia (antes de todo mundo estar se fudendo lá) e muito mais!

Logo, não adianta ser o primeiro e dar umazinha! O importante é ser o segundo e viajar no espaço/tempo com tecnologias movidas a capacitor de fluxos!
Amo vocês!

:: DIEGO LARA 11/16/2011 09:25:29 AM
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“Esse Brasilzão velho e historias bem contadas...”

“E isso aqui é o paraíso na Terra!” afirmava aquela senhora antes de dar um gole naquela cerveja gelada. A batida do maracatu entorpecia os meus ouvidos, castigados por algumas horas de avião e um começo de resfriado mas, no fundo, aquilo fazia me sentir em casa.
Estávamos em Jaboatão dos Guararapes e, qualquer pessoa que ouvisse somente aquela frase, não entenderia o contexto da coisa mas era verdade. Aquele era o paraíso na terra. Mesmo com todas as mazelas, problemas sociais e urbanísticos, naquele momento, entre um gole e outro da cerveja, aquele pedacinho do Céu era verdadeiramente um oasis de sentimentos conflitantes.
Enquanto o Flavio operava seu novo brinquedinho em meio a cenas e mais cenas no meio do Grupo Maracatu Aurora Africana eu fazia o meu trabalho, no caso, entender e falar com pessoas que possam compor o retrato de uma janela de realidade. Trabalhamos em dupla há mais de 7 anos. Ele sabe que enquanto eu converso com essa senhora, eu sei que ele está registrando a realidade com sua visão única.
E que visão viu...
Já rodamos esse mundão em busca de quadros e historias, coisas boas e ruins, felizes e tristes que, na verdade, são um pequenino registro de nosso planeta. É o retrato mais similar ao meu que eu conheço. Deve ser por isso que nosso trabalho se completa. Antes de eu falar “Ei, olha aquilo!” ele já esta gravando e copiando o material!
Essa intimidade narrativa, só é construída com anos de estrada e conversas. As conversas para os jovens documentaristas e cronistas da realidade são, basicamente, a coisa mais importante que um profissional deve ter. É a humildade de chegar, papear, beber uma cerveja, andar com o pé no chão, que vai fazer com que as pessoas não se intimidem com os equipos de registro visual. As câmeras, indiretamente, são as piores coisas que um documentarista pode carregar. Elas intimidam, assustam e surpreendem.
Talvez por isso, alguém pequeno e franzino como o meu querido sócio deve ser a “parte” que registra em nossa dupla. Acho que o Flavio combina com as câmeras – principalmente porque elas estão diminuindo cada vez mais. Eu prefiro ficar longe delas. Prefiro estar ali, sendo o gordo bonachão que entre um sorriso e outro, retira o necessário para a história continuar fluindo.
É muito difícil trabalhar sozinho logo, meu conselho para você é: ache um grande amor no mundo profissional. Trabalhe, experimente pessoas, passeie entre grupos mas, sempre, tenha uma pessoa para onde você pode voltar e construir suas grandes obras. Você vai carregar essa pessoa, ela vai carregá-lo muitas e muitas vezes mas, essa monogamia narrativa – que não é nada chata – é o que vai te ensinar muitas coisas nesse mundão das histórias!
Amo vocês...
Recife 9/9/2011

:: DIEGO LARA 11/9/2011 12:49:40 PM
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As mágoas e a singularidade.

Tem momentos da vida que paramos para refletir e analisar os erros e acertos.
Confesso que estou passando por um período da minha vida – que se alastra por quase um ano – que, as divagações e questionamentos superam a ação, gerando assim uma quantidade menor de produção (intelectual, artística, profissional) porém com uma densidade muito maior.
As mágoas acumuladas nos últimos anos começaram a se entrosar, compondo um cenário psicológico tão absurdamente absurdo, que nem eu, rei e comandante em chefe desse exercito, consigo controlar as ações e decisões tomadas em alguns momentos.
Mas não é só isso!
E ai que entra a tal “singularidade”. O termo, que foi aplicado primeiramente na física, designa fenômenos tão absurdos que as equações não são mais capazes de descrevê-los. Um exemplo disso são os buracos negros que, devido ao absurdo e caótico poder de sua densidade que, deixa no chinelo todas as leis que poderiam analisá-los.
Ou seja, a mente humana passa por diversos momentos de “singularidade” onde, querendo ou não, suas ações não podem ser julgadas ou analisadas por nenhum prisma.
Isso não é uma desculpa para ações tomadas.
É simplesmente o meu ponto de vista sobre o buraco negro que minha cabeça está se tornando.

Amo vocês!

:: DIEGO LARA 9/30/2011 10:07:23 AM
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"Atrás do desenho na minha mão, tem um simbolo universal de "vão tudo se &%#%@""(


Dias de um futuro imperfeito!

Eu tava conversando com o sábio Daniel Og (que é moderno, tem wordpress e tá lançando o Iuri em breve) outro dia e estavamos falando sobre o poder da memória e o tempo, sobre nossas obras e afins.
Claro que é um absurdo tratar meu tabalho como obra mas, e no futuro? Como vai ser? Será que as pessoas vão olhar pra trás e numa busca rapida por meu nome vão vir parar aqui e pensar “cara, que idiota escrevia essas coisas ridículas?”

Mas o ponto não é esse!

Hoje eu quero falar sobre virgulas. O mundo está mudando e, obviamente, nós estamos nessa bucha também.

Veja só, os EUA, ex-patrão do planeta terra tão entrando em bancarrota. Hoje, descobri que um a cada cinco habitantes de Nova York vivem abaixo da linha da pobreza. A Europa, os donos do mundo antes do mandato dos yankees, também tão entrando em colapso.
Isso, meus amigos, é uma virgula na trajetória de nosso habitat. Um periodo que olharemos para trás e falaremos que ali, naqule exato momento, tudo mudou. Tipo um onzedesetembro ou a queda do muro de Berlim mas, dessa vez, não vai ser tão simples.

Acho que estamos regredindo, as coisas estão ruíndo para construir um novo semblante para as nossas vidas. Pode parecer apocaliptico mas é uma opinião sensata. Em breve, algo muito grande vai acontecer e mudar tudo...
Sei lá se vai ser um pau global entre os poderosos em decadencia, se vai cair um meteoro e destruir tudo, se os zumbies, esses marotos comilões, vão levantar e passar o rodo no que restou de nossa sociedade mas, que vai rolar, vai...
Tipo Watchmen, saca? O relógio do apocalipse tá correndo e não tem nada o que fazer! Eu to me preparando, seguindo as regras dos manuais de sobrevivência voltei a praticar esportes, beber menos, treinar defesa pessoal e mais...

Daí você perguta? E o que isso tem a ver com ficar famoso no futuro?

O ponto principal é que, norteado pelo papo acima citado, cada idéia que eu tiver de um futuro convergente eu vou colocar aqui e, se eu der sorte, vou ser apontado como um novo profeta! Já que ser cineasta ou desenhista não tá com nada, vidente será minha nova profissão!
Agora vai!

Mesmo que o mundo acabe, vai!
Amo vocês e comprem tacapes!

:: DIEGO LARA 9/22/2011 10:37:32 AM
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Meus medos e vocês!

Ano passado eu estava sentindo umas dores e fui ao médico! O sábio doutor, após analisar uma bateria de exames e tocar áreas distintas do meu corpo – momento pra você cogitar rir da minha cara – constatou que eu não tinha nada!
Tirando o colesterol um pouco alto e o peso elevado, eu estava perfeitinho.
O meu problema, segundo ele, era a minha cabeça!

Sim, devido ao nivel de stress que eu passava na época, meu corpo estava emulando sintomas que – auxiliados por uma boa dose de procura no Google- iam criando cada vez mais reações no meu corpo!
E isso é bizarro!

O poder da sua cabeça, associada ao vazio de perspectivas e soluções, começa a gerar uma arma contra você mesmo! É quase como um programa de auto-destruição homeopático. Você vai morrendo aos pouquinhos, degenarando e perdendo o mojo! No fim, você é uma casca vazia, triste e sem foco...
Mas as pessoas quase sempre foram assim! A grande merda é que agora elas tem internet.
Você sente qualquer coisa –um mal estar, uma ância, uma dor na cabeça, vai no google, procura e nunca – repito: NUNCA – é só uma gripe ou uma coisa mais simples! É sempre do mal ao pior. Não é uma cólica! Você está com um caso raro de inflamação vascular registrado somente uma vez no noroeste da India e outros.

E você vai morrer...

Daí você, caro leitor, vai no médico com todas as páginas da internet impressas e já apresenta todas as provas de que você, tadinho, vai morrer em dois ou três meses. Mas não era nada! Você só tinha uma unha encravada ou uma dor de cotovelo...
Ou só estava de saco cheio de tudo e todos!

E era por essas e outras que eu estava longe daqui! Eu tava de saco cheio e decidi que ia parar um pouco. Mas agora eu voltei! Não tenho mais tantos medos ou dores e pretendo semanalmente despejar uma carga de coisas idiotas sobre vocês, usando menos desenhos e apelando mais para as piadas de mal gosto que me deixaram famoso em três estados no distrito federal!
Humor negro adelante!
Amo vocês e obrigado!

:: DIEGO LARA 9/8/2011 12:07:46 PM
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:: DIEGO LARA 7/18/2011 03:33:18 PM
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:: DIEGO LARA 7/18/2011 03:32:58 PM
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Saudade de vocês também...
Juro que semana que vem eu volto com mais coisas legais e afins...

Amo todos!

:: DIEGO LARA 6/28/2011 11:39:05 AM
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Hoje fui acordado com uma notícia, no mínimo, curiosa!
Pixaram na parede do Museu Victor Meirelles, em Floripa, a seguinte frase:

“Zeca Pires, seu roteiro tem problemas sérios”

Bem, eu sou uma pessoa que condena a pixação (entenda que não tem nada a ver com grafite e street art) porem, eu odeio mais ainda a censura e a burrice dos meios de comunicação.
Vivemos em um contexto cultural que, sem exceções, tudo que é produzido é elogiado pelos “críticos” e pela “classe”. É quase impossível ver criticas negativas, construtivas e técnicas na mídia, blogs , sites e cancaralhões locais.

Você vai ouvir as criticas nos bolinhos formados depois das exibições, em cochichos e fofoquinhas...

E acho que isso vem um pouco do lance que a arte em SC ainda é vista com olhos de açúcar, onde as pessoas elogiam e jogam confetes nos produtores culturais, porque acham que é uma grande conquista para um artista criar ou realizar algo.

É sempre vista como uma grande batalha – e quase sempre é – essa tal da realização. Mesmo que ela seja feita com milhões dos cofres públicos, mesmo que ela não crie nada de novo, mesmo que ela seja um desastre completo e – principalmente – se ela for uma grande porcaria.
E o cinema sofre com isso!

A filmografia catarinense é pequeníssima e, para sobreviver disso é – ai sim – uma batalha! E é ótimo ver que nossos projetos estão sendo assistidos, curtidos e afins. E todo produtor sabe que não tem nada mais legal que uma critica. Todo grande diretor começou com um tropeço ou teve uns desvios na trajetória.
E onde estão esses desvios em nosso estado?

Boa perguta! Nunca se lê nada critico, nada que possa ser utilizado para o nosso bem, para evoluirmos como pessoa e profissional. Então, por mais que eu tenha certeza que essa pixação seja de cunho trolleiro, ela serve somente para uma coisa: mostrar que tem algo errado!

Eu só fui ver que certas coisas que eu produzia eram ruins com criticas em festivais, com petardos de profissionais gabaritados e outros. Nem tudo são flores mas, acredito que, quanto mais rápido nos indicarem onde estão os espinhos, mais fácil será construir uma coisa maneira para o cinema local!
Então críticos, fica a dica: metam a boca e parem de rasgar confetes! Critiquem, estudem a arte em questão para não falar asneira e – por favor – nos mostrem o que está errado!

Isso ou as pessoas vão continuar conversando com os diretores através de paredes!

PS- Não vi o filme ainda mas tenho um knowhow interessante no cinema do estado! Espero ver e, como sempre, tentar dar uma opinião sensata!
PS2- Toda regra tem algumas exceções e, nesse assunto, não é diferente.
PS3 - Quanto ao filme, até onde eu acompanhei na net, as críticas se dividem!
PS4 -Todos os elogios vieram de sites/críticos do Estado.


:: DIEGO LARA 5/4/2011 01:54:53 PM
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A arte satânica de ir embora...
Quem já foi sabe que voltar dói. E dói mesmo...

É uma coisa sentimentalmente ignorante. É se render a realidade e falar: “ok, você estava certo!”...

Mas eu não acredito nisso. Quer dizer, não só nisso...
Nossa geração esta fadada a ir embora, sempre e sem despedidas. Todo olhar pode ser um adeus e as adversidades do mundo estão ai para interromper e transformar virgulas em pontos finais.

Eu já tive uma serie de adeuses...

A dois dias fiquei sabendo que uma das pessoas que mais admiro nesse mundo está prestes a partir...ou isso é que os médicos acreditam. O que eles não sabem é que nós, os Laras, temos um grande problema em abandonar qualquer coisa nesse mundo. Nós grudamos a cores, sabores e amores....

É isso que ser um Lara significa.

E é por isso que eu sei que tu ainda vai voar muito. Você que me ensinou a lavar um avião antes de um carro e, que sem minha mãe saber, trouxe palyboys gringas e bonequinhos únicos e exclusivos do filme Exterminador do Futuro II.
É cara, tu sempre soube viver e, por favor, não fale agora que é hora de morrer...
Morrer é um saco, você deixa a festa antes da hora e todo mundo fica com cara de “como assim ele está saindo!”.

Tu me ensinou muito e me mostrou pontos o suficiente para continuar nessa, por isso, nem pense em dar esse péssimo exemplo, deixando de lutar por tudo que tem a sua volta.
Sempre te admirei e aprendi com seus olhares e tragadas sacanas no canto direito da boca!

Ontem batemos um papo ignorante em um sonho onde você me deu instruções explicitas de como continuar. Parece fácil mas, continuar é um saco!

Mas eu continuo!

Fica aqui com a gente que a festa ainda ta boa! Temos os bebidas, as garotas dançando e principalmente, aquele fogo que aquece nossas almas...
Não vai, ok? Lembra dessa ancora tatuada no seu braço e fica aqui, preso nas pessoas que te amam!
E eu ee amo cara...

:: DIEGO LARA 4/14/2011 12:42:23 AM
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Cassim e Barbaria! A banda dos dias passados e futuros..."
:: DIEGO LARA 4/6/2011 12:01:49 PM
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"Nervosos e gigantes! Eles são o Produto!"
:: DIEGO LARA 4/1/2011 08:40:36 AM
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Nova série marota de desenhos de bandas sensacionais de Santa Catarina!
A primeira da linha são os Destemidos "Os Skrotes" (ouçam eles no myspace da banda)!
Amanhã, "Produto"!
:: DIEGO LARA 3/31/2011 09:24:44 AM
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"E vai dizer que uma girafa zumbi não ia ser no mínimo ameaçadora?"
:: DIEGO LARA 3/30/2011 02:11:12 PM
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Nesse texto vocês não vão rir! Eu tenho certeza...

O teatro, em seu nascimento na Grécia, a arte era representada quase sempre por duas máscaras: uma da tragédia e outra da comédia. Aristóteles, em uma quarta feira de criação, classificou que enquanto a tragédia narrava a historia de homens essencialmente superiores, os heróis, a comédia tratava de homens inferiores.
Isso ficava claro quando as peças eram julgadas: enquanto as tragédias eram avaliadas por pessoas que eram convidados para serem jurados – que era quase que uma comprovação de nobreza social -, a comédia era acompanhada por cinco “malacabados” sorteados da platéia, basicamente, do povão!

Logo, desde o principio, já rolava uma segmentação social e cognitiva quando o assunto era a arte de atuar. Enquanto uns eram considerados nobres e sofisticados por compreenderem a trajetória dramática do herói, cabia ao povo avaliar as peças engraçadas, que retratavam, por que não, o dia a dia desses personagem que compunham as pólis (cidades).

Séculos se passaram e, aparentemente, as coisas não mudaram tanto.

Vivemos em dias férteis para a “comédia”. A internet, essencialmente através do nascimento do youtube e das mídias sociais, se tornou um celeiro de pessoas engraçadas e celebridades digitais que, diariamente, encantam nossos dias com novas produções – vezes engraçadas, vezes não – que, sem que possamos perceber, estão criando um novo padrão de comédia e aceitação de conceitos humorísticos.

E isso não é bom...

A comedia digital, para internet e afins, principalmente a feita no Brasil, é baseada no conceito do humor fácil. É explorar coisas estúpidas e batidas como o estereótipo do gay, do negro e outros! Claro, que se não falarmos de português não é piada, então espere a próxima intervenção de um de seus grupos favoritos simulando um sotaque lusitano para arrancar mais um sorrisinho amarelo.
Quando falo de humor fácil eu estou me referindo aquele que vemos no Zorra Total, que em muito não se difere do que é praticado em toda a grade da TV brasileira. Aquela coisa meio bonachona, mexicana, com barulhos de peido, mulheres de biquino, que falam de genitália e que não exploram uma coisinha que você tem ai em cima chamada cérebro.
Esses últimos dias eu fiz uma extensa pesquisa – traduzindo: fiquei horas no youtube – procurando coisas inteligentes na produção digital brasileira. Me assustei com a quantidade de coisa ridícula. Se um dia proibirem de fazer piadas com conotações a homossexualidade, mais da metade dos “humoristas” caem na hora! E isso não seria ruim...

Eu não me incomodo com o que esta acontecendo agora e, por diversas vezes defendi a produção desse filão de material afirmando que isso era a revolução do conteúdo e da mensagem. Era a evolução da liberdade criativa, um espaço para novos talentos, carregados de vontade e prontos para arrepiar!

Mas eu estava enganado!

O que esta acontecendo é que esses “humoristas” estão criando uma geração de acéfalos, sem referencias ou background que não conseguem captar a essência e a fragilidade de uma piada. A sutileza esta sendo deixada de lado e, através de sátiras grotescas de hits do momento, essa geração de ícones falhos vai perdendo o que a humanidade tentou evoluir em anos de tentativas e falhas.
E a culpa é sua, minha e da minha vó que dão risada de qualquer porcaria que um amigo indica via facebook ou MSN!

Quando perdi as esperanças em ver algo engraçadão na Internet – e não estou falando de um vídeo de um cara se declarando pra namorada, ou um gordinho imitando o Zangief – me deparei com os já clássicos produtos do Funny or Die, dos Anões em Chamas e do College Humor.

Dois deles (FoD e CH) são gringos e conhecidos mundialmente por seus quadros sensacionais! Com um inacreditável acesso a um grande metie de atores e celebridades eles criam roteiros que investem na vergonha alheia, na desconstrução da fama e na narrativa de absurdo. Tudo inteligente, muitas vezes sutil e calçado em clássicos do humor britânico, com pitadas de stand-up e improvisação!

Já os Anões em Chamas são o topo da nova comédia nacional. A produção desse grupo de atores é fora de sério, com a criação continua de episódios de suas diversas séries, apostando em um humor diferenciado para os padrões brasileiros e elevando o nível do que podemos chamar de engraçado. Atualmente os caras estão envolvidos com uma briga com o Youtube que, inadivertidamente arrancou o canal deles do ar.
Num rompante de ousadia, o grupo acaba de lançar um longa metragem chamado “Teste de elenco”, inteiramente produzido e formatado para internet.

Eu falei, no começo desse post, que vocês não iam rir. E era verdade!
A jaula mudou, mas os micos animados continuam os mesmos!

Sei que os poucos leitores desse blog não vão mudar a realidade e conscientizar a molecada que – como diria o taxista bahiano – “tá tudo errado!”. A molecada continua aumentando o número de views, a opinião daquele molequinho controverso continua rendendo tweets e a internet, como uma nova industria “cultural” continua rendendo dinheiro para quem realmente encabeça a cadeia alimentar digital. É fácil criar um buzz sobre novas celebridades que vão render um punhado de acessos a um site que – supostamente – paga você para continuar colocando produção cultural lá dentro.

E essa é a minha opinião...

Amo vocês e vamos que vamos!

PS: só pra avisar garotada, esse predador que ta levando toda a bufunfa digitalizada não sou eu nem muito menos você! Cuidado com as feras que vocês alimentam...




:: DIEGO LARA 3/30/2011 10:28:00 AM
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"Nova moda em matéria de atraso: caveiras mexicanas!"
:: DIEGO LARA 3/29/2011 06:46:22 PM
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Meus dias em Guanabo...


"Chupa que é de uva..."

Resolvi fugir do hotspot de Varadeiro me refugiando em uma prainha chamada Guanabo. A cidade – se é que podemos chamar assim - é super simples. Uma rua principal, onde rola todo o comercio local, e varias ruazinhas que cortam a mesma. Do lado sul, ruas pavimentadas, chão batido e árvores, ao norte, um mar incrivelmente azul, com todas as nuances celestes que marcam as águas desta banda.

Ruínas de construções pré revolução criam um cenário semi-apocaliptico. São pedaços de hotéis, casas noturnas e bases militares que contam um pouco da historia desse lugar tão paradisíaco.

“Mas porque ficar aqui por três dia?” você deve estar se perguntando. Simples: aqui em Cuba, tudo é cinqüenta vezes mais difícil do que parece. Desde conseguir um cartão telefônico até um transporte descente até lugares mais distantes.


"...é de dar água na boca!"

Claro, se você é um turista alemão com cinqüenta e três anos, uma empresa de tecnologia e duas amantes caribenhas, as coisas vão ser mais simples. Eu não preencho nenhum dos requisitos logo, pra mim, o mundo era distante.
E como é distante! Sem um pacote pleno de turismo ou, sem se jogar para os ônibus cheio dos personagens acima citados, a única forma de viajar pelo pais é optando pelo transporte publico. Onibus e trens abarrotados e que transformam viagens minúsculas em jornadas intermináveis. Ouvi relatos de pessoas que passaram cerca de seis a sete horas para percorrer meros 200 quilometros.

OK! Mas isso não é tudo...

Saindo aqui de casa, onde fui recolhido por uma família pra lá de simpática, capitaneada pela Sra. Elida - uma mãezona que além de café, toalhas e frutas, está super interessada em diálogos profundos sobre as novelas brasileiras - só é preciso alguns quilômetros para estar em paisagens completamente diferentes. São encostas rochosas perfeitas para snorkeling, praias com areia branquinha, palmeiras e diversas outras coisas que você encontra em proteções de tela dos PCs.


"Casalzin mais lindo..."

A surpresa de Guanabo foi conhecer o casal Pablo e Lucia. Ele, um instrutor de mergulho molecão, ela uma programadora que vive o drama de viver de tecnologia de informação em Cuba.

Após três mergulhos surpreendentes – incluindo uma queda em um naufrágio – fui convidado pela pareja para uma janta com pratos locais. Ao perguntar quanto ia custar a brincadeira, veio a surpresa: “Nada Diego! Hoje você vai conhecer uma família cubana de verdade!”.

E foi lindo!

A avó de Pablo – aniversariante da noite- assumiu o fogão e,depois de duas horinhas – de papo e cerveja Cristal - três lagostas enchilladas estavam ali para deleitar a todos. O ponto alto da noite foram as historias sobre Pablo Sr., o patrono da casa, que ilustravam as diversas missões que ele cumprira quando era da marinha de invasão cubana.

E assim o tempo passou aqui...

Foram quatro dias sensacionais. O sentimento de estar sozinho mas, ao mesmo tempo cercado de pessoas, serviram para comprovar minha teoria da chapaquentice. Faça coisas boas que o universo vai te recompensar.
E digo mais: a teoria é global!
Funciona até nos mais longínquos confis filosóficos e políticos dessa pedrinha azul...


:: DIEGO LARA 3/18/2011 03:20:11 PM
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"Basta olhar um varal cubano que você sabe quem mora ali..."

Estar em Havana é exercer a incrível arte de ser enganado o tempo todo. Por mais que você ouça historias e relatos sobre a capital Cubana, aqui, o pau pega muito mais.
Por todos os lados que caminhamos nos sentimos observados e, em alguns momentos você esta SIM sendo observado! Por policiais ou malencarados...
Eu tive o desprazer de passar por situações escrotas nessa cidade – que nem se comparam com os belos momentos – mas, que no fundo, me deixaram com uma pulga atrás da orelha.
Na minha primeira tarde, um tipo bem esfarrapado colou em mim e veio perguntando de onde eu era. Por mais que eu soubesse da suposta segurança na cidade, eu sempre conto com meu tamanhinho avantajado para impor uma “certa” segurança. O rapaz, um tal de Camilo, veio com um papo que ia rolar um festival de salsa na cidade e me pediu um papel para escrever as direções. Obviamente eu não ia abrir uma mochila carregada de equipos na frente de um malaco e então, sem pestanejar fui arrastado para um boteco onde o mano ia escrever o endereço. Não deu outra! Ofereci uma cerveja!

Ele negou solicitamente e falou que não desejava uma cerveja, o que Camilo queria era leite!

Cara, é impossível negar leite para alguém quando você esta com uma lata de cerveja na mão. Eu, como um patinho, me ofereci para comprar um saquinho do liquido branco e quando vi, estava no meio de um esquema que iria me tomar quase 50 reais!
Sério! Cinquentinha para o leite da semana...


"Daqui de cima que o pau come..."

O que rola é o seguinte! Mensalmente o governo te dá uma cota de leite (3 ou 4 pacotes) dependendo de quantas crianças vivem em sua casa. No caso do mano, eu sei lá se existia uma criança mas, fiquei com dó do pobre coitado que implorava por comida.
Quando eu me toquei da parada falei “Não, não! Devolve o leite ai...” e ele disse que não, que precisava e, de quatro sacos de leite em pó e, depois de muita negociação, reduzi minha ajuda humanitária para um misero saco – e a brincadeira foi de vinte e quatro CUCs para “apenas” oito.
Seguinte, o Fidel, num ataque de genialidade política instituiu que no país teriam duas moedas. Uma – o tal do CUC ou Peso Conversível – para os turistas, com uma cotação de quase um pra um com o euro, e o Peso Cubano para o povão. Basicamente um CUC vale algo em torno de 25 Pesos Cubanos e, um cubano que trabalha o mês inteiro recebe em média 12 CUCs.

Descobri isso tudo vivendo com um cubano por duas semanas...

Essa desparidade cria uma espécie de casta invisível! Aquele papo que o embargo não deixa as coisas entrarem em Cuba e o escambau funciona para uns mas, em geral, o turista alemão que vem aqui gastar milhares de euros, tem acesso a tudo!
Crianças, Coca-Cola e aulas de salsa!
E foi naquela tarde que eu me toquei que para viver em Havana como um turista (que tem sempre um alvo nas costas) você deve simplesmente aprender a falar “No comprendo!” ou andar com fones de ouvido o tempo todo.
Isso não generaliza o que você vai encontrar nas ruas da cidade mas, o centro turístico – que ironicamente fica ao lado de uma parte onde a pobreza é o atrativo – acaba sendo o reduto de quem tem medo de se arriscar nas outras bandas da cidade.


"Se segura malandro, pra fazer a cabeça tem hora..."

O esquema do leite, do charuto e da festa de salsa, sempre começam com um sorriso, com um incrível interesse sobre sua historia, depois passamos por uma aulinha de historia da revolução e voltamos para o “prestige”, onde o malandrão, depois de fazer sua cabeça se tornando um amigo, pede algo em troca.

E é horrível a sensação de que todos estão sendo legais com você simplesmente por mero interesse mas, isso meus amigos, não é um padrão! Aqui encontrei pessoas sensacionais que me ensinaram desde como fazer um nó de marinheiro novo até os padrões básicos da Santeria.
Entrei em festas comunitárias convidado pelos organizadores e vi que, por mais que as pessoas não tenham certas coisas, boa parte delas tem o necessário para viver. Isso, aos olhos de um estrangeiro pode parecer uma coisa bizarra mas, para quem já rodou de desertos a pedacinhos gelados de montanhas inóspitas, isso não parece muito estranho.

O povo (ou parte dele), por mais que sofra com as restrições, ainda apóia as decisões governamentais, elevando a voz para falar das benfeitorias de Castro, Che, Cienfuegos e todos os logros trazidos por essa luta cinqüentenária.
Mas sinta os ventos da mudança...
Uma coisa que eu achei bizarro demais é que, fazem poucos meses, o governo criou a possibilidade do povo empreender novos negócios para tentar combater o desemprego crescente na ilha. Isso, criou uma nova linha de pensamento baseado na concepção de serviços para –basicamente- atender o turista.


"Tempos negros estão vindo, caras!"

Antigamente eram somente casa ou quartos que podiam ser alugados nas cidades e praias. Hoje, é possível criar serviços de turismo, alimentação e outros chamegos que fazem do pais hoje, um modelo crescente de um “socialismo 2.0”.
Ouvi isso de um local! Ele afirmava que o país passava por uma evolução do próprio regime e que hoje, cinqüenta e dois anos depois da revolução, as terras daqui passavam por uma segunda fase de luta. Por mais que queiram tapar isso do mundo, aqui existem sim classes sociais, existem famílias ricas, de classe média e os pobres de “marrédesci”, o serviço médico que é mundialmente famoso, é alvo de diversas criticas populares – desde a escassez de serviços a remédios – e, após os alinhamentos, tática de Fidel para cortar os custos nos serviços públicos despedindo em massa diversas pessoas, o desemprego na Ilha esta batendo recordes e assustando a todos.

Agora a missão de Cuba é tentar crescer e não ficar para trás em um mundo que vai para todos os lados e para lugar nenhum. Vivendo aqui esse mês, tendo morado em casas de cubanos, tendo vivido enclausurado com um local, conversando sobre tudo – desde preconceitos até tecnologia de guerra, sou obrigado a parafrasear um grande amigo do passado “Você pode andar seguindo o fluxo mas, tem o direiro de ir de marcha-ré!”.

Cuba é isso! Um pais que ficou para trás e, dentre tantas vitorias que são amplamente divulgadas, ainda apresenta um grande caminho pela frente – como quase todos os países - para poder dar uma vida digna para seus habitantes.

:: DIEGO LARA 3/16/2011 10:28:22 AM
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Outro dia, vindo para a produtora eu vi um Uno, noventa e quatro, noventa e cinco, com um adesivo ostentando a frase “Só Deus é Jesus”.
Sim, o referido decalque afirmava por A mais B que Deus era Jesus e é isso ai, sem abertura para dialogo, conversa ou – porque não – uma correção. Não tinha nem como cogitar a possibilidade de que Deus, na mitologia cristã, depois de uma noite rodando Belém, encontrou uma janela aberta e, ao ver José saindo fora para cuidar da marcenaria, deu um confere na Maria – A Virgem – e se tornou o famoso pai de Jesus.

Comecei a rir e, ao longo dos quase oitocentos metros seguindo tal veiculo vim pensando em como as pessoas se equivocam com essas afirmações religiosas/mitologicas e, após um breve copinho de lembranças, comecei a remoer todas as coisas que me falaram ao longo da vida para que a religião fosse inserida dentro do meu cérebro vazio.

Aqui esta o TOP 3 das baboseiras religiosas que já me falaram para eu começar a acreditar em algo:

1)PARA AI SEU PILOTO!
Certa vez, ao conversar com um casal de amigos surgiu a máxima que não quer calar: “Quando você vai casar Diego?”. Saindo pelas tangentes afirmei que – o que é isso minha gente – não ia ser tão cedo e que não seria um casamento em Igreja e afins. Pra que falar isso? A esposa do meu amigo iniciou uma série de explicações sobre o poder de Deus e o casamento em uma pessoa e que eu só sairia dessa vida de perdição quando me casasse perante Deus e abraçasse sua Igreja.

Calmamente falei que era ateu e ela se desesperou, lançando assim a pergunta que ilustra a primeira colocada da lista:
“Ah! Não acredita em Deus mas se um dia seu avião estiver caindo você vai pedir para ele impedir...”

Comecei a rir! Rir muito! Onde já se viu! Se pedir para Deus segurar um avião em queda livre impedisse alguma coisa, não seriam registrados dezenas de acidentes por ano. Óbvio que quando você fala isso para um crente, ele iniciara uma série de desculpas para falar que você esta ali para pagar seus pecados e o caramba mas, na real, é inaceitável para um devoto que você, um individuo qualquer, não compartilha suas crenças e convicções.

2)CUIDADO COM A FACA!
Quando eu era pequeninho lá no Jabaquara, minha Vó Anita me falava que se eu segurasse uma faca no peito, o Diabo poderia passar e empurrar o artefato para dentro do meu corpo rechonchudo.
Ela falou que era verdade e que não era para eu fazer aquilo de forma alguma!

Prometi que não faria, de dedos cruzados como sempre, e a conversa acabou ali...

Dai, escondido dela, eu fui para o quarto com uma faca e ficava encostando a faca no pé para ver se rolava. Claro que não era otário de experimentar algo colocando a faca no coração! Vai que o caramunhão resolvesse me matar!
Então eu deixava a faca lá, parada com a ponta no dedão para ver se alguma entidade satânica manifestava suas forças e afins.
Ainda tenho 10 dedos nos pés...

3)VOCÊ VAI MORRER POR CAUSA DE ADÃO
Um dia, deitado lá na rede branca do Gravatá, um testemunha de Jeová veio atrapalhar o meu descanso. Pleno Carnaval e ele e seu filho tentavam doutrinar novas almas caridosas para o rebanho do Senhor.
Ele me chamou e me perguntou se eu sabia por que as pessoas morriam. Como qualquer pessoa com um cérebro, falei que poderiam ser por doenças, acidentes e afins...

Errado! Eu estava errado!

Segundo aquele homem, nós só morremos porque Adão havia cometido o pecado original e isso tinha nos transformado em seres finitos, dotados do poder da morte.
Bem, eu teria comprado aquela história se eu não tivesse me lembrado que o pecado original foi o que – na mitologia cristã - deu origem as outras pessoas do mundo! Tipo, Adão e Eva transaram (ou comeram uma maçã que é a analogia perfeita para o ato) e foram expulsos, daí como qualquer casal normal, eles viram que era bem mais legal transar do que ficar andando em um Paraíso com frutas e cobras falantes.
Esse sexo sem proteção de métodos anticoncepcionais (que só viriam a ser condenados pela Igreja séculos depois) e essa história mal contada pra caramba deram origem aos povos e tal!

O velho falou que eu estava errado e disse que se pudesse conversar comigo mais uma hora ele me explicaria tudo!
Falei que infelizmente eu tinha um ritual pagão de sacrifício de cabras e não ia rolar...

Basicamente essas foram as coisas mais bizarras que eu lembro ter escutado! Claro que você que está lendo certamente já ouviu –ou falou- coisa pior! Lembre-se que ficar tentando doutrinar as pessoas com histórias mais furadas que queijo suíço não valem de nada! De um jeito ou de outro toda religião tem uma série de interesses escusos que simplesmente querem algo de você!
Amo vocês e acreditem nas pessoas em vez de esperar algo de um homem invisível que mora no céu...



:: DIEGO LARA 3/15/2011 04:50:00 PM
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Cuba 2.0 from Diego Lara on Vimeo.



"E lá em Cuba foi assim, ó..."
:: DIEGO LARA 2/23/2011 10:25:55 AM
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"Em breve mais relatos lúdicos, atemporais e lindos sobre um viajante no fim dos tempos!"
:: DIEGO LARA 2/16/2011 04:08:07 PM
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E duas semanas se passaram em Cuba.
Eu estava louco para voltar mas ao mesmo tempo não conseguia conceber uma volta. É sempre assim: voltar parece simples mas é sempre uma tortura!
Imagine! Voltar para casa, para a rotina, para a chatice do trabalho e longe do desconhecido. Por anos isso me moveu como um motor! Estar longe de tudo e todos, por tempos e tempos, perto somente de novas experiências e descobertas! Pensando e sonhando na próxima realização longínqua, cheia de historias, lugares e horizontes.
Mas hoje eu realizei uma coisa. Sentado em uma varanda na Velha Havana e lendo um livro que esta abrindo minha cabeça para novas coisas eu me toquei de algo incrivelmente simples: todas as vezes que estou longe, estou contando historias sobre minha realidade e, inevitavelmente, quando estou perto, estou contando as historias das minhas viagens.
E que viagens! Nos últimos meses percorri montanhas, paisagens geladas, lugares inóspitos, praias que – como definiria um novo amigo – parecem proteções de tela do Mac e quartos sensacionalmente habitáveis.
O detalhe primordial é que estava sempre sozinho.
E o que é estar sozinho? A estrada, inevitavelmente, te apresenta um clã de pessoas que passam a ser sua família. Com o tempo se tornam uma horda de pessoas que sempre terminam uma caminhada com a mesma frase: “Me adiciona no facebook”.
O mais legal é que aqui em Cuba proibimos a utilização do nome da empresa do senhor Zuckemberg e, substituímos por Caralibro!
Mas que diabos? Para onde foram os aventureiros que escreviam seus diários narrando eventos climáticos e atrações antropológicas? Eles se foram meus amigos...e com eles, as grandes aventuras. O que restou é um grupo de pessoas que transitam o globo carregando câmeras de todos os tamanhos, sacando centenas de milhares de fotos.
Segundo o relato de um novo mestre, as pessoas trabalham cerca de 11 meses para parar uma médias de quinze dias ao ano. É inevitável que ao invés de viver, esses seres fiquem tirando fotos e fotos.
É mais importante ter memórias tangíveis –e digitais- que se aventurar e experimentar o diferente...
Mas de novo, vivendo na estrada, conhecendo coisas absurdamente fora da minha realidade, eu me coloco em uma posição que eu devo usar a máxima numero um da chapaquentice: abra as portas com um sorriso e estenda sempre sua mão para desconhecidos.
E por isso eu nunca estou sozinho...
Sempre estou acompanhado por personagens – reais ou não – que me seguem para todos os lados! São as fotos que me acompanham que me trazem uma inexplicável vontade de voltar.
E são as fotos que estão e minha casa que me empurram para a estrada em busca de um novo por do sol.
Triste essa inconstância...
Mas o que importa são os meus registros em meu diário. Eles me contam as coisas que fiz e me lembram as coisas que eu TENHO que fazer e, principamente, me mostram o quanto eu estou mudando e, de certa forma, evoluindo. Tenho muitas pedrinhas ao redor do globo para coletar...
E eu vou! Nada pode me para!
Esse é o projetodiego! E aqui estamos nos com mais um texto que tem como única função me lembrar que em algum momento eu fui assim!


:: DIEGO LARA 2/11/2011 01:38:55 AM
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Hoje um dos caras mais fodas que eu tive o prazer de conhecer nos deixou!
Fernando Arteche, um puta professor, uma grande pessoa com um senso de humor único e um gosto peculiar para música!
Como eu sei que ele sempre passava por aqui, nada mais justo do que homenagear esse cara que, entre conversas, dicas, piadas e comentários ácidos ia mudando a cabeça de todos os alunos que tiveram o prazer de estar em uma sala de aula com ele!

Obrigado pelo CD do Trashmen, pelo Dummy do Portishead, pelos comentários deixados aqui (se vocês procurarem bem aqui nos coments. vão entender porque eu falo tanto do senso de humor dele) e principalmente por nos lembrar o tempo todo que coisas simples funcionam bem mais do que aquele blá-blá-blá requentado!

Obrigado mesmo e nos vemos um dia desses!

:: DIEGO LARA 11/5/2010 10:01:39 AM
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Rabisco de uma tarde cheia de coisas maneiras!
Cris is back! Vidas e Notas entrando na reta final e um horizonte de coisas boas e maneiras!
Amo vocês!
:: DIEGO LARA 10/20/2010 02:27:26 PM
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"Só tá saindo caveira..."

Assistam o primeiro episódio da série Vidas e Notas no www.tac.art.br
:: DIEGO LARA 10/19/2010 02:38:48 PM
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"Começava em desejo e terminava em reparação e caveira!"
:: DIEGO LARA 10/14/2010 04:17:29 PM
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Reel 2010 from Diego Lara on Vimeo.


:: DIEGO LARA 10/8/2010 10:47:13 AM
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"Pra uma menina que tá apaixonada por um cara com barba..."

:: DIEGO LARA 10/7/2010 09:35:21 PM
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Hora de colocar um pouco de trabalho sério nessa bagaça né?
Obrigado pela visita e em breve mais desenhos, textos e coisas bacanas pra você!




:: DIEGO LARA 9/23/2010 10:57:44 AM
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"Sorte, maldição e fortuna!"
:: DIEGO LARA 9/14/2010 04:14:19 PM
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"...bando de peixe morto que acha que é gente!"
:: DIEGO LARA 9/13/2010 05:36:59 PM
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"Não basta desenhar uma cópia! Tem que ter tentáculos..."

:: DIEGO LARA 9/9/2010 02:52:23 PM
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"...só sabia que o ano tinha acabado quando uma delas estava com a macaca!"
:: DIEGO LARA 9/3/2010 04:00:31 PM
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:: DIEGO LARA 9/3/2010 03:59:45 PM
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"Era pura ternura com tentáculos mortais..."
:: DIEGO LARA 9/3/2010 03:58:26 PM
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Dia 12 de setembro, no Didge Steakhouse (não confundir com a gostosa do True Blood) as 19 horas!
Como diriamos nos velhos tempos: "Não perda!"


:: DIEGO LARA 8/25/2010 06:00:03 PM
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Um texto sobre o fim dos tempos
(...ou bulling de xu é mola!)

Senhoras e senhores, inicialmente gostaria de anunciar que este é um texto baseado em horas de pesquisa de campo, observação e analise de conteúdo. Também gostaria de afirmar que sou contra qualquer ação de violência física, mental e – por que não – virtual. Passada essa explicação que contextualiza o que virá a seguir, me enquadrei nesse benedito bom mocismo que está tomando conta do mundo moderno.

Bem, antigamente existia a expressão “filhinho da mamãe”. Geralmente, esses jovens e/ou crianças eram pessoas mimadas, criadas a leite com pêra, bobinhas e que geralmente chamavam a professora quando brigavam ou – o mais odioso dos atos num colégio – não emprestavam lápis e canetas alegando que “suas mães não deixavam”.
Geralmente essas crianças não eram excluídas de um grupo. Elas interagiam com outros da mesma espécie e, de uma forma natural, ganhavam força coletiva e atacavam indivíduos de forma cruel e, porque não, selvagem.

Eram palavras para machucar!

Chamavam o rechonchudo de “baleia”, o magrelo de “pau-de-virar-tripa”, o nerd de “quatro-olhos” e muitas, mas muitas outras ofensas que nasciam em mentes deturpadas por novelas como Carrossel e desenhos a lá Cavaleiro do Zodíaco.
Dai vinha a resposta: geralmente esses “alvos fáceis” reagiam de alguma forma, seja com uma piada, com uma ofensa ou – nos melhores dos casos – um belo soco no meio da fuça!

Quantas vezes isso não aconteceu comigo ou com algum amigo?
Eu não saberia contar! Éramos crianças selvagens, que se socavam nos corredores, nas quadras de futebol, no intervalo e na fatídica “saída”!
Clássicos como o filme “Te pego lá fora” mostravam essa angustia de sair e enfrentar seu oponente do dia. Você passava o dia inteiro esperando o sino, para sair, dar dois ou três empurrões e, se tudo desse certo, vocês estariam separados em poucos minutos...
Ninguém se machucava tanto e ainda saíamos como vencedores e gladiadores.

Garotos que se tornavam homens com alguns palavrões e um ou dois tapas na cara...

E hoje? O que temos?
Uma geração de jovens coloridos, criados em sua maioria por avôs e avós, gerando assim uma geração de “Netinhos da Vovó” que é – como o dito popular – duas vezes pior que o já abobalhado “Filhinho da Mamãe”.
E pra coroar esse bom mocismo instauraram o tal do Bulling, palavra norte americana para definir o ato de “agredir física ou moralmente” uma outra pessoa de seu grupo social.
Agora não pode mais chamar o gordinho de babaca, porque o que conta não é o o babaca e sim o gordinho!

Daí, esse gordinho babaca em vez de ganhar coragem e chamar o seu ofensor de “magrelo viadinho” ele simplesmente vai na diretora e denuncia o garotão de Bullinismo ou qualquer coisa assim...
Bem, com isso evitamos a violência e ao mesmo tempo estamos criando um alicerce de crianças sem auto-estima, que não vão saber se defender de um futuro muito mais perigoso do que as ameaças do colégio e muito mais fatal que um soco na boca.

Além disso, o Estado resolveu tomar rédea da educação das crianças ao proibir os pais de darem um tapinha na bunda da molecada. Com isso entraram na casa das pessoas e arrancaram os chinelos, guardaram as cintas e colocaram esses jovens desbocados no poder!

Pronto, se preparem!
Em alguns anos teremos uma geração de “Netinhos da Vovó” controlando tudo! As informações, a música e a política.

Parabéns meus caros!
Mesmo sabendo que as coisas não são tão preto no branco, vocês conseguiram deixar as coisas piores do que era possivelmente imaginável!
Claro que vocês afirmam que os tempos estão mais “selvagens”, a vida, conforme todo mundo fala na mídia, perdeu o valor...
Mas uma coisa que poucas pessoas relatam é que este século esta sendo um dos menos violentos e a humanidade gradativamente vem entrando na linha. Os números mostram isso!

O problema é que há um século e meio atrás não tinha uma emissora de televisão para fazer um vespeiro a cada criança morta na França ou na Inglaterra, quando o infanticídio era moda entre a sociedade.
As coisas estão melhores, pessoal! E elas vão melhorar ainda mais, naturalmente...
Não precisamos dessa amarra invisível do bom-mocismo social!

Só para ressaltar que, na minha época, se tapinha na bunda desse cadeia, minha mãe estaria cumprindo prisão perpétua e minha avó já seria uma das diversas vitimas da cadeira-elétrica da boa criação e da formação do caráter de um individuo.
Obrigado por cada tapa, cada cintada e principalmente cada sardinha que levei nos tantos anos de mal-educação e caras feias.
Na época eu chorava e blasfemava mas hoje agradeço de boca cheia...

Tenho pena das bundinhas nunca lapidadas que não vão sofrer esse corretivo tão importante para a formação de uma pessoa!

(antes que os puritanos berrem, sei que existem casos extremos de violência contra menores, abuso de força e tudo mais! também sei que isso sempre existiu em diversas escalas e fatores e, possivelmente em maior tamanho porém, na época, com menor barulho na mídia...)






:: DIEGO LARA 8/5/2010 10:22:34 AM
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"Quando ele morria, era o momento que entendia a natureza..."
:: DIEGO LARA 8/4/2010 06:52:56 PM
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Razões para continuar nessa...

Outro dia eu vi um episódio de Family Guy onde um dos personagens encontra o Hemingway, o Kobain e Van Gogh no céu. Eles estão falando sobre o fato dos três terem colocado fim em suas vidas com uma bala na cabeça após obras e obras de sucesso (tirando o Vincent que deu um tiro no peito, morreu dois dias depois e ai então fez fama e dinheiro).
Nesse momento, o tal personagem, que havia morrido de velho, se afasta constrangido da mesa, por não ter assunto para falar com os gênios ali presente.

A vida é complicada.

Tudo parece difícil de vez em quando e, as vezes, a solução mais simples seria essa!
Infelizmente a morte nunca é legal! As pessoas até falam “Ai, ele não sofreu, morreu dormindo!” mas convenhamos, que deve ter sido uma merda os quatro segundos antes do colapso, quando o cara pensa “Opa! Isso tem que ser gazes...” e na verdade é um infarto.

Se for pra viver nessa constante randômica, que você não sabe o que vem depois da esquina, me parece justo tomar controle das coisas e decidir a saída que você quiser!
Mas não é bem assim! Mesmo num dia frio temos que ver o lado bom das coisas e, como desbravadores, temos que entrar nos lugares mais frios e escuros para entender o significado da luz.

Mas ai vem a minha pergunta: o mundo é dos desbravadores?

Por que diabos não podemos nos contentar com o que temos? Por que a tristeza existe até nas vidas mais iluminadas?
Eu não sou religioso mas tenho uma fé bizarra em diversas coisas.
Mesmo com essa visão pragmática de fim (tipo, morreu,acabou!) eu ainda me pergunto se vale a pena continuar, se não seria jogo simplesmente dar cabo dessa existência fétida e pular pra próxima fase...

Daí eu penso nas cinco razões para continuar vivo:

1)Piadas prontas: hoje tava rolando um boato que o Fiuk ia interpretar o Raul Seixas. Cara, imagina piada pronta melhor que essa? Melhor que isso só se Hitler der uma festa no inferno e convidar o rabino mais próximo para ser o DJ...

2)Clima ruim: O céu, aparentemente fica em um luga acima das nuvens logo, lá não chove. Não que eu curta a chuva mas, sobre o que iremos conversar nos elevadores panorâmicos da morte sem chuva? Como puxaríamos assunto com aquela secretária do São Pedro sem uma nuvem negra no céu? Pense nisso da próxima vez que você reclamar da chuva...

3)A dúvida: todo mundo se pergunta o que tem do outro lado. Quando você estiver lá (se é que existe um lá) você não vai ter dúvida nenhuma de onde você vai depois. É mais ou menos como um casamento mas com roupas mais justas, asas e cabelos encaracolados por todos os lados.

4)Extremos: A idéia aqui me parece simples: o céu é chato e monótono e o inferno é agitado demais e muito quente. Por mais que os crentes tentem fazer do céu o lugar perfeito e os metaleiros se esforcem para mostrar o inferno como um paraíso distorcido, eu preferia ficar no meio termo, logo, eu penso em mudar para Blumenau em breve...

5)Amores/Família/Amigos: aqui mora a grande dúvida! Nós amamos muitas pessoas, conhecemos diversos indivíduos e, na grande separação, na triagem divina, cada um vai para um lado! É como viver na Alemanha no pós guerra e ter um muro separando todo mundo...Infelizmente eu não vou cair naquela de que todo mundo vai estar te esperando no outro lado. Tenho diversos amigos que vão de certeza para o inferno e uns três ou quatro que vão para o céu! E eu não quero ficar longe de ninguém...

Então, como eu não tenho a possibilidade de mandar uma carta para o Chefão dessa espelunca (se é que tem um chefão!) eu prefiro continuar vivendo e pensando que ta tudo bem, hoje é só um dia frio e chuvoso...
Em breve, estaremos reclamando dos dias quentes!

Amo vocês...

:: DIEGO LARA 8/4/2010 11:43:07 AM
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Quem realmente está no controle?

Ontem acordei no meio da noite e tomei um susto daqueles!
Saca quando você acorda e não sabe onde está? Geralmente isso acontece quando você toma um porre e dorme na casa de um amigo, no quarto da sua irmã ou, porque não, na calçada do seu prédio...
Mas o susto foi diferente! Acordei no meu quarto, sóbrio e me desesperei ao ver um novo habitante em meu quarto.
Um gorila, com olhos negros e cercado por pequenos micos-caveiras, que puxavam o pelo do símio em destaque e faziam uma algazarra por espaço.
Calma, antes de mais nada tenho que explicar que essa cena descrita não tem nada a ver com uma bad trip e/ou consumo indiscriminado de psicotropicos. O ser em questão é o mais novo desenho que eu coloquei em minha parede e, do nada, ele resolveu me encarar com suas órbitas oculares vazias e com seu semblante amedrontador.
Gelei, confesso eu!
Tentei dormir, virei uma ou duas vezes e ele ainda estava lá, silencioso, com seus companheiros adestrados na arte do mal e cuidando do meu repouso.
Apos alguns minutos, levantei e coloquei o desenho numa gaveta, local que ele vai ficar por mais alguns dias até eu me dar conta que aquele espaço vazio em minha parede pertence a um monstro meio simiano meio humano...
Mas a parte bizarra disso tudo é ver como as coisas que vivem dentro de nossas cabeças tendem a virarem coisas metodicamente deformadas quando são trazidas para o mundo real. É assim com a tristeza, com a saudade e muito mais.
As vezes as que mais sofrem com essa mudança espacial são as palavras...
Essa experiência de ser encarado por uma criação que, indiretamente, me trouxe os mais diversos sentimentos (de asco a medo absoluto) me mostrou o quão absurdamente poderosa nossa mente pode ser e o quão somos levados pela nossa imaginação.
Sempre me indago o quão disso tudo é verdade e o quão nós não estamos manipulando com nossos pensamentos mais obscuros.

Se cuidem e assistam o SC em Cena "Mistérios da Serra" semana que vem na RBS TV! Mais informações no www.tac.art.br




:: DIEGO LARA 7/28/2010 01:44:45 PM
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Coisas que eu entendi com o tempo...

Não, eu não sou um gênio e muito menos alguém que vai fazer muita diferença para o resto da existência do planeta.
Eu entendi isso muito cedo e, desde então a vida perdeu um pouco a graça...

Nunca tive ambições de mudar o mundo, nunca ví na humanidade uma grande razão para pensar em coisas boas e sempre fui extremamente pessimista quanto ao futuro nessa bolinha azul que chamamos de planeta Terra.
Certamente temos várias opções para o fim da existência de vida na terra, entre elas, as minhas favoritas:

A) Invasão alienígena sem o Will Smith e o Bill Pulman para nos ajudar;
B) Catástrofe do despertador Maia;
C) Desprogramação racional de realidade;
D) Explosão do Sol antes da invenção do protetor solar grau 1 bilhão;

Ter essa visão relativamente realista quanto a minha passagem por esse pequenino espaço tempo – se você considera 50 ou 80 anos muito tempo você é um idiota completo- sempre me prejudicou muito.
Minha mãe sempre afirmou que se assustava com as minhas rápidas mudanças de interesse que eu nutro desde sempre e que, desde pequeninho eu perdia o interesse ou simplesmente ignorava coisas que eu considerava obvias.

Por exemplo ir para a escola e escovar os dentes...

Foi assim minha vida inteira, um ciclo atrás de outro ciclo, vivendo cada momento com uma intensidade única e me agarrando com unhas e dentes a cada sonho que eu nutria por alguns dias ou meses.

E como diria o sábio Nelson Rodrigues: “Jovens envelhecem!

Mas de um tempo para cá, uma coisa mudou meu jeito de perceber o mundo. Minha realidade, meu pessimismo e noção de realidade tomaram uma proporção gigantesca. O pouco que eu nutria de esperança pela –assim chamada- humanidade se foi...

E não estou falando isso porque não gostei do ultimo filme da Saga Crepúsculo!

Amigos, confesso que o que mudou meu olhar da realidade foram ESSES MALDITOS VIDEOLOGERS QUE ESTÃO DOMINANDO A INTERNET!
Sério, quem diabos dá a mínima para essa molecada olhando para uma câmera e falando coisas tão sem sentido quanto o que eu escrevo aqui?
Supostamente eles são engraçados? Virou comedia agora ficar expondo preconceitos e opiniões frustrantes para centenas de milhares de pessoas?

Tive um grande mestre que me ensinou que “Não podemos culpar o espelho por seu reflexo distorcido!”. Ele apontava que essa era uma das causas da televisão ser um mundo cão, onde o Ratinho e afins dominavam nossos dias com aquele sensacionalismo básico que moldou o fim dos anos 90.
Acredito que esse meu professor dá cambalhota no seu tumulo quando alguém posta um videolog desses na net...
Sério? Estamos virando isso que vemos na Internet ou um dia vamos acordar e reparar que estávamos sendo enganados o tempo todo?

Tenho certeza que essa não era a angustia adolescente que o Sonic Youth tava falando, né?

Beijo e amo vocês!


:: DIEGO LARA 7/21/2010 12:19:18 AM
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"E ela ficava louca com as semanas que não passavam..."
:: DIEGO LARA 6/18/2010 09:48:47 AM
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De volta?

Sentado nessa cadeira que já me suporta há bons seis, sete meses (e deve reclamar horrores no sindicato das cadeiras falantes) eu posso confessar que encontrei a tal da perfeição!
Claro que para um otimista como eu, a perfeição é encontrada a cada doze rodadas de dados mas, dessa vez, confesso que as coisas estão caminhando para o nirvana.
E, ao contrario do Nirvana, que acabou com um tiro na boca, o meu nirvana pessoal é relativamente exclusivo e limitado. É composto por dezenas de pequenos pedaços de momentos, algumas conversas, dez ou onze musicas e uma pessoa fodástica ao meu lado.
Bem, não vou me alastrar em confissões e afins (pois aprendi que ser público as vezes extrapola nossa atual condição) mas eu posso dizer que tudo caminha bem e em breve eu vou voltar a escrever mais coisas idiotas, indecentes e indigestas!
Só posso falar que estou bem, marte tem oxigênio e estamos criando uma colônia de seres que ousam crescer e não se limitam com essa realidade tão bobinha! Estamos assistindo a copa com 12 minutos de delay e, a cada gol ai, podemos ver os fogos e isso meio que estraga a surpresa. Ficamos surpresos com o novo CD do Black Keys, o pessoal de nossa comunidade tem dançado muito ao som de algumas baladas do Sigur Ros e, conforme dito outras vezes, a relatividade nunca fez tanto uma semana parecer uma vida.
Sim, como qualquer ser humano eu sinto saudade...

Mas está tudo bem, eu vou dar uma saída para o lado de lá desse planeta e depois eu volto!

Se eu não voltar em três dias, chamem reforços e avisem minha garota...
Bom dia!

Sempre!





:: DIEGO LARA 6/17/2010 06:59:56 PM
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Hoje eu to foda!
:: DIEGO LARA 6/4/2010 10:35:06 AM
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"...cuidado com os seus personagens! Eles são importantes, por serem meros personagens em um roteiro, vivem numa gigantesca poça de sangue quântico!"

Retrato da semana:
Ando imensamente feliz com a realidade que se forma diante de meus olhos!
Obrigado para você que me completa nesses dias cinzas e mais ainda nas manhãs de caramelo!
Eu te amo!
:: DIEGO LARA 6/4/2010 09:43:12 AM
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Sem mais xororô! Se liguem no semivida. de uma vez por todas...

semivida. from Diego Lara on Vimeo.


:: DIEGO LARA 5/19/2010 03:30:58 PM
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"...e das matas saia o homem que além de medo, trazia também furia e sangue."
:: DIEGO LARA 5/11/2010 09:42:42 AM
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Seguinte, atendendo a diversos pedidos, estou lançando oficialmente a série inicial dos impressos exclusivos do projetodiego! São desenhos em A3 (29,7 X 42 cm. ), impressos em alta qualidade em papel reciclado (obviamente por questões filosóficas e pessoais) e sem moldura!
Se você ficou curioso(a) se liga na qualidade da parada!
Caso você queira uma moldura ignorantemente animal, solicite que eu coloco o extra no orçamento!
Serão 5 (cinco) impressos de cada arte e o custo de cada uma é de R$ 20,00 (sem moldura e taxa de envio).
Para mais informações, entre em contato pelo dmaceiras@gmail.com

Um beijo e aproveitem!



:: DIEGO LARA 5/7/2010 02:00:59 PM
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"E nas quintas ela confundia pecado com paixão..."



:: DIEGO LARA 5/7/2010 01:10:47 PM
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Primeira crítica ao semivida que não veio da minha mãe!
(apesar que ela e o cara concordaram bastante!)
Eu juro que era pra ser um drama! Eu juro...

Semivida, de Diego Lara. Ficção, 2009.

Bobagenzinha bastante metida a engraçadinha. Fazer meta-filmes deveria mercê muito mais atenção do faz pressupor a vã filosofia. Diego Lara tenta tocar bordas da consciência humana bastante complexas com esse filme que fala de criador e criatura. O texto, porém, beira o máximo da ingenuidade – com notáveis pretensões de que “não é bem assim”. E, pra piorar, a câmera é tratada com um desleixo tal que, mesmo que somente se quisesse rir de alguns trechos feitos para tal, não se conseguiria: a tontura causada pelos movimentos desconexos e imprecisos das lentes não permitiria.

por Cid Nader, que sentou o dedo em todo mundo!

Não entenderam? Sigam-me malacos: www.twitter.com/dmaceiras
:: DIEGO LARA 4/25/2010 08:24:06 PM
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Personagens da minha infância para um texticulo sobre a idade...

Tava conversando com um amigo sobre a incrível capacidade da vida mudar em poucos segundos.
Sim, isso é fato! Estamos aqui como peões num jogo fantástico entre o caos e a ordem, nada mais e nada menos que isso. E, invariavelmente, durante a casa dos vinte anos, estamos propensos a uma incrível queda para o caos!
São festas, bebedeiras, faculdade, amigo, relacionamentos frustrados, relacionamentos maravilhosos, doses e doses de desilusão, felicidade e muitas outras coisas que nos levam a beirar o tênue caminho da auto destruição...
Sim, estamos sempre beirando o fim e, essa é a dádiva dos vinte anos! Tudo tem que ser vivido intensamente, esperamos que as coisas durem por tempo limitado e atolamos o pé por diversas vezes, acreditando que aquela vai ser a ultima vez.
Você já reparou como existem festas de despedidas entre os 21 e 29 anos?
Sempre acreditamos que será a ultima vez que veremos as pessoas, uma viagem de três meses rende uma despedida de quase uma semana de festas e porres consecutivos. Levamos a pessoa no aeroporto, abraçamos como se ela estivesse prestes a entrar em um coma e, depois de 90 dias – BANG!- lá esta aquele individuo de volta na sua vida.
E sim, a casa dos vinte é extremamente perigosa! É um espaço de dez anos para você aprontar e fazer tudo que você não vai fazer dali pra frente porque, amigos, quando você adentra nos trinta as coisas mudam.
Eu já posso sentir! Estou prestes a completar vinte e oito anos e, ali na esquina, o monstro dos trinta já me encaram nos olhos! As ressacas pioraram, as dores nas costas estão mais freqüentes e os cabelos brancos começaram a aparecer. Isso sem falar nos planos...
Se com vinte e três anos fizéssemos tantos planos como com trinta e dois, sem duvidas seriamos milionários aos quarenta! Enquanto os vinte são uma armadilha constante para nossa sanidade e saúde, os trinta e quarenta são um “pique de vinte anos”. As coisas parecem mais simples, você não precisa se preocupar tanto com as coisas e basta você fazer a lição de casa para chegar aos cinqüenta.
Daí o bicho começa a pegar novamente...
Mas basicamente é isso! Por mais que a iminência do meu aniversario ainda continue me assustando (e vai ser assim pra sempre), saibam que estou feliz por ter sobrevivido até então.
Eu acho incrível as pessoas que te parabenizam pelo seu aniversario como se você tivesse completado algo incrivelmente complicado! As pessoas deveriam receber parabéns só depois dos oitenta pois, ai sim, cada ano é uma conquista...
Agora, tudo que deveríamos ouvir deveria ser a máxima da minha mãe quando eu passava de ano: “Tu não fez mais que a sua obrigação!”

Voltemos a programação normal e me sigam no www.twitter.com/dmaceiras


Como estou dirigindo?
:: DIEGO LARA 4/23/2010 05:19:15 PM
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Vou escrever enquanto o negocio ainda está fervendo na cachola!
Ontem a noite foi sensacional e, mesmo a minha vergonha padrão de ver as coisas que eu dirijo não me separou do clima instaurado naquela grande sala de exibição!
Mesmo lá fora eu sentia o que se passava lá dentro...
Eu me emocionei com os presentes, me emocionei com o conteúdo, com os comentários e com tudo mais...
Agradeço a cada alma viva presente na projeção de ontem!
Foi um momento especial onde, pela primeira vez (segunda, na realidade) eu pude ver as pessoas absorvendo um pouquinho dessas amalucadas coisas que eu chamo de realidade! Sim, na minha cabeça correm esses tipos de pensamento e desenha-los ou passa-los para frames são as formais mais praticas de eu expulsar esses demonitos de dentro de meu cerebelo!
Eu devo um obrigado gigante para a minha família (Tarina, Mama, Dona Anita, Fer, Pai,etc), amigos e convidados por todos os comentários positivos e elogios quanto ao projeto!
Novamente, obrigado!
Obrigado ao meu patrocinador, o Porto de Itajaí, um salve para a Fundação Cultural de Itajaí e às pessoas que confiaram nesse projeto doido da cuca desde o principio!
Eu tenho uma divida concreta e eterna com a equipe deste projeto, que entrou de cabeça e sem medo nesta barca. Amexa, Sheila, Beto, Léla,Cris, Thiago, Bia e Flavio. Sem vocês nada disse seria possível. Obrigado e que esta semivida contagie a vida de todos vocês.
Tenho que agradecer obrigatoriamente a tac.produções pelo apoio e pela força em todos os momentos e, não posso esquecer da imprensa (formal e informal), dos twitteiros e blogueiros de plantão e aos que esperaram ansiosamente a noite de ontem!
Bruna e Daniel por encarnarem tão bem esses personagens e por darem vida ao que eu tinha em mente e por terem acreditado no roteiro e por se dedicarem tanto aos papeis de Sandro e Mara.
E, por fim, três tapinhas nas minhas costas porque eu mereço! Foram anos de espera até esse momento em particular e, como todo bom vilão de meia pataca, eu posso repousar em meu trono e observar um plano se concretizando!
Agora vem o próximo passo desse projetodiego e, posso garantir que nunca na história desse pais, alguém viu alto tão ousado e selvagem quanto a parte dois do plano!

Aguardem!

Amo vocês e vamos que vamos!
Semana que vem, fotos do lançamento!

PS: texto dedicado também a todas as pessoas que um dia falaram que eu era um sonhador, sem pé no chão, egocêntrico e que nunca ia atingir nada por achar que eu era o centro do mundo! Cada um de vocês merecem meu respeito e sem dúvidas, em algum momento, eu fiz algo para merecer tais elogios e carinho!



:: DIEGO LARA 3/26/2010 11:58:20 AM
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:: DIEGO LARA 3/19/2010 06:29:44 PM
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:: DIEGO LARA 3/19/2010 10:41:54 AM
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...e ele perguntou uma ou duas vezes "qual seu nome de verdade?" e ela, friamente respondeu três ou quatro vezes que "Natasha" não era um apelido de guerra!
:: DIEGO LARA 3/10/2010 06:17:01 PM
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A frase com um link te leva diretamente para o BLOG DE UMA NOTA SÓ, da jornalista Fernanda Friedrich!
O projeto consiste em escrever dois textos diferentes, com conotações e idéias baseado em uma única frase...
O resultado está ai!


Tempo de voltar...
(texto escrito em uma noite quente de sábado em Gravatá! Ainda bem que eu não sabia o que ia acontecer depois de uma semana...)

Atalhos nos levam aos lugares mais rapidamente!
Isso é o que vocês pensariam se vocês não conhecessem um amigo meu, o Leandro. Ele é expert em te levar para os lugares errados por caminhos que ele considera atalhos...
Nunca siga os caminhos de um “Leandro”!

Bem, é isso que eu aprendi com essa analogia da vida! Se o atalho parece tentador, cuidado gagoto, sem duvida você tem grandes chances de se dar mal! Sério! Nós homens temos uma facilidade absurda em considerar estradas de terras esburacadas um atalho. Vemos as condições precárias do trajeto e automaticamente pensamos que o caminho, obviamente, tende a ser o mais certo.

Se uma coisa é simples, bonita e com todas as placas e curvas necessárias, o homem padrão sempre considera aquele o caminho chato! Ele vai tentar atravessar o pântano, o lamaçal e o deserto para chegar no mesmo lugar....
Agora você pergunta por que?
E eu respondo com a máxima: a culpa é da televisão!

Sério!

Somos recheados por aventuras, sonhos e perspectivas de realizações homéricas ao longo de séculos de entretenimento barato e maquiagens mal feitas. O mocinho nunca se dá mal no final, o sempre leva ao baú recheado de ouro, e nunca o tesouro está sob o X!
Tirando na “Ultima Cruzada” do Indiana Jones, quando ele toma nos dedos e tem sua teoria sobre o X jogada as traças naquela biblioteca em Veneza.
Mas ok, deixem o Indy de lado! O que importa é que – como diria o Seinfield – nós homens temos uma tendência estúpida a acreditar que o nosso tanque agüenta até o próximo posto de gasolina! Acabamos de passar por um, temos menos de dez por cento do nosso estoque de combustível e, acreditamos piamente que chegaremos ao próximo sem pararmos no meio do caminho!
Certo, eu sou um otário e por muitos momentos da minha vida eu optei por essa jogada kamikaze mas, dessa vez, eu sou obrigado a confessar que eu quero pegar o retorno mais próximo e voltar para o ultimo posto!

Cara, ele era perfeito! Tinha uma TV com ótimos filmes, musicas de ótima qualidade, tinha curvas de acesso perfeito, ótima decoração e era lindo de morrer...Sério! Eu achei o posto que eu passaria minha vida inteira abastecendo mas, optei por seguir a estrada mais alguns metros para ver o que acontecia!
E isso me lembra uma história sensacional que aconteceu há um tempo atrás. Eu atravessava o pais com dois amigos e, ao errarmos um caminho – sim, por causa de um atalho – perguntamos em um posto “E se formos por aquele lado?” e, prontamente o frentista respondeu “Cara, indo por ali a estrada acaba!”.
História verdadeira!
Eu sempre soube que aquilo cairia bem em um texto e, eu também sempre soube que no fundo, no fundo, eu estava abandonando um porto seguro para entrar em uma jornada idiota de auto conhecimento e sofrimento.

E de que vale entrar numa dessas se você não tem ninguém para com quem dividir essa historia de perdas e choradeiras desnecessárias? Né? Não é exatamente como ouvir um CD do Radiohead sozinho?
Alias, ainda podemos falar “ouvir um CD” ou “baixei um CD”? Cara, que coisa mais antiquada...
O que importa é que se arrependimento matesse, eu seria a prova viva da reencarnação!

Amo você!


:: DIEGO LARA 2/17/2010 05:02:14 PM
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O projeto consiste em escrever dois textos diferentes, com conotações e idéias baseado em uma única frase...
O resultado está ai!


Eu já quase casei!

E sim, falar eu já quase casei é praticamente como falar, eu quase bati o carro, ou eu quase tive um derrame!
Tanto o casamento, quanto o acidente, quanto um derrame deixam seqüelas horríveis e impossíveis de serem apagadas...
Mas certo! O que me levou a não casar?

Em pelo menos duas das vezes foi a noção clara que ainda não era o momento certo, na outra foi um chutão bem dado na bunda e o outro foi por querer conhecer a vida, o universo e tudo mais.
E, todos esses relacionamentos errados, me levaram a uma condição extrema de desgaste quanto ao significado dos termos: casal, namoro e casamento.
Sério! Eu consegui desordenar todo o sentido que mais de 140 mil anos de existência humana aplicaram em solo terreno. Devido, basicamente, a dois eventos que o Doc. Brown facilmente resolveria com um Delorean e um capacitor de fluxos.
Um foi a separação dos meus pais e, o outro foi o álbum de casamento de um amigo meu.
A separação é óbvia! Não basta ela ter acontecido mas, eu tenho que usar ela como desculpa até ela descascar. Qualquer coisa daqui pra frente vai ser culpa da infelicidade dos meus pais como casal..

Se a critica falar “Diego, seu ultimo filme foi uma porcaria!” e eu responderei prontamente “Ei, não me julguem, meus pais são separados!”. Pronto! É a desculpa definitiva para o resto da minha vida toda...
Já o álbum de casamento me deixou cabreiro por ver que em todas as fotos, meu amigo chorava!
Aquilo foi traumático! Tínhamos cerca de 20 anos e ele chorava em diversas fotos...
Eu vi aquilo como a prova suprema de que o casamento destruía sua alma! Que o matrimonio – independente de quem e onde fosse – representava o fim de nossas vidas como seres únicos e individuais. Era tudo que eu precisava, no auge dos meus vinte e tantos anos, para me desgarrar de tudo e gritar em alto e bom som “EU NÃO QUERO MORRER AGORA!”.
Sim, na minha cabeça, a sagrada – ou nem tanta – união era o fim de nossas vidas.
Mas, o mais engraçado é – preparem-se, agora vem o momento onde eu me dou mal e a lição de moral aparece – que por mais que eu tivesse olhado foto por foto, eu não tinha reparado uma coisa: Ela também chorava...

Meu Google! Será que havia acontecido alguma coisa?

Não Diego, seu idiota! Eles dividiam uma história.
Em uma janta, alguns anos depois, eu representava o maximo em solterice e independência e, o casal em questão estava no mesmo ambiente. Eu contava das minhas peripécias pelo mundo, falava pelas ventanas que eu nunca ia querer aquilo e ainda comentei que se, o casamento fosse bom, eles não estariam chorando em todas as fotos...
Bem, o que eu não sabia é o que o pai da menina havia morrido algumas semanas antes do casamento e, ambos, dividiam a perda de forma única, quase como um ser singular.

Me desculpei e, ali, naquele exato momento, eu reparei que havia algo errado na equação. Foi mais ou menos as onze da noite do dia 13 de dezembro de 2008 que eu descobri que a conta para se ser feliz nessa vida é 1 + 1 = futuro.
O problema é que minha conta ainda se limita ao problema matemático básico 1 + X = ?.
Quando eu identificar o que o X representa – e sim, estou falando de minha futura namorada, esposa e detentora das minhas dividas - eu vou poder sentar na minha rede em Gravatá e falar “Putz! Lembra quando eu era um idiota que acreditava que o bom era ser solteiro?” e nós vamos rir muito, ao lado de alguns alienígenas e uns robôs que, certamente, estarão trabalhando pra mim como jardineiros mexicanos!

Amo vocês!



:: DIEGO LARA 2/11/2010 01:27:02 PM
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A frase com um link te leva diretamente para o BLOG DE UMA NOTA SÓ, da jornalista Fernanda Friedrich!
O projeto consiste em escrever dois textos diferentes, com conotações e idéias baseado em uma única frase...
O resultado está ai!


Acabei de ler o roteiro original do filme Juno e 500 dias com ela.

Não, eu não estou tentando virar uma menininha e nem quero virar um daqueles caras sentimentalóides que se inspiram em series e filmes para continuar vivendo.
Mesmo porque o Segundo tópico eu sou há anos…
Mas voltando, esses estudos – focados para a construção do meu próprio roteiro – me guiam em diversas direções e me mostram formas ora simples, ora complexas de narrativas.
Explico: Em ambos a história tende a ser desconstruida, com flashbacks e/ou cenas de apoio que vão construindo uma aura em torno dos personagens e suas ações. Daí, depois que você lê centenas de livros, gibis, roteiros e afins, tu começa a pensar que a vida toda tem essas ferramentas narrativas e, automaticamente, você começa a se colocar sobre uma ótica externa, como se você fosse seu telespectador…

Um exemplo disso são os diálogos que você cria na sua cabeça cerca de vinte minutos depois que uma situação aconteceu…
É Incrivel como essa perspicácia e audácia só ocorrem uma eternidade depois que você deveria ter falado ou agido!
Falando nisso, vamos dar uma espiada nos personagens que estão a nossa volta! Temos o chefe chato, temos o amigo engraçado e a namoradinha perfeita! Nós temos tudo que um filme ou livro tem…

Só falta o plot ideal!

Agora amigo, isso quem escreve é você! Se quiser, você pode ser o nerd injustiçado que fica rico e se vinga dos colegas da escola, você pode ser o maluco das festas que quebra os violões ou, tu pode simplesmente se esconder atrás de um avatar azul de 2,74cm.
Você e só você tem controle sobre os 90 minutos que sua vida se resume…
Mas isso não importa! É carnaval e esse é o momento certo pra você, eu e todo mundo saírmos por ai com mascaras novas e marchinhas batidas! Como todos vocês, eu ando procurando por uma razão, cara! Algo a perder…

Mas não percam a cabeça e não se lambuzem com a groselha!
Amo vocês!





:: DIEGO LARA 2/10/2010 01:20:39 PM
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Barracas! Eu sempre adorei entrar em barracas e imaginar tudo que aquilo representava para mim.
Quando eu era pequeno, eu construía tendas gigantes no meu quarto envolvendo cobertores, lençóis e pedaços velhos de barbante. Geralmente essas incríveis construções arquitetônicas eram concebidas nos sábados a noite com a ajuda de minha mãe.
Rapaz, que noites incríveis!
Eu virava um pirata, depois eu era um soldado na guerra e, num piscar de olhos, estava numa estação espacial, vigiando cuidadosamente vocês, terráqueos.
Era incrível como aquelas paredes de pano eram seguras. Elas eram intransponíveis e detiam qualquer ataque (terráqueo ou de guerreiros alienígenas)...
Sempre lembrando que eram só cobertores velhos, daqueles esburacados que nossas mamães usavam para passar roupa...
E lá estava eu, no sábado a noite, com um céu estrelado e uma lua como lamparina, dentro – depois de 20 e tantos anos – de uma barraca novamente.
Desta vez, uma estrutura mais profissional, de um tecido anti-térmico e cheio dos guéri-guéris mas, a segurança que aquela tenda me passava era incrível! E, foi no exato momento que eu vi a vulnerabilidade daquela estrutura simplória de plástico e nylon, que eu me toquei que o termo segurança – nada mais é que – uma piada!
Sim, uma piada e, ainda por cima, uma daquelas de mau gosto. Daquelas de tomate onde um é atropelado e o outro também é. Uma daquelas de loira versus computador ou uma clássica de português dono de padaria.
A segurança é uma piada de mal gosto...
Sim, imagine pensar que aquela barraquinha me protegeria de um assassino serial! O Jason já provou milhões de vezes que barracas não são seguras nem detem ataques soturnos envolvendo machados e facões. É ridículo pensar que o nylon vai deter um tigre de me atacar ou deter uma ventania absurdamente do mal.
Não vai!
Aquela barraquinha era menos que nada! Era um simples placebo para eu me sentir confortável, longe dos assombrosos – nem tanto – sons da natureza.
Mas ok! O que me levou a crer que aquilo era seguro?
Simples! Minha cabecinha cheia de segurança e a absoluta intimidade com o terreno!

Esqueci de apontar que minha investida no mundo selvagem, se limitou ao terreno de trás da minha casa de Gravata numa noite de casa cheia mas tudo bem...

Mas é nisso que apostamos a segurança no nosso dia a dia! Nos conhecemos os terrenos de nossas ações, nós invariavelmente apostamos em numermos marcados e rezamos para a roleta da vida deixar a bolinha branca fazer a parte dela.
Nossa vida, nossa bolha de segurança é mais fina e ridiculamente boba que a barraca em questão! Você acha mesmo que um zíper vai impedir de um amor entrar em sua vida?
Tu realmente acredita que não ir em uma festa numa quinta a noite vai impedir de você achar o cara perfeito para passar o resto da vida contigo?
Claro que não! Essas são as barraquinhas que colocamos em nossos quintais para nos sentirmos no controle de tudo! Claro que acampar do lado de casa, com banheiro e luz elétrica é fácil.
Quero ver subir um morro, andar por horas, molhar a canela e entrar naquela clareira sensacionalmente absurda, olhar para cima e ver um céu nunca visto antes, ouvir o mundo a sua volta e desfrutar do silencio da conquista!
Isso é difícil...

Por hora eu ainda vou acampando do lado de casa mas, com o tempo – só com ele – eu vou me afastando aos pouquinhos dessa área de segurança, desses muros que não impedem nada mas que nos deixam felizes de estar confortaveis!
Mas uma hora, numa situação qualquer eu vou estar longe de tudo e todos e ai amigão, quem vai ter que lidar com os pernilongos sou eu...
Eu sei... isso quem vai me conceder é o destino e não minhas ações!

Saiam de suas barracas!
Eu amo vocês...


:: DIEGO LARA 2/9/2010 05:03:02 PM
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Além de um belo sorriso, um olhar maroto e sensual, tirando minha humildade e meu senso de moral e ética, eu ainda sou um homem que faz documentários para entreter a nação!
Quer me apresentar pra sua família?


:: DIEGO LARA 2/8/2010 04:13:16 PM
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Fichamento da vida.

Eu tenho lembranças reais e criadas sobre todos os momentos da minha vida.
Bem, todos não! Tenho uma incrível inibição em recordar dados reais entre meus dois e doze anos.
Não sei ao certo se foi o divórcio dos meus pais, não sei se a incrível quantidade de quadrinhos e filmes de péssima qualidade mexeram com a minha cabeça ou se o tempo que passei sozinho brincando de bonequinhos no meu quarto me transformaram em um roteirista natural.

A realidade é que eu tenho uma carência de memórias durante esse período.

Mas isso não é tão importante na minha narrativa! O que importa mesmo é que mais de 85% das minhas lembranças nesse período são associadas diretamente a produtos da industria pop dos anos 80 e 90. São toneladas de edições dos X-men (em formatinho, não as versões atualizadas e com recorte americano), horas e frames de Sessões da Tarde bizarramente e tão caracteristicamente dubladas e – principalmente – umas trinta canções que meu pai me deixou de herança quando saiu de casa.
Beatles e Stones em sua maioria...

Alias, nunca agradeci o velho espanhol por esse presente. Não sei se foi a pressa, ou a falta de um aparelho de som decente – nunca consegui associar meu pai a alta tecnologia – mas, ao mudar para o apartamento de baixo (uma historia para um outro post, ou livro, de preferência), ele abandonou sua pequenina coleção de clássicos do pop rock. Tattoo you, Goat Head Soup, coletâneas dos Beatles e discos da Madonna se misturavam a minha coleção pessoal com bolachas do Trem da Alegria e da Xuxa.

E pra mim foi bem fácil escolher os discos com cabeças de cabras mortas na capa...
Obrigado, pai!

Voltando as minhas memorias perdidas, eu estava no meu quarto pensando arduamente em o que eu vou fazer com tantos pedaços de mim mesmo. Eu tenho cerca de uns dois mil títulos de gibis variados, uns duzentos Cds – em péssimos estados em sua maioria – e diversos livros.
Decidi, ao voltar dos cannions em Aparados da Serra, que eu vou me livrar de todas as coisas que eu tenho e que não representam mais sentido algum pra mim.
E isso é assustador...
Sim, é assustador olhar para aquelas pilhas silenciosas de minha vida e pensar que, cada pagina lida, uma pessoa dominava meus pensamentos, lembrar que cada uma daquelas faixas musicais foram cantadas ao lado de alguém que fez parte do meu passado e que cada livro foi devidamente comentado com um amor da estação.

E foram livros e amores...

Seja lá como for, agora é tarde demais para todos vocês! Eu vou doar, vender e presentear todas essas perolas dos meus passados, porem antes desse difícil esforço de desprendimento eu vou fichar cada uma das edições com uma singela foto para me recordar e um pequeno briefing sobre quem eu era naquele exato momento.
Vou anotar que em 1996, ao ler a edição X-Men gigante numero dois, eu roubei minha irmã no pôquer para conseguir os tão sonhados três reais que tal produto custava. Irei carinhosamente resenhar os discos que eu escondo na prateleira de trás de meu armário – aqueles secretos e cheios de historias – criando um pequeno encarte pessoal sobre cada obra.

Será uma jornada árdua mas, sem duvidas, cheia de recompensas e bons momentos...
E se liguem! A partir de março o projetodiego vai presentear vocês com DVDs, livros mágicos e edições especiais de gibis e séries especiais!
Vou me dividir com todos vocês e tentar imortalizar essas memórias de forma mais justa possível...

Amo vocês!





:: DIEGO LARA 2/5/2010 10:41:01 PM
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Meus dias em Gravatá.

Mudei radicalmente minha vida depois da primeira década em Santa Catarina! Estou tecnicamente morando no nosso cafofo em Gravatá, um local meio no mato, meio na praia e com absolutamente nada para fazer o tempo todo...
Eu precisava dessa mudança!
Querendo ou não, no dia primeiro de março deste ano, eu terei completado dez anos residindo neste estado que me deu tantas alegrias...
De vez em quando eu fico pensando em como as coisas teriam sido se eu tivesse ficado em São Paulo.

Parênteses necessário:
Eu nunca comentei aqui – creio eu – mas eu nasci em São Paulo, no hospital São Paulo, na noite em que a Inglaterra invadiu as ilhas Malvinas, no ano de 1982. Fui criado no Jabaquara, extremo sul da cidade e, depois me mudei para o Planalto Paulista.
Ao todo, em minha vida até então, eu mudei quatro vezes de moradia – sendo que a ultima foi devido a circunstancias semi-bizarras-matrimoniais. Sempre tive inveja daquelas crianças que contavam das mudanças que aconteceram ao longo de suas existências e constantemente me sentia traído por amiguinhos que mudavam de bairro ou casa. A mudança para mim nunca foi um fator aceito com tanta facilidade.
Não me esqueço quando um amigo meu, o Renatinho, mudou de prédio. Eu recebi essa bombástica noticia quando passava o verão de noventa e três em Itanháem, litoral sul de São Paulo.
O Renatinho era meu melhor amigo...
Eu, ele e o Alexandre do 54 (sempre bom lembrar, já que o do 13 era um babaca) vivíamos incríveis aventuras nas entranhas daquele condomínio limitado ao lado do Aeroporto. Eram clássicos futebolísticos nos corredores, campeonatos de botão regados a coca-cola de um litro e, principalmente, festas – ou quase isso – recheadas de crianças ranhentas no salão do prédio!
Depois que ele se mudou, nunca mais nos falamos – isso que ele morava há poucos quarteirões da minha casa – e, eu sempre associei essas mudanças a traições gigantescas quanto aos princípios de camaradagem.

Eu nunca mudaria!

Não arredaria meu pé da minha velha casa se meus amigos estivessem em meio a um campeonato de Street Fighter que chegava ao seu terceiro ano.
Mas ele mudou...
A vida continuou e, acredito que o fato de não ter tantas pessoas em São Paulo que me prendessem aquele lugar, foi o fator primordial para eu ter deixado tudo para trás...

Fim do parênteses necessário!

Eu acho que se eu tivesse continuado a residir na capital paulista, eu certamente estaria com uns 20 quilos a mais, trabalhando há cerca de 4 anos numa agencia de publicidade e me destacando como diretor de arte. Eu teria uma namorada – a Camila – e, na próxima quarta-feira iríamos completar seis anos de namoro.
Nos conhecemos na faculdade e ela se apaixonou por mim numa apresentação na aula de Criação II. Ela é morena, tem cerca de 1,72cm e me ama de formas incompreensíveis. Eu seria mais calmo, beberia menos e veria meus amigos com uma freqüência ridiculamente pequena.
Este ano, estaríamos planejando morar juntos num apartamento perto da agencia que eu trabalho.

Ela, aparentemente, estaria um pouco incomodada com o meu desleixo mas, acredito que isso faz parte dos relacionamentos. Ela também não esta mais tudo aquilo desde que cortou o cabelo, parou de se arrumar e usar vestidinhos...
Sem duvidas eu teria inveja de caras que chegariam falando que trabalham com documentários, cinema e não tem uma vida estável como a minha. Iria fazer de tudo – mentiria, por exemplo – para mostrar que a vida deles é infinitamente pior que a minha.
Iria odiar essa sensação de liberdade que as pequenas cidades oferecem e iria falar sempre a mesma frase para provar que morar na capital é melhor que no interior.

Se preparem porque ela é clássica! Eu usaria o fator “opção de entretenimento” para justificar minha escolha de morar na megalópole. Sempre estufaria o peito (maiores que os atuais) e falaria “Ah, e se eu quisesse ir no cinema as quatro da manhã numa quarta-feira? Eu poderia fazer isso em Santa Catarina?”
Sem duvidas eu seria uma pessoa mais chata!

Como eu não me tornei esse ser patético que eu descrevi acima, vou vivendo – agora numa nova residência bem mais calma – a vida como ela deve ser levada! Acordo de manhã, dou um mergulho ou tento – eu juro que tento – praticar o que os profissionais chamam de surf (eu ainda não consigo ficar em pé, mas isso é o de menos...), tomo um café tipo o da Xuxa nos tempos áureos e depois vou trabalhar! Volto de noite pro mesmo cantinho esquecido por todos e passo o que resta da noite na rede, lendo alguma coisa e bebericando calmamente uma cerveja ou um drink qualquer...
Minha opção de me esconder por um tempo no meio do mato esta servindo em muito para eu me conhecer e lembrar de diversas historias necessárias. Um dia esse período vai ser uma historia a parte, num livro novo chamado “Os anos de Gravatá!”.

Ele vai vender só quatro edições e as pessoas vão rir da foto da capa.
Amo vocês e até breve...



:: DIEGO LARA 2/4/2010 04:21:26 PM
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Desconstruindo o Diego Lara
Parte I


Eu cansei de fazer textos cabeças e tentar analisar as coisas que eu sinto e/ou acredito.
Inicialmente eu fazia isso para – sim, vocês sabem – chamar a atenção. Eram textos críticos, metendo a boca no statuos quo e satirizando tudo e todos que estavam a minha volta.
Primeiro eu criticava coisas que eu ouvia por ai, depois pessoas que eu não gostava e, num próximo passo extremamente auto destrutivo, eu comecei a atacar as coisas que eu acreditava.
Falei mal do amor, das namoradas, dos sentimentos e da fé mas, em momento algum eu me toquei que as coisas que eu estava falando atraiam sentimentos e concepções bizarras para o meu lado...

Hoje, sentado sozinho em uma mesa de madeira velha e acabada, numa casa simples no litoral norte de Santa Catarina, eu reflito arduamente os caminhos que me trouxeram até aqui.

Meu caminho basicamente segue a trilha do anti-herói clássico. O homem que tenta fazer o bem através de atitudes horrendas e sem sentido. Eu não tenho arrependimento no meu coração e isso, na minha opinião, é a pior de todas as coisas.
Certa vez, na saga Estação das Brumas do escritor britânico Neil Gailman, eu aprendi que o dia que você for para o inferno, você só vai pagar pelas coisas que você acreditava que era um pecado. Tudo mais que você fez ao longo de sua vida e relevou como uma boa ação, claramente não será contabilizado no reino de Hades.
Eu acho que pecado é deixar de fazer o que você quer.

Isso é pecado.

É deixar de beijar aquela boca carnuda que tanto você deseja, é amar demais, é deixar as pessoas que você se importa de lado e, principalmente, é se trair.
Trair o que você acredita e confia.
Assim, eu posso falar que eu nunca trai. Ao menos a mim mesmo...

Sim, eu já trai outras pessoas mas quando eu tinha certeza que o que eu sentia era maior do que o que eu estava sentindo pelo próximo.
Na minha escala cinza de moral e ética, desejar tanto uma outra pessoa quando você esta numa relação séria, é tão grave quanto o trair físico, o sexo casual e a beijoca descompromissada.
Eu não sou um santo mas, hoje eu reparo que muitas das minhas concepções previamente estabelecidas não passavam de idéias verdes e ainda pregadas no pé. Elas estavam lá, amadurecendo, transformando-se numa incrível e suculenta fruta. Muitas ainda estão em estagio de crescimento, outras já caíram no chão e estão alimentando outros seres da minha fauna lúdica.
Este texto é dividido em três estágios de desconstrução, escritos em momentos de reclusão mental e solidão física. São exercícios de auto reflexão que servem, num primeiro plano para eu poder me entender.

Vocês não tem nada a ver com isso.
Ninguém mandou vocês lerem o projetodiego...

Desconstruindo o Diego Lara
Parte II


Quando eu estou na estrada rodando documentários sem roteiros ou produção prévia, eu ligo o que eu chamo de módulo diegonico de chapa quentice.

Como ele funciona?

Simples, abra um sorriso e saia por ai conversando com todo mundo. A única forma de você achar uma historia em campo aberto é conversando com pessoas.
Sim, você pode procurar em livros e pesquisar na internet mas eu aconselho que você, jovem documentarista ou jornalista, vá atrás dos terráqueos da raça humana.
Não fontes oficiais. Vá atrás de pessoas que falam errado, que tem preconceitos e que possam abrir um leque de possibilidades para a sua histórinha. Deixe os doutores pra mais tarde, sugira que sua fonte civil faça uma pergunta para um desses cartolas, crie um dialogo dentro do seu dialogo.
Tente, uma vez na vida, não se preocupar com o publico que você vai atingir, mas em preservar aqueles segundos, minutos ou horas de conversa com essas fontes...

Resolvi falar sobre isso por descobrir que minha dieta de seres humanos (pessoas que eu consumo socialmente e convivo em órbitas neurais) são basicamente jornalistas, alguns publicitários, um ou dois profissionais da saúde e é isso ai.
Não tenho mais muitas pessoas por perto nesse exato momento...

Continuando, o que é ser chapa quente?
Simples, é você chegar em qualquer lugar exalando confiança, credibilidade e simpatia. Com isso, você vai convencer qualquer pessoa no universo das suas intenções – que no meu caso são boas – e isso, vai te levar para áreas completamente novas na sua experiência narrativa.
Algumas regras da chapaquentice são sempre aceitar qualquer coisa que te oferecerem (da comida mais estranha até a bebida mais alcoólica), nunca questione os costumes das pessoas, ande com suas roupas mais simples em todas as esferas sociais, crie uma linha de três ou quatro linguajares e falares, se misture, pergunte sobre tudo que você tem duvida, ande com o pé no chão, olhe nos olhos, abrace, beije, toque em tudo que vá te dar uma relação sinestésica com a história, fale com taxistas sobre o que você esta fazendo – eles tem as melhores fontes, bata palma em vez de tocar a campainha e seja – em todos os momentos – a melhor pessoa do mundo, sem preconceitos e/ou expectativas.
Isso funciona em qualquer lugar do mundo, seja em Lisboa, Ilha do Pico, Mar del Plata, Nova Iorque ou até – quem diria – em Brasília! Seja chapa quente...

O mundo lhe recompensará com uma boa historia!
Entendam que eu questiono o jornalismo da forma que ele é feito, por deixar de lado conceitos autorais e estéticos.
Não existe a busca pelo mistério e a fantasia em sua menor escala possível...
Acredito que a alma do jornalista não esta impressa nas matérias de cerca de 3 minutos que vemos nos noticiários, seu coração na esta presente em sequer quatro caracteres de uma grande matéria em um jornal diário e – essa é a pior – sua coragem não esta nem na ponta da caneta, nem ao menos na quina da sua língua.

O jornalista atual é um grande papagaio, atrás de novas formas de assobiar o hino nacional.
Sempre lembrando que a Vanderléia já fez a parte dela...
Mas voltando, o jornalista não é chapa quente. O jornalista se impões com uma credencial e se esconde atrás de uma canopla. O jornalista confunde ética com indiferença. O jornalista é um surfista de memes.

Sei muito bem que existe jornalismos e jornalismos, jornalistas e jornaleiros, mas, sei mais ainda que as pessoas que tem que ler este texto e tomar um soco na cara, tomarão um no melhor estilo Diego Lara.
Aprendi com poucos e bons profissionais que você não tem que ser um jornalista, você tem que exercer sua função como ser humano. Esses profissionais foram e serão exemplos para mim e eu tento ao máximo preservar a essência dessas pessoas com muito orgulho.
Tinha medo de falar dessas minhas impressões sobre o mundo de vocês jornalistas mas, lembrei que eu só tenho medo de fantasmas.
Esse é o projetodiego e essa é a incrível desconstrução de alguém que não sabe o que responder quando alguém pergunta a sua profissão....

Eu continuo falando que sou aventureiro ou caçador de borboletas em Madagascar.

Desconstruindo o Diego Lara
Parte III


A coisa que eu mais gosto no mundo são os dez segundos que existem antes de um beijo...
Esse sentimento só não é melhor hoje porque, quando somos jovens, eles tendem a ser mais significativos e carregam um universo inigualável de energia quântica.

A coisa que eu mais gosto no mundo é o ultimo pensamento antes de tomar um soco...
Você vê tudo em câmara lenta, você consegue ver a mão se aproximando da sua cara e você saber que isso vai doer e, oh garoto, você certamente vai se arrepender por ter começado aquela briga ou por ter provocado aquela garota que você acho bonitinha mas que tinha um namorado, digamos, gigante.

A coisa que eu mais gosto no mundo é receber uma mensagem inesperada no meu celular velho...
Cara, como é bom o barulho que meu telefone faz. Ele faz uma espécie de boing-boing-boing (isso foi uma onomatopéia), como se fosse um sapo pulado. Isso é bom porque ele me lembra uma ex-namorada que fazia esse mesmo som, misturado com uma careta que envolvia mexer os olhos e o nariz e, vocês tinham que ver, era muito divertido.

A coisa que eu mais gosto no mundo é conquistar uma garota numa festa...
Aquela coisa sensacional de falar, tentar pegar na mão, pagar uma bebida, conversar sobre coisas que você não tem a mínima idéia do que você esta falando, dançar olhando nos olhos, chegar pertinho, sentir o cheiro de um perfume novo, tentar adivinhar o que a pessoa vai fazer a seguir. Isso é que é vida.

A coisa que eu mais gosto no mundo é acordar ao lado de alguém que eu amo...
Sentir o cheiro do cabelo no travesseiro, esperar a pessoa abrir os olhos, não falar bom dia mas, simplesmente, dar um sorriso, dar um selinho estalado na testa ou na bochecha, abraçar e ensaiar uma conchinha antes de encarar o dia, abrir a janela e ver os primeiros raios de sol contaminando a virulenta noite de trevas e sonhos e, pensar que amanhã ela vai estar ao seu lado de novo. Ou não.

A coisa que eu mais gosto no mundo é ver uma onda encaixando perfeitamente atrás da minha prancha...
Ser empurrado, sentir o mar fazendo a parte dele, respirar aquelas pequenas gotículas que se misturam com o suor de ter ficado esperando por minutos aquela parede liquida. Ficar de pé e olhar com triunfo para todas as pessoas na orla com um sentimento de superioridade e, como um super herói – ou um messias qualquer – andar na água e, em seguida, mergulhar soberano nos reinos de Pixuxa.

A coisa que eu mais gosto no mundo é do beijo na testa da minha vó...
Ela me beija e fala que me ama. Isso é o suficiente para continuar vivo.

A coisa que eu mais gosto no mundo é dirigir numa estrada vazia com o som alto...
Isto é auto explicativo, não tem como tentar transformar em palavras e muito menos mostrar para os outros. Você tem que fazer ao menos uma vez na vida. Na companhia de uma lua cheia o momento ganha mil pontos na lista de coisas legais para se fazer na vida.

A coisa que eu mais gosto no mundo é mentir de vez em quando...
O friozinho na barriga quando você inventa uma historia qualquer é uma coisa única. É um jogo, uma arte única que você deveria ser obrigado a aprender antes dos 16 anos e tentar utilizar até os 30. Depois você deveria parar de mentir para sempre. Esse é meu plano. Ou não.

A coisa que eu mais gosto no mundo é a musica God Only Knows dos Beach Boys...
Ela serve para demonstrar que você ama todas as pessoas do mundo. Você pode se apaixonar hoje que amanha ela fará mais sentido do que qualquer musica na sua vida inteira. Ela te deixa feliz e triste ao mesmo tempo, como um sorvete delicioso de melancia com algumas pitadas de pimenta para lembrar que a vida não é tão doce. Ela é de verdade e tem uns pa-pa-pas no meio. Qualquer coisa que tenha alguns pa-pa-pas no meio são as coisas mais lindas do mundo...

A coisa que eu mais gosto no mundo são sardinhas...
Elas me deixam felizes por existirem. Quando você me ver pessoalmente, encare minhas pequenas e estrategicamente bem colocadas sardinhas! Elas são uma das coisas mais legais que meu pai e minha mãe colocaram na obra primordial deles. Não deixe elas passarem em branco...

A coisa que eu mais gosto no mundo é a Tarina...
Ela é a minha versão com mais amigos e humanidade. Ela bebe mais que eu e me surpreende com os conselhos menos óbvios e sensacionais da história. Sem duvidas eu quero ficar rico e famoso mas, ela, quer isso muito mais do que eu. Ela é linda, tem um sorriso maravilhoso, sabe ser engraçada e me ajuda a conquistar gatinhas desprevenidas. Se ela tivesse um gosto musical melhor ela seria perfeita...
Estamos trabalhando nisso...

A coisa que eu mais gosto no mundo são as memórias dos meus últimos cinco ou seis anos...
Foram dias e noites lindos e todos vocês que participaram diretamente deles merecem um Oscar por me fazerem felizes. Todos e todas vocês são pequenos pedaços de mim que andam por ai, cada beijo, abraço, mordida e combate de dança ou rap foram primordiais para quem eu sou hoje.
Eu me descontrui para tentar me entender.
Essa foi a coisa mais que eu mais gostei no mundo.

Obrigado e voltemos a programação normal...








:: DIEGO LARA 2/1/2010 02:08:20 PM
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O tempo do não tempo.

Estranho viver em dois períodos cronológicos ao mesmo tempo.
Não, eu não sou um cronovariante nem comprei um Delorean tunnado pelo Doc. Brown!
Estou vivendo aqui e ali...
O espaço-tempo tem um dobra convencional nessa realidade. Ele é plano e ordenado em sua grande maioria mas, em algumas cabeças com problemas graves de compreender a lógica temporal e existencial, ele se curva e existe em dois momentos.

Dentro da sua cabeça, ao menos...

Chamam isso de ansiedade em alguns círculos, eu prefiro dar um nome mais pomposo, do tipo Distúrbio de Analise Espaço-Temporal.
O DAET (...sempre com minhas siglas malucas) faz com que você esteja com o corpo no presente e a mente no futuro. Você se desloca para um período de tempo a frente da sua existência e deixa seu corpo num modulo semelhante a um piloto automático, com as ações previamente estabelecidas e sem expectativa real de mudanças no caminho.
Você vive no futuro, baseando-se em ações que virão a acontecer e/ou podem vir a acontecer...
Eu estou passando por um ataque crônico de DAET. Meu corpo, essa massa composta de carbono e álcool, reside no mês de janeiro do ano de 2010. Minha mente esta beirando a virada de março, ali, do ladinho de abril...

Em março, eu estou desprovido de amores, vontades e sonhos. Só uma coisa bate na minha caxola: “O que diabos eu vou fazer na Índia?”. Eu me perco em imagens pesquisadas na internet, em historias contadas por amigos e em musicas que criam um cenário lúdico na minha cabeça, me preparando para o que eu vou conhecer e – principalmente – as pessoas que eu vou conhecer.

Daí, eu pulo diretamente para abril...

Nos últimos meses eu saí pouco, economizei uma grana, bebi pouco, corri bastante e consegui perder aqueles quilinhos que eu queria. Eu me olho no espelho, a barba esta grande, maior do que hoje, menor que em 2004. Eu estou com olheiras e estranho um pouco minha feição.
Pareço estar com medo...

Mas daí me lembro que não estou com medo. O nome disso é tesão...

Aquele sentimento que você tem quando vê uma garota nua pela primeira vez, aquele frio de ficar na beiradinha de um cannion olhando para baixo, aquele quentão que existe antes de um primeiro beijo.
Cara, você ta indo pra Índia! Pra Índia...

Daí esse tesão cria um distúrbio lógico na teoria do DAET. Quando um sentimento existe em dois tempos, você retorna ao seu tempo real e tudo volta ao normal.
Normal não: agora você tem um pedaço de futuro dentro de você e, como ser sapien, nada mais justo do que você usar isso ao seu favor.
O retorno as vezes é caracterizado por uma piscadela dupla, as vezes por um bocejo mas, a maioria das vezes ele é apontado com um calafrio. Entre os anos de 2001 e 2007 a universidade de Huston desenvolveu pesquisas que apontaram a veracidade desse evento psicotemporal. Foram analisadas mais de 200 pessoas que conseguiram existir num futuro próximo por aproximadamente quatro horas. Alguns mais experientes como Jeffrey Hunter, 74 anos, conseguiam viver por períodos extensos no futuro.
O recorde ainda é de Mark Jonston, que ficou sete semanas no ano de 2032.
Hoje ele trabalha para o departamento de defesa dos Estados Unidos, lutando contra um ataque terrorista que vai acontecer no dia 23 de outubro de 2019.

Hoje eu tenho um tesão diferente! Um tesão obceno em terminar esse SC em Cena e deixar ele fodasticamente maravilhoso para todos vocês! Em breve, o tesão vai ser em encarar o desconhecido!
Independente do foco, sempre temos que lembrar que tesão é tesão e, você não pode lutar contra ele!

Amo vocês hoje e no futuro...


:: DIEGO LARA 1/25/2010 10:35:28 AM
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Músicas me fazem ser uma pessoa feliz.

Se tem uma coisa que eu odeio é quando alguém me pergunta se eu gosto de música...
Como assim se eu gosto de música? Existe alguém nesse planeta que não gosta destes pequenos pedaços de alegria auditiva?

E sim, somos devidamente delimitados pelo que ouvimos. Nossas relações inter pessoais são baseadas nelas e obviamente elas são parte de nosso termômetro de avaliação do próximo. Muitas vezes elas servem como um ataque, outras como defesa e em diversas situações elas simplesmente são abrigos anti-aéreos para nossa personalidade e links diretos com o nosso passado.
Vai dizer que você nunca ouviu uma musica e lembrou do cheiro do cabelo daquela gatinha que estudava com você em 1996? Fala ai! Quem nunca ouviu Roxete, Ace of Base e lembrou que o nosso gosto musical evolui tão rapidamente que as vezes a gente se embasbaca com o simples fato de lembrar que éramos uns paspalhos...

Eu ainda sou um paspalho da pior espécie!

Comecei a usar camisetas de bandas e definir um gosto real e definitivo depois dos 19, 20 anos...
Na época do saudoso Microfonia (que.era.um.barato) eu conhecia uma banda nova por semana. Eram bandas boas, bandas ruins, músicas que maçaram época e outras que foram deixadas de lado num amontoado gigantesco de esquecimento.
E sim, com a minha atual conjuntura profissional, essas canções tomaram outro porte na minha existência.

Elas se transformaram em trilhas sonoras da minha vida (plagiando o safado do Kaly) e começaram a definir o momento e criar os clímax do meu ser. Sempre tentando imaginar tudo em uma estrutura fílmica, eu acabo caçando soundtracks para o meu dia a dia...
Veja bem, eu lembro de três situações que vão ser narradas abaixo e mostram o que uma musica pode fazer em um momento que não tem sentido nenhum. Elas compõe a realidade e dão um toque mágico ao agora.
Confira agora os três momentos, rápidos e sem parágrafos, que o Random mudou minha vida amorosa e colocou uma musica para mudar tudo e redefinir minha existência:

Hey – Pixies
Eu estava sentado no meu escrito e ela do outro lado da minha mesa. Estávamos ouvindo uma série de músicas aleatoriamente e, em um determinado momento o senhor Frank Black dá o grito seminal de uma das musicas mais sexies da história da humanidade.
Já rolava um clima entre a gente...estávamos naquele chove e não molha há semanas e nada de ninguém dar o braço a torcer. Daí começa aquela batida inconfundível de baixo e ela, que até então encarava o monitor do computador, vira seus olhos pra mim, morde a parte inferior do seu lábio e me fita de uma forma assustadora. Vocês já se sentiram uma presa? Então, foi como eu me senti! Na sequencia, ela sutilmente moveu seu indicador e tocou minha mão, sem ninguém naquela sala lotada ver. O toque falava tudo que ia acontecer, iríamos nos apaixonar, fazer coisas ousadas e selvagens e depois nos separar de forma quase que tragicômica. Tudo isso com uma canção de 3:32 minutos!

Simple Twist of Fate – Bob Dylan
Eu sempre fui perdidamente apaixonado por uma donzela e ela sempre dificultava as coisas pro meu lado. Depois que ela ouviu essa musica (...e tomou duas garrafas de Salton Lunae), vivemos um tórrido romance de verão sempre embalado pelas diversas versões dessa maravilhosa cancão. Mais nada a declarar, se você dúvida, tire a prova e veja se ela não funciona para descongelar o coração de qualquer pessoa. Nota do autor: Se você aprender a tocar essa no violão suas chances de sucesso crescem em 74,7%. História verdadeira...

Glory Box – Portishead
Eu tenho uma teoria que Portishead é a banda mais abaixa calcinha do mundo. Se você colocar o disco Dummy ao lado de uma garota, você certamente vai acabar tendo relações mais safadas com ela. E sim, isso é fato! Ninguém ouve Portishead para correr, ninguém ouve Portishead para trabalhar e muito menos para viajar para a praia naquela tarde ensolarada de outono. Esse trio de Bristol conseguiu enlatar o sexo e coloca-lo em acordes e batidas que te levam para outra dimensão. E sim, lá neste outro lugar você vai transar com alguém... Mas voltando ao caso: Portishead é que nem a fita do filme “O Chamado”. Alguém tem apresenta, você transa com essa pessoa, depois você apresenta pra outra garota que vai levar pra outro garoto e, assim, nesse escala crescente de sexo casual, a banda se tornou super conhecida nesse nosso planetinha. Eu conheci Portishead numa noite inesquecível regada a vinho, frio e duas ou três velas. Depois disso, eu vivi diversas outras noites que começaram sempre com o mesmo solinho de bateria e depois com a já clássica pergunta “...nossa, que som é esse?”. Obrigado Beth Gibbons, Geof Barrow e Adrian Utley!

Ao longo de 27 anos as músicas te definem e vão criando uma expectativa gingantesca quanto ao futuro. Você aguarda a próxima paixão como você espera o próximo disco do Foo Fighters ou do Queens of the Stone Age...
No fundo, com o passar dos anos, cada pessoa vai virando uma banda no seu passado. Você automaticamente associa eventos e beijocas a um determinado conjunto de acordes!
Senhoras e senhores, aproveitem isso e criem memórias imortais regadas a musiquinhas da estação! Bom final de final de semana e vamos nos enfurnar no SC em Cena!

Falando nisso fechamos três séries que vão ser exibidas ao longo do ano na RBS/Globo! A primeira vai ao ar dia 6 de fevereiro...
Amo vocês e, parabéns pra menina Nina que tá de aniversário hoje! Tu táx de parabénx guria!

:: DIEGO LARA 1/24/2010 11:25:36 AM
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Toda jornada começa começa com um passo e, as vezes, esse passo pode ser decisivo para o que você vai fazer para o resto da sua vida...

Eu atravessei uma semi jornada na ultima semana. Foram dias dentro de cannions gigantescos que, sem duvida, serviram para me colocar no meu devido lugar. Eu sou um pequenino ser vivo, parte de uma biosfera gigantesca e, sem sombra de duvidas, não sou nada mais do que uma gotinha no meio do oceano.
Admitir essa fragilidade e pequenez, para mim, foi uma das coisas mais sensacionais que consegui absorver ao longo destes anos. E para isso, bastou estar em dois lugares que me mostraram exatamente o que existe dentro de mim.

Primeiro, eu olhava aqueles paredões do cannion do Malacara, interior de Santa Catarina, com cara de idiota...

Eram cerca de mil metros que me separavam do topo. As caminhadas por entre rochas, rios e matas eram cansativas mas, com esse desgaste, aprendemos a nos concentrar e passamos a ouvir o nada. E sim, esse nada esta preenchido de vida. São pássaros, insetos e uma incrível e vasta quantidade de pernilongos que vão se servir de seu sangue ao longo dessa viagem.

E eu não sabia que existiam tantos tipos de pernilongos. Alguns são grandes e tem gigantescas asas verdes, outros, menores que dois milímetros, se infiltram na sua pele e sugam seu liquido vital com tanta ambição que me deu vontade de provar um copo de sangue para entender esses pequenos sanguessugas.

Mas isso não importa, o que vale é andar. Em terrenos rochosos você dá um passo de cada vez, observa para onde você deve mirar seu próximo movimento e, essas decisões separam você de um tombo memorável. As vezes as pedras são pontudas, outras vezes elas são escorregadias mas, na maioria das vezes, se você escolhe bem, elas são seguras e ficam firmes, conduzindo seu caminho.

E essa foi a primeira lição! Você tem que escolher e saber se responsabilizar por essas ações...

Eu errei muito no ano passado. Escolhi coisas erradas e em certos momentos machuquei outras pessoas por achar que eu devia fazer o que eu achava certo mas, essa é a parte fácil! Dificil mesmo é você dizer “não” desde o principio para o incrível desejo de pisar naquela pedra que parece a mais segura! As vezes você acha que tudo vai dar certo sendo o que você claramente não é! Você realmente acredita que você pode mudar e deixar ser mudado mas, não! Isso nos leva a segunda grande lição...

O outro lugar que estive e que serviu como um "post it de personalidade" foi na beira do cannion do Fortaleza.
Sentado em uma rocha projetada para fora dos limites daquela parede monstruosa, eu estava vivo...

Os cannions tem paredes gigantes de pedras com milhões e milhões de anos! Elas resistem a quase todos os interpéres do universo.
Basicamente nossa personalidade é assim! Somos formados por pedacinhos de sonhos, vontades, medos e afins. Você realmente acha que alguém conseguiria te mudar assim do nada? Você acredita que as coisas seriam tão simples como você imaginave?

Claro que não! Voce é uma parede dessas...uma fortaleza ambulante imutável e simplesmente formada a base de porradas e rupturas. Não é uma menina que vai chegar e mudar 27 anos de quadrinhos de péssima qualidade, musicas animadas de quase três minutos e umas quatro paisagens preferidas...

Toda jornada começa com um passo! A minha começa em abril/maio...

Vai ser um passo, depois outro e depois outro...
Sempre pensando em que pedra pisar e sempre lembrando que eu sou indestrutível e imutável na minha essência...
Amo vocês e eu estou de volta na minha casinha! Cama pra que te quero...



:: DIEGO LARA 1/23/2010 11:21:32 PM
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Eu não estou conseguindo escrever sobre nada!
Mesmo! Este deve ser o décimo texto que eu tento escrever sobre algumas coisa que eu possa publicar e falar “Nossa! Que texto!”...
Mas eu sou assim mesmo, quando eu estou desenhando muito você pode ter certeza que eu estou querendo falar algo. Quase sempre é assim: eu penso numa idéia maluca para escrever, pego uma caneta, mudo de idéia, faço uns rabiscos e pronto! Tá lá minha idéia textual sobre o amor, a saudade e tudo mais mas com tentáculos, fadas e outras coisas lúdicas da minha imaginação.

E não me venham com analises malucas e semióticas quanto aos meus rabiscos! Eles não querem dizer nada mais do que eles são.
Exatamente como eu!

Eu tenho um problema com essa coisa do nada e do vazio.
Sempre tento quebrar o silencio em situações constrangedoras, me escondo muitas vezes atrás de piadas e frases de impacto simplesmente para não ter que encarar o que geralmente vem depois do silêncio.
Lembro do primeiro fora da minha vida. Débora Cantareiro o nome dela, sexta ou sétima série, uma conversa de quase uma hora comigo abrindo meu coração e expondo todos os meus sentimentos – na época, hoje eles são muito mais sinceros – para aquela garotinha rechonchuda que me olhava de baixo pra cima.
Eu recordo o cheiro do perfume dela, lembro dos rabiscos no meu caderno e lembro principalmente do silencio que se formou depois que eu falei tudo que eu tinha pra falar.
E você sabe de que silencio eu estou falando...
Daquele que tem forma física, parece um tiranossauro rex, pesa 34 toneladas e devora todas as possibilidades de um futuro.
Ela olho pra mim e disse “Eu não gosto de você! Você é muito esquisito...”
Aquilo me matou! Sério!
Eu chorei no banheiro, pensei em como seria minha vida sem ela. O que eu faria do resto da minha existência sem minha preciosa Débora Cantareiro! E eu sobrevivi...
Voltei pra casa, comprei um gibi e um Danete e tomei meu primeiro porre virtual pós um pé na bunda. Como aquele Danete desceu redondo...
E hoje eu to aqui, pensando em como quebrar o silencio nesse blog! Pensando em o que eu poderia falar para não parecer meio constrangedor ou megalomaníaco. Dai eu resolvi falar sobre o nada...
Talvez porque isso seja o que eu senti na minha virada de ano. Eu não tinha nada e me preenchi com esperança, sonhos de um grande ano e principalmente, de sentidos para a minha vida...
Eu não consigo pensar em coisas que eu quero ter – nesse aspecto eu sou nulo – mas eu sei muito bem o que eu quero fazer! E de certa forma essas coisas já estão acontecendo..

E eu tenho medo do futuro!
Mesmo, mesmo e mesmo!

Não pelo fato dele ser aquela curva que você não sabe o que tem depois mas sim, pelo fato de não avaliarmos todas as ruas que nos levaram até aquele ponto. Vivemos tanto o presente, baseamos nossa existência nos referenciais do passado e, quase que numa totalidade, entregamos o futuro a deus dará, levantamos a bola e esperamos a cortada.

O que eu sei é que eu vou cuidar muito mais para não errar em coisas bobas e sem sentido, ou pelo menos que eu acho sem sentido! Não quero mais machucar ninguém nem ficar provocando o Karma.
Fim do silencio, sei que não foi um grante texto mas eu precisava falar essas coisas!
A tac. tá bombando, dois SC em Cena esse semestre e, amanhã as 6 da matina a gente tá se jogando para Aparados da Serra começar nossa primeira série!

Desculpa qualquer coisa e feliz ano novo para todos....
Amo vocês e espero que em 2010 você seja a pessoa mais feliz do mundo, que todos os seus sonhos se realizem e você encontre a pessoa certa!
Se nada disso acontecer, lembre-se que depois do verão vem o outono e o mundo continua girando!




:: DIEGO LARA 1/15/2010 10:37:09 PM
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Comments:

Quando eu desenho muito é porque eu tenho muito a dizer!
Amo vocês e vamos que vamos!
:: DIEGO LARA 1/14/2010 05:24:48 PM
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Comments:


Feliz 2010 pra todo mundo no mundo!
Pra começar bem o ano, dois traços novos para celebrar as boas noticias!
Tac.produções em dois SC em Cena nesse primeiro semestre (sendo que o primeiro vai ao ar dia 6 de fevereiro), teremos o lançamento do semivida em fevereiro também e o longa tá andando rapidão!
Mais informações adelante!

Grande ano pra todo mundo!
Amo vocês...

:: DIEGO LARA 1/13/2010 06:48:38 PM
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"O que mais vale é a intenção de dar as flores...não as flores em si!"
:: DIEGO LARA 1/13/2010 06:36:25 PM
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"Meninas fadas merecem viver na floresta..."

Desenho pra Su que tá de aniversário hoje...
Beijo grande!
:: DIEGO LARA 1/13/2010 06:35:01 PM
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A relação e o relacionamento.

Estamos sendo contaminados pela ficção. Me surpreende não vermos fadas voando por entre as arvores numa tarde de outono e sacis saltitando por entre vastas paragens verdes.
E esse mundo lúdico – não somente a fauna do universo fantástico – tem invadido nossas mentes e, cada vez mais, as pessoas vem se abraçando nessas historias inventadas para continuar vivendo.
Nos baseamos nas musicas, livros, filmes, quadros, paisagens e todas as outras fontes de inspiração da cultura pop para criar um simulacro, uma meta intangível de realidade para vivermos. Gradualmente vamos sendo consumidos – ao longo da vida – para esse mundo dentro de nossas cabeças e, aos poucos, vamos deixando de perceber os reais elementos de nosso cotidiano para convivermos quase que totalmente por um universo de signos pessoais que, ai sim, dão sentido para o mundo a nossa volta.
Criamos memórias, personagens e narrativas.
Saímos de uma sala lotada com mil historias mas esquecemos das coisas que realmente importam.
E ai fantasiamos! Vivemos nessa lógica intangível de criar personagens que se adequam aos nossos problemas e defeitos. Pensamos em tudo como as coisas deveriam acontecer, imaginamos todos os passos entre o ponto X e Y e computamos todos os dados necessários para sobrevivermos nessa simulação de vida.
"A diferença entre as lembranças falsas e verdadeiras é a mesma das jóias: as falsas sempre aparentam ser as mais reais, as mais brilhantes."
Picasso não poderia estar tão errado.
Ou poderia?
O que difere as memorias reais das ludibriadas por escapes? Eu não consigo mais separar sentimentos reais de sentimentos criados. Tenho uma grande dificuldade em observar – dentro de uma certa ótica – os eventos que aconteceram e os que sofreram influência direta da minha criatividade e/ou sonhos e anseios.
E eu não estou sozinho nessa. Tem um batalhão de pessoas que está vivendo neste exato momento, uma realidade inversa ao mito da Caverna de Platão.
E eu não estou falando de pessoas malucas. Estou me referindo a você que passa o dia na internet conversando com aquele garotão malhado, a você que prefere mandar uma mensagem para sua garota em vez de atravessar os três quarteirões que os separam para dar um beijo e, principalmente com você que fica escrevendo teorias malucas e idiotas em um blog.
Criamos essas projeções de personalidade– ao contrario do que Jung afirmava –, não para combater a ansiedade e os problemas mas, sim, para nos adequarmos cada vez mais a um mundo de avatares. Um mundo de personagens fictícios que se esforçam para viver em uma sociedade real, com problemas reais e níveis de dificuldades variados.
Criamos esses sonhos e memórias para identificarmos um padrão de metas e, o quão maior forem os seus sonhos, sem duvidas, maiores serão as suas projeções e criações para alcança-los. As vezes é mais fácil olhar pra noite de sábado e criar toda uma narrativa lúdica em vez de simplesmente aceitar os fatos e colaborar com a compreensão de que as pessoas, as vezes, são meras projeções criadas por três cartas, duas cervejas e – se você tiver sorte – meia garrafa de tequila...

Mas o que fazer?
Parar de criar? Começar a encarar a realidade?
Isso funciona a pequeno e médio prazo. Eu tenho uma teoria que mostra que ninguém consegue viver no plano real sem criar uma fantasia obsurda ou usar a mais vasta quantidade de mascaras.
Pode ser que isso seja functional nos dias de hoje. Vamos ver como vai ser a continuação deste texto daqui trinta anos…

Como estou dirigindo? www.twitter.com/dmaceiras
:: DIEGO LARA 12/14/2009 07:13:57 AM
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As linhas de realidade e o peixe azul.

Eu nunca escrevi sobre as “faíscas de futuro” né?
Funciona mais ou menos assim: o tempo é uma linha bidimensional que ocupa um espaço limitado na realidade. Por exemplo, você pode identificar e quantificar um tempo X entre o espaço A e B.
Passado isso – esta qualificação patética e inconclusiva do tempo – podemos começar a identificar os padrões das “faíscas de futuro”. Você pode achar que é um papo new age, bobinho e infantil mas, eu posso garantir que as FF (faíscas de futuro) são tão presentes em nossa vida quanto o ar que respiramos.

Mas o que seria isso?

Simples! É aquele estalar de consciência que você tem ao conhecer alguém, ao entrar em um lugar, ao ver um formulário ou uma prova. Você tem um desvio de futuro. Por alguns segundos você tem consciência plena do tempo entre o ponto A e B e você sente, através de pontos sinestésicos tudo o que poderia acontecer se você optasse por tal caminho.
Isso não acontece com freqüência. Os FF são relativamente raros – sendo que algumas pessoas conseguem dominar a arte de conduzir tais eventos. Você vai sentir, ao longo da sua vida inteira, entre dez e vinte “faíscas de futuro”.
Cabe a você decidir se aquele é o caminho certo ou o errado.
Por exemplo, partamos da matemática básica do garoto conhece garota.
Você esta num bar lotado de pessoas e então ela entra, vestida com aquela roupa que você sabia que ela viria – mesmo sem saber quem diabos é aquela pessoa. Ela esta ali, você se aproxima do balcão, pede uma cerveja, sente o cheiro ludibriante de seu perfume, respira fundo e, com toda a delicadeza do mundo, você toca sua mão direita.
Ao encostar em sua pele, a realidade planificada (planos de realidade que se sobrepõe como camadas de um bolo e tem características próprias) se alinham.
Imagina 10 folhas de papel onde cada uma tem um texto diferente. Agora, pense que em cada folha existe uma palavra em comum. Por exemplo: cadeira.
Agora visualize todas as palavras “cadeiras” alinhadas num espiral vertical, projetando sua sombra uma na outra. Seriam dez vezes a palavra cadeira, uma acima da outra, projetando sua existência nas folhas em questão.

É isso que acontece ao desencadear uma “faísca de futuro”. Você alinha todas as suas versões quânticas em um único evento e, você consegue sentir todas as variáveis de começo, meio e fim, fazendo assim com que você, como em uma janela de tempo, consiga ver o futuro.
Algumas vezes as “faíscas” são confundidas com um Déjà vu. Vale lembrar que, segundo a fonte menos confiável da internet, os Déjà vus seguem em sua caotica estrutura as leis de Wesley S. Abreu:
1) Um Déjà vu é algo que está acontecendo no exato momento da sua ação (por isso o sentimento de "já ter visto isso antes").
2) Um Déjà vu nunca se repete igual a outro que você já teve. Um sonho se repete, um Déjà vu não - até porque isso influenciaria na lei acima. Sendo que uma ação nunca se repete, nunca alguém vai, por exemplo, dirigir um carro no mesmo dia com as mesmas pessoas na rua com aquele lixinho no canteiro, igual "naquele outro dia".
3) Quando alguém tem um Déjà vu e sabe qual será a ação seguinte, isso já não é caracterizado um Déjà vu (apesar de hoje em dia erroneamente já caracterizar-se como um).

E, é da terceira lei das teorias de Wesley que saltamos diretamente para o teorema da “faisca de futuro”
Você pode tentar escapar das faíscas mas, assim como as cordas da realidade, elas estão ai e cabe a você acreditar ou não naquele impulso que – mesmo involuntariamente – te conduz para um futuro pleno.
Esta teoria foi comprovada por diversas pesquisas acompanhadas por cientistas, pesquisadores e vendedores ambulantes e, ela só falhou uma ou duas vezes ao longo da nossa era.

Uma, aconteceu pouco tempo atrás, exatamente utilizando o clássico caso do menino encontra menina. Parecia que tudo ia dar certo mas infelizmente a “faísca de futuro” foi cancelada no Cartório Universal da Realidade e do Tempo (CURT) devido a “problemas comportamentais/sociais e amor” e o outro foi presenciado quando um garoto pegou uma caixa de presente, achou que era um Master System e na verdade era um quebra-cabeça.

Ambas as situações envolveram o mesmo garoto que hoje escreve um blog e cria teorias fantásticas e lúdicas baseadas nas coisas que ele foi perdendo no caminho.

Amo vocês todos e vamos nos preparar pra mais um Natal ousado e selvagem!

Seria legal se você me seguisse também: www.twitter.com/dmaceiras
:: DIEGO LARA 12/13/2009 11:28:54 AM
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Hoje, perto das seis e meia da manhã eu estava boiando a cerca de cento e vinte metros da praia olhando para a Lua. O mar estava quente, sem ondas e o vento era reconfortante. Uma sensação que mesclava a tão buscada plenitude com a falta total de direção.
Ao sul, entre os morros que separam a praia Brava de Cabeçudas, os primeiros raios de sol saltavam entre as nuvens carregadas. O céu ostentava o dourado, o negro e o púrpura matutino.
Sim, isso pode parecer o começo de uma musica psicodélica – ou até mesmo ser o começo de uma – mas a única coisa que eu conseguia pensar era na incrível noite com um indiscriminado teor alcoólico que tivemos algumas horas antes.

Você já parou pra pensar em como o mundo nos empurra as suas tentativas de normalidade?

Nascemos sem uma carga de responsabilidade, tudo que precisamos é mirar naquele bico de leite espumante, berrar e fazer nossas necessidades numa fralda tentadoramente branca. Depois você cresce, aprende os códigos de comunicação entre os povos, identifica as letras e os signos, se perde em referencias visuais e, nesse momento você aprende uma coisa simples e mortal, que vai te qualificar como uma pessoa normal ou um subversivo do sistema lógico humano.

Voce vai aprender a desenhar uma casinha!
Sim, uma casinha! Daquelas com oito linhas devidamente planejadas para simular a planta de uma moradia, janelinha, porta e chaminé.
E nesse momento, você vai descobrir – obviamente sem noção nenhuma disso – se tu é normal ou não. Veja bem, desde sempre as professoras testam seus alunos com pequenas perolas psicotécnicas da pedagogia universal. Temos as manchas de tinta – os famosos rorschach – que vão mostrar como você interpreta símbolos randômicos, temos o clássico “desenhe sua família” para saber como a criança observa suas relações interpessoais e, o já citado exercício da casinha.
Uma vez eu estava fazendo um trabalho social na Universidade (sim, eu também tenho um coração) num assentamento do MST.

Pausa para risadas, sarcasmo e qualquer outra coisa contra o Diego Lara de 2002.

Continuando, estávamos – eu e a redação da publicação acadêmica Gramma – neste local e, eu me enfiei em uma tenda escola com mais umas 15 crianças. Iniciamos um papo que – na minha cabecinhas juvenil – tinha como meta descobrir como eles se sentiam, como pensavam e como interpretavam aquele mundinho sujo, acabado e precário.
Sim, esses são os sinônimos que eu consigo atribuir hoje à aquele local.
Então eu comecei a desenhar com elas! Elas pediam para eu desenhar bichos, pessoas, monstros e, em um determinado momento eu pedi para elas desenharem também! Elas me desafiaram a um concurso então...

A meta era desenhar uma casinha.

Eu iniciei o previamente citado rabisco de oito linhas, chaminé e janelinha e, quando me dei conta que aqueles pequenos seres humanos estavam desenhando quadrados negros eu parei, respirei e entrei em pânico.
Minha realidade semântica, todas as minhas referencias da palavra “casinha” estavam se desmantelando ali, na minha frente. O que pra mim era um sinônimo de segurança, conforto e beleza, para aqueles meninos e meninas era somente um quadrado preto que remetiam as suas tendas.

Quem era normal naquele momento? Obviamente que os mais puritanos virão com um papo de “eles retrataram a sua realidade, como você retratou a sua!”.

Mentira! Nunca morei em uma casa! Minha realidade seria um apartamento mas, quando eu quis desenhar isso no pré um, a professora Rita falou que aquilo não era uma casa, era um prédio! Queria ter uma maquina do tempo para voltar e explicar pra ela que casa, antes de significar oito linhas, significa tudo que essas oito linhas remetem.
Atualmente, se me pedirem pra desenhar uma casa, eu vou desenhar minha Irmã. Ela é a minha casa, minha segurança e, onde ela estiver, eu sei que as coisas vão estar relativamente normais...
Dei essa volta toda para falar que semântica, significantes e simbolos são as coisas mais lindas da humanidade. O simples fato de você atribuir um significado a uma palavra, a um sentimento ou a qualquer coisa que compõe a nossa realidade é uma dádiva. Isso nos separa dos animais, isso nos separa das divindades e isso – sem duvida – nos separa dos outros seres humanos.

Um exemplo: hoje, se me pedirem para desenhar o amor ou qualquer uma dessas coisas que são vendidas nas musicas da Britney Spears, eu desenharia uma praia, comigo no meio do mar, sendo jogado para os lados pela maré. O nome desse desenho seria “Não adianta se debater, a maré te leva pra onde você tem que ir...”

Obrigado e eu amo vocês! A aula de amanhã será sobre faíscas de futuro e realidades alternativas!
Não se atrasem...



:: DIEGO LARA 12/8/2009 04:52:32 PM
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O sentido da vida.

Eu nunca conheci alguém fanático pelo Buzz Aldrin. Pra mim ele foi somente o segundo homem a pisar na lua o que, numa corrida das pessoas mais legais do mundo, só ficaria atrás do segundo cara a viajar no tempo. Sim, eles seriam sempre os segundos...
Daí, apareceu uma pessoa na minha vida que, alem de apresentar problemas reais e patologias mentais facilmente detectáveis, também nutria um sentimento de pura admiração por tal astronauta. OK! Isso poderia ser motivo o suficiente para trancafiar essa doida no Asilo Arkham, junto com o Coringa e o Duas Caras mas, no fundo, ela conseguiu me convencer através de três pontos que o Sr. Aldrin é um cara foda!

São eles respectivamente:
1) Ele gravou um rap chamado Rocket Experience com o Snoop Dogg!
2) Ele socou um cara chamado Bart Sibrel que falou que ele não tinha pisado na Lua...
3) Ele teve problemas sérios com as garrafas da vida.

Não, eu não estou brincando! Nosso velinho boxeador, rapper e beberrão tem todos – e o lance de pisar na lua – feitos no seu currículo! Ele, nascido Edwin Eugene Aldrin Jr atualmente com 79 anos, lutou boa parte de sua vida contra a depressão e a bebedeira!
Mas também pudera né? O que mais você pode esperar da vida depois de um feito desses? Imagine como é sair para comprar cigarros depois de uma caminhada em solo lunar, pensa o que é ver um por do sol depois de encarar a Terra num plongé absurdamente fantástico.

Passado essa introdução, eu pergunto: qual o sentido da vida?

Podemos ir para o lado biológico e evolutivo a pregar que estamos aqui – como todo e qualquer ser vivo deste planetinha azul – para se multiplicar e propagar nossos genes. Se pensarmos em Deus, acredito que a nossa meta é seguir um guia pratico da vida, viver, não pecar e ir desta para a melhor ou, se você for meio levado, ir para a pior!
Não esqueceremos nestas respostas magníficas, do número 42!
Fonte de tirinhas, filmes, livros, filosofias e tudo mais, a pergunta “por que diabos eu estou aqui?” ainda não foi solucionada. Eu, tampouco, não vou ousar solucionar tal calculo. Alias, sim, isso é um calculo.

O sentido da vida é representado na seguinte equação:
T1 + S + R + C + T2 = X

T1= Tempo de vida nesta pedra com água.
S = Sonhos que você adquiriu ao longo dos anos.
R = Referencias sociais.
C = Aspectos culturais vigentes no T1.
T2 = numero de vezes que você assistiu Exterminador do Futuro 2.
X = suas metas e razões existenciais.

Então é isso! Acho que todos os elementos, individualizados na sua essência, somados e devidamente quantificados no seu ser, deverão apresentar qual a sua razão nesse planetinha!

Mas você então pergunta: mas por que quantas vezes vocês assistiu T2?
Simples meu amiguinho! Dependendo da quantidade de vezes que você assistiu essa perola do James Cameron, você vai ter uma visão diferente da narrativa do mesmo. Se você assiste uma vez, você torce para o John Connor, se você assistiu mais que quatro, você torce pra skynet! A meta do John Connor era salvar a humanidade da rebelião das maquinas, ele teria que viver com o fardo de ser o salvador da raça e assim, combater, em meados dos anos 80, maquinas avançadíssimas e cheias de recursos.

Já as maquinas, em especial o humilde robô de metal liquido T1000, só queriam se vingar por anos de opressão, elevadores falantes, catracas eletrônicas, vírus de computadores e tudo mais.
Esse é um exemplo clássico que a vida só adquire um sentido se você errar em varias outras metas. Pra alguns, a meta é casar e ter filhos mas, quando isso acontece, a meta se transforma automaticamente para divorciar e voltar para a festa! Acho que a vida atual te oferece tantos caminhos que, perdidos como um rebanho de ovelhas, não sabemos para onde estamos indo. Somos todos pequeninos Buzz Aldrins que, em vez de ter pisado na lua, conseguimos comprar um carro, terminar uma faculdade ou conquistar uma garota. Esses pequenos check points acabam contaminando nosso futuro! As coisas estão tão simplificadas que acabamos deixando o valor real das coisas de lado...

Eu sei lá! Ando perdido no meio de tantas opções e culpo a internet, a música pop e o cinema por isso!
Estou trabalhando no roteiro do meu primeiro longa metragem que vai ser lançado em 2012! Pela primera vez na minha vida eu consigo definir uma meta que envolva mais que duas caixas de cerveja e um final de semana em Gravata!

Obrigado a todos e estamos de volta da Argentina! Amo vocês...





:: DIEGO LARA 12/6/2009 09:10:36 PM
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Ele andava cantarolando uma das musicas da estação. Sabe daquelas que todos nos conhecemos mas fingimos esquecer? Hits do carnaval passado, algum axé deixado de lado depois de um beijo no carnaval e, até aquele rock infantil que sua irmã mais nova ouvia antes de você sair de casa e ir morar com uma mulher desconhecida.
Então, cantarolando ele viu pela primeira vez sua verdadeira aspiração para o que ele viria a fazer num futuro próximo: ser produtor musical. No momento você não precisa de mais irformacões sobre o futuro. Saiba somente que esta é uma historia triste e que não conta a vida inteira de nosso protagonista.
Ele sentou no banco daquela praça de Buenos Aires e, antes de conseguir formular um pensamento do tipo “Nossa, que lugar lindo!” uma garota sentou ao seu lado.
A dama era dotada de olhos verdes, pernas grossas e um belo par de seios. Com tantos atributos, foi difícil concentrar-se no que ela falou.
Basicamente ela perguntou se aquela era a Praça 25 de Maio ou coisa parecida.
Ele não sabia informar – o que era uma idiotice baseado no simples fato de haver uma placa gigante na sua frente – mas, tentou com seu inglês – sim, ela falava inglês – informar que não tinha noção.
O que ele sabia era perguntar de onde ela era, quantos anos tinha o e que fazia. Foi ali que ele agradeceu a Deus e a mamãe pelas aulinhas de inglês no CNA e na Cultura Inglesa.
Ela, americana, nascida na Virginia, estava ali há algumas horas. Moraria na cidade por três meses para fazer um curso de espanhol. Ele, de mochila nas costas cruzando a América do Sul, se considerava um aventureiro moderno. Cabelo desarrumado, barba por fazer e roupas que passariam despercebidos por qualquer livreto ou folhetim de moda.
Conversaram muito, usando as mãos e o olhar.
Era evidente que ambos haviam encontrado aquilo que nós mortais chamamos de alma gêmea.
Os deuses preferem chamar de piada.
Falaram de musica, cinema, caminharam por todas as ruas que encontravam e localizavam detalhes sórdidos na aquitetura e na vida de ambos. Ele estava feliz. Era ela a garota que ele havia procurado a vida inteira.
Honesta, ela afirmava que não conseguiria manter um relacionamento a distancia. Ao terminar a frase, a garota tinha os lábios de nosso jovem desbravador tocando os seus. Era um beijo...
O primeiro de muitos naquelas próximas três horas.
Era natural. O toque, o carinho, o feeling e, principalmente, o incrível fato dela saber fazer aquele maravilhoso cafuné na nuca enquanto eles se beijavam. Estavam apaixonados – ou enamorados como os portenhos insistem em falar.
Buenos Aires é um ótimo lugar para se apaixonar. Com lugares com nomes sugestivos como La Boca, Calle Florida e outros, é impossível não se perder em sentimentos.
Mas ele tinha que contar! Ele tinha que falar que aquilo não era certo...
O relógio batia quase as 11 horas da noite. Ela convidou nosso persongaem principal para seu hotel. Confessou que a amiga que dividia o quarto com ela havia partido para uma caminhada numa cidade próxima. Ele, baixou a cabeça, respirou fundo e não viu outra saída a não ser falar a verdade...
Partiria nas próximas horas e não tinha mais do que dez minutos para uma despedida. Ela, contrariando a realidade pediu parar que ele ficasse...
Ele, um jovem com quase trinta, sabia que esse tipo de paixão não poderia atrapalhar nem servir como uma barreira para sua aventura.
Aquilo que as pessoas chamavam de ferias, ele chamava de vida...
Ela sorriu, eles se beiaram e ele entrou no táxi. Ali morria mais uma variável de destino de nosso personagem...

Lembrando meus jovens que, corações partidos não são motivos para um fim. As vezes com a morte de uma realidade quântica, um novo universo nasce e se mostra dominante em nossas existências.
A americana morreria quatro anos mais tarde num acidente de carro e, nosso protagonista, como falado anteriormente, seguiria seu destino rumo ao universo da música e do show Bizz.
A vida é assim, cheia de curvas, freios falhos e principalmente, canções que grudam cada vez mais na sua cabeça...




:: DIEGO LARA 11/23/2009 02:34:09 PM
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Ó estrada, aqui me tens de regresso!

Eu sou um ser que não consegue parar. Pra mim, a simples idéia de criar raízes e me fixar num local, com um grupo de pessoas, com sonhos e planos, já é o suficiente para me deixar desesperado.
Arrumando minha mala, na ultima sexta feira, pensei “Esta não é uma ocasião para uma mala! Eu preciso de uma velha amiga minha, que já me acompanhou pra diversos lugares, que já conheceu muitos bancos de rodoviária e que já foi despachada mais vezes que o Jason!”. Sai em busca daquela vadia!
E la estava ela! Encostadinha em um canto obscuro do meu armário, empoeirada e com um olhar caído.
Nos observamos por alguns momentos. Ela falou que eu tinha ganhado peso, eu reparei que ela estava menor e mais fraca mas resolvi guardar isso pra mim. Ela não merecia minha honestidade naquele momento. Tudo que aquela donzela queria era um abraço. E assim foi...
Peguei meu mochilao 120 litros, dei um bom tapa naquela carcaça velha e falei em voz alta: “Sua desgraçada! Que saudade de você...”
Quem me conhece, sabe que eu dou nome para todas as coisas inanimadas a minha volta. Desde um controle remoto, até ao meus carros...
Todos são batizados e tratados como seres humanos!
Meu mochilão é a Simone e já vivemos muito mais que qualquer casal na face da terra pode imaginar...

Estamos mais uma vez na estrada, encarando o universo portenho de nossos vizinhos. A cidade de Buenos Aires é irada demais. Um dos lugares mais sensacionais e com mais vida que já vi. Semelhante as capitais européias, com um ar cosmopolita que lembra NY e com paisagens urbanas que nos remetem a São Paulo, este lugar tem uma alma que não dá pra explicar.
Não sei se é o tango, se é o frango com batata, não consigo identificar se foi a quilmes que deixou esse povo assim mas, que gente bacana!
Esqueçam os estereótipos de gringo chato! Aqui tivemos o prazer de conhecer uma malta de pessoas abertas a amizades, que nos levaram para lugares sensacionais e, nestes últimos dois dias, aproveitamos o melhor do melhor que esse pedacinho do sul do mundo pode oferecer!
Novos amigos, novas paragens, rock e booze!
Esta é a vida que eu lembro que eu sempre quis, tinha e, por muito tempo, deixei de lado por causa de outros princípios e projetos.
Felizmente, não podemos fugir do que nós somos....

Estrada, não tema! Não vou sumir por muito tempo....


:: DIEGO LARA 11/23/2009 11:28:57 AM
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Na estrada desde sábado e rodando um material ousado e selvagem na Argentina!
Cara, que cidade linda! Quero muito mudar pra cá e viver uns 6 meses curtindo a vida portenha!
Eu comprei uma camerazinha nova e pra brincar, resolvi me meter naquele mundinho tão belo e abrangente da videoarte!
Segue a tape intitulada "buenos.aires.22.11.10"



Estou tirando um tempo para mim, tentar mudar algumas coisas na minha cabeça e, se tudo der certo, conseguir me adaptar a este mundo tão louco e chamativo...
Nos vemos em uns 15 dias...
:: DIEGO LARA 11/23/2009 01:59:34 AM
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Hoje é o dia dela...

Hoje é aniversário da minha mãe! Esse dia, oito de novembro, sempre representou muito pra mim! Ano após ano tentávamos surpreende-la com um café da manhã bizarro (feitos como muito amor, carinho, e tudo que tinha na geladeira) , eu e minha irmã pulávamos em sua cama e a acordávamos com beijos e abraços.
Eu tenho boas memórias desse dia! Na verdade, preparem-se: lá vem uma frase obvia pra cacete, eu tenho muitas boas lembranças da minha mãe.
Lembro com clareza dela chegando na estação Saúde (metrô de São Paulo) depois das tantas da noite, voltando do trabalho, lembro de presentes, carinhos, bolos de cenoura, lembro dela passando roupa na cozinha do apartamento do Jabaquara, recordo dos ensinamentos de como plantar morango em tijolos no quintal, lembro dela tocando um piano, das milhares de vezes que ela me acordou pra refazer a lição de casa, do monstro da cócega, com carinho eu me lembro dela me levando pra praia, recordo das lagrimas e lagrimas que correram nervosas em seu rosto, consigo desenhar o sorriso que ela deu quando me formei na oitava série (não sei se foi uma surpresa eu me formar ou alegria), sinto até hoje uma extrema admiração por ser filho de uma mulher que lutou pra caramba que, de certa forma, me ensinou a ser o que sou hoje e, que privou-se de uma vida para dar aos filhos tudo que eles queriam.
Muitas vezes ela reclama que eu sou grosso, que não ajudo em casa e tudo mais mas, mãe, entenda que eu sou seu filho e, como filho, eu sou obrigado a não fazer essas coisas! A vantagem era que antes você podia me bater para corrigir, hoje você só me dá “a olhada”.
E, meninos e meninas, mesmo com esse tamanhão todo eu ainda temo “a olhada”...
Ela sempre me disse que quanto maior eu ficasse, mais perto ela ficaria do meu saco e, automaticamente, mais próxima de um soco certeiro.
Outra coisa que ela sempre me ensinou foi a ser livre! Repetia por vezes e vezes que o filho foi criado para o mundo e não para ela. Ela me incentivou em todas – repito – TODAS as minhas atitudes. Sempre me repreendeu pelas decisões erradas mas, nunca falou “eu te avisei”. Ela consegue, com seu tamanhico, me acalmar e colocar toda essa angustia e hiperatividade no lugar certo com pouquíssimas palavras...
E essas pouquíssimas palavras foram faladas muitas vezes! Nas palavras da própria, eu só vou acalmar se fizer curso de mandarim em braile. Ela me entende, sabe que o que eu penso do mundo e é a primeira a abrir a porta quando eu falo em ir embora para viver!
Eu me assusto com sua vitalidade, com sua força e principalmente, me orgulho de saber que se eu for um terço do que ela foi, eu vou ser um homem do caracoles...

As vezes a gente briga, as vezes estamos meio virados, as vezes discutimos sobre o futuro mas, no fundo somos carne e unha – ou melhor, eu sou a unha da sua carne.

Há um ano atrás eu voltava pra casa após um momento muito complicado da minha vida. Ela chegou de viagem poucos dias depois e, ao me ver, me perguntou como eu estava e se eu precisava de alguma coisa. No fundo, eu sei que vai ser pra sempre assim...mesmo longe, perto, em outro planeta – tanto faz – só de saber que a senhora vai abrir a porta do meu quarto, sentar no canto da minha cama e perguntar “você está bem?” ou simplesmente afirmar que “tudo vai dar certo!” deixam as coisas muito mais claras para o meu futuro!
Eu te amo dona Tânia Semira Lara Costa.
Esses textos são aqueles que os artistas, escritores e tudo mais escrevem anos depois da morte de seus parentes, amigos e afins. Eu preferi mudar, prefiro – como a senhora mesmo me ensinou – falar que eu te amo e o que a senhora representa pra mim, em vida!
Eu te amo muito, parabéns e obrigado pela amiga que você é...


Follow me: www.twitter.com/dmaceiras

:: DIEGO LARA 11/8/2009 08:33:07 PM
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:: DIEGO LARA 11/3/2009 07:28:06 PM
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"Só não entendia por que toda ternura vinha acompanhada com uma dose cavalar de maldade..."
:: DIEGO LARA 11/3/2009 07:03:30 PM
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Começo com meio de fim!
:: DIEGO LARA 11/3/2009 06:21:38 PM
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Making of textual definitivo – parte 01!

Após enviar uma tonelada de mails com releases, pôsteres e tudo mais, me pediram pra escrever um pouco sobre o meu curta que estamos lançando agora em novembro.
Sim, é bizarro escrever sobre algo que você criou 100% da sua cabeça e que agora, depois de quase dois anos, esta vindo a tona!

Então, antes de mais nada eu explico que esse filme tem seu começo numa bronca de uma pessoa do passado, lá no começo de 2007. Ela falou que eu criava universo para as pessoas e depois eu fugia, deixando elas lá, sozinhas e desamparadas...
Enquanto ela continuava aquela que seria uma lenhada definitiva, eu pensava em quão boa era aquela história: um cara que cria um mundo, uma mulher perfeita – mulheres essas que só existem em nossa cabeça – e depois destrói tudo!
E assim foi! Foram rascunhos, conversas, pesquisas, versões e mais versões que foram se construindo e dando vida ao guião inicial do projeto! Sempre com o nome “semivida.” que, lá pelas tantas, ele virou “Efeito Casimir” – nome esse que só serviu para provar que semivida era um puta nome!
Dai, como a maioria das pessoas que passam por aqui sabem, eu me envolvi num relacionamento mais sério que resultou com a minha saída de casa e tudo mais! Nesse mesmo período o roteiro foi aprovado pela Lei Municipal de Incentivo a Cultura e, logo depois consegui o patrocínio do Porto de Itajaí!

Aqui entra uma das primeiras lições do curta: se teu projeto foi aprovado, corra para pegar o dinheiro rapido! Eu não fiz isso de primeira e meu projeto ficou em stand by por mais ou menos uns 6 meses devido ao sumiço do mesmo numa ação da policia federal no porto!
Bem, retamamos a negociação e tudo deu certo! Acharam os documentos e tudo ficou lindo de morrer…
Ai que vem a segunda lição: nunca, nunca, nunca crie falsas expectativas ou deixe as pessoas contando com a sua vontade! Saiba dizer não para o desejo dos outros e confie nos seus instintos!

A personagem principal já era a Bruna desde o começo! Ela era a Mara e, todas as voltas do destino – fim do meu relacionamento, a entrada de um outra atriz e sua saida devido a gravidez – só levaram a Mara pra o seu destino defnitivo!

As voltas são necessaries e elas vão existir!
Se você der sorte elas vão te colocar no lugar certo!
E ai vem o projeto pronto! E ele tem seu corpo baseado numa coisinha Linda chamada sentimento…

O “semivida.” nasceu daquele sentimento clássico que explode quando você termina um namoro. Seja o que entrou com o pé ou com a bunda, o sentimento é o mesmo.
É um misto de culpa, alivio, medo, saudade, solidão e plenitude.
Mas calma, o semivida não é uma tragédia, um dramalhão ou nada nessa linha mexicana! Nesse curta, o fim do namorico em questão é visto pela ótica do fantástico, com personagens fadados ao erro mas ao mesmo tempo vivendo em uma supra realidade, num universo lúdico que – para os curiosos de plantão – só é revelado lá pelas tantas da historia.
E, assim como escrever um roteiro tão distante do mundo real, foi uma experiência maluca rodar um filme de ficção!
Estávamos acostumados com a realidade, com documentários, com o famoso “pé no chão” que nossos pais nos cobram desde pequeno e, no “semivida.” Pudemos extravasar! Foram planos baseados nas mais diversas referencias dos membros da equipe, houve uma dedicação obscena dos atores envolvidos e, ao fim de tudo isso, com um quebra cabeças na mão, começamos uma montagem despretenciosa mas que nos surpreendeu com seu resultado final!
Parece – e não falo isso da boca pra fora – que o filme tinha vontade própria! Ele ganhou vida e, nas suas primeiras exibições testes, ele foi devidamente elogiado e causou o choque que eu tanto esperava! Eram risadinhas nas horas programadas, suspiros de amor, e aquele olhar de saudade de quem já perdeu um grande amor...
E tem a melhor parte de tudo isso!
Minha mãe não entendeu o filme e, de onde eu venho, isso só pode ser um bom sinal!

O trailer pra moçada:

:: DIEGO LARA 10/28/2009 04:02:50 PM
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Semana frenética e simplesmente maneirona!
Acabamos todos os principais compromissos com a RBS esse ano e isso, sem duvidas alguma, é um alivio danado!

É uma provação constante esse contato grande com o publico. Imagina, saber que seu trabalho vai ser visto por sei lá quantas mil pessoas de uma só vez! E ainda mais antes do almoço que, na minha singela opinião, é o horário que as pessoas estão mais exaltadas e criticas!
Pelo menos eu sou assim...
Então lá se foi! Primeiro o “Dez Ilhas”, agora o “Chão de minha terra” e, acredito friamente, que passamos de ano! Sim, sabe aquela coisa de escola primária? Que você faz duas provas e depois tira uma media? Então, sinto que nossa nota foi bem boa e que passamos de ano com louvor!
Bem, desde pequeno eu acho que passar de ano não passa de uma obrigação, então, não fico todo eufórico e malucão quanto a esses trabalhos. Claro que pra mim eles representam muito mas, no fundo, são só o incrível trabalho de uma equipe que faz de tudo para se divertir ao maximo enquanto são obrigados a passar cerca de 8 horas por dia se agüentando e se suportando...
Claro que falando assim parece uma coisa chata – e as vezes é – mas, essa é a grandiosa verdade. Esses dois projetos (entre todos os outros de publicidade, conteúdo e afins) são o fruto desta relação que supera em muito o meio profissional, ultrapassa a amizade e acaba virando um laço familiar.
Isso ta impresso na fotografia selvagem do Flavio, no corte ousado do Beto e na crueldade do Cris em suas animações malucas e doidonas.

E tem mais! Tem horas de conversa e cerveja que viram magicamente roteiros lindões, tem os quilômetros de estrada que rodamos para captar segundos de imagens, existem eternidades em aeroportos e aeroportos, dias morando em quartos de hotel em lugares remotos, etc, etc e etc...
Isso sem falar que a minha casa virou uma mochila...
E vamos que vamos...com calma, paciência e principalmente mirando alto!

Esse foi um ano de preparação e esperança! Ano que vem, vem o ano que iremos destruir o mundo inteiro e arrepiar demais as estribeiras...
Mas espere...

Nesse momento começa a tocar a musica “Anjo” do KLB.
Um segundo depois e com uma cara de tacho, quatro rapazes se encaram com cara de espanto...Um deles sorri com aquela expressão de “Oi gente...se liga na péssima musica que eu achei na internet” e muda de musica...
Um reef clássico de um hardrock anular aquela cena embasbacada!
Assim termina mais um dia na tac.art.br

No mais tu pode continuar me seguindo por aqui ó: www.twitter.com/dmaceiras

Já viram o trailer do semivida ai embaixo?





:: DIEGO LARA 10/19/2009 03:32:04 PM
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EXTRA! EXTRA! TRAILER DO SEMIVIDA NO AR RAPEIZE!
ASSISTAM AGORA...



:: DIEGO LARA 10/14/2009 09:51:17 PM
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Ah tá! Como vocês devem ter percebido de leve, eu to sem tempo pra postar textos obcenos criticando a realidade e tudo mais!
Sabe o porque desta demora e falta de tempo?

A resposta é essa aqui ó:



O quê: Documentário “O Chão da Minha Terra: A Vida de Nereu Ramos”
Quando: Dias 17 e 24 de outubro, antes do Jornal do Almoço
Onde: RBS TV (Para toda SC)
Quem: Direção de Diego Lara e Fernando Leão, Fotografia de Flavio Roberto, Produção de Juliana César, Direção de Arte de Cristiano Ely, Montagem de Roberto Pereira, Som Direto de Alexandre Amexa, Pesquisa de Sara Nunes, Produção Geral: Tac Produções.
:: DIEGO LARA 10/13/2009 10:56:29 AM
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"Eu devia estar bravo com o fato da parede não parar de se mexer..."

Galera, vida rockando demais...desculpem a sumida mas, bem...eu não estou com muuuuito tempo pra muitas coisas!
Segue abaixo as novas pro último trimestre do ano:
1) "O chão de minha terra" estréia na RBSTV/Globo nos dias 17 e 24 de outubro (estaremos em Lages para o Lançamento)
2) "semivida." vai ter sua primeira exibição em formato digital até o meio de novembro...
3) Eu e o Dieguinho estamos trabalhando num novo projeto intitulado "Papel de pão, dinheiro e sangue." para o fim de dezembro!

Vou escrever o texto definitivo sobre os terráqueos na semana que vem...
Amo vocês!

No mais, é isso aqui ó:



O único catarinense a chegar à Presidência da República do Brasil é o tema do especial: “O Chão de Minha Terra: A Vida de Nereu Ramos”, que irá ao ar pela RBS TV nos dias 17 e 24 de outubro, antes do Jornal do Almoço, na Série Santa Catarina em Cena. O documentário foi produzido pela Tac Produções, com direção de Diego Lara e Fernando Leão.

A vida deste ilustre lageano é contada com detalhes através de um diálogo fictício entre um jornalista que pesquisa a história de Nereu Ramos para um documentário, e um curioso engraxate, que se interessa pelo o que lhe é contado.

O centro de Lages serviu de locação para as cenas, que são intercaladas com depoimentos de pessoas que conviveram com Nereu Ramos, como filhos e netos, historiadores e admiradores, bem como fotografias e cenas raras do político. Cada episódio tem 15 minutos de duração.

Nascido em uma tradicional família lageana, Nereu Ramos teve sua vida dedicada ao poder público. Além de advogado e jornalista, também foi Deputado Estadual em 1911, Deputado Federal em 1930, Governador do Estado em 1935, Interventor em 1937, Senador em 1945 e teve passagem pela Presidência da República em fins de 1955, em plena crise política nacional.

Nereu Ramos faleceu no dia 16 de junho de 1958, em um acidente de avião na cidade de Curitiba. Com ele estavam no mesmo voo o Governador do Estado, Jorge Lacerda, e o Deputado Leobrto Leal. Foi o fim da trajetória de um dos políticos mais emblemáticos que o Estado de Santa Catarina já teve.

Serviço
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O quê: Documentário “O Chão da Minha Terra: A Vida de Nereu Ramos”
Quando: Dias 17 e 24 de outubro, antes do Jornal do Almoço
Onde: RBS TV (Para toda SC)
Quem: Direção de Diego Lara e Fernando Leão, Fotografia de Flavio Roberto, Produção de Juliana César, Direção de Arte de Cristiano Ely, Montagem de Roberto Pereira, Som Direto de Alexandre Amexa, Pesquisa de Sara Nunes, Produção Geral: Tac Produções.

:: DIEGO LARA 10/5/2009 10:20:16 PM
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Em terra de ladrão quem não tem carteira é rei...

O sol rachava minha cara e eu pensava “Eu nem sou tão nacionalista assim!”
Nesse momento, um caça corta aquele céu azul, encaracolado com nuvens simetricamente colocadas, chamando a atenção de todos. E esses todos eram muitos. Mais de 30 mil pessoas se espremiam em uma grade, educadamente mantida por diversos garotos fardados. Essas pessoas estavam lá, trajando camisetas verde e amarelas, ostentando suas bandeirinhas de papel e sorrindo em direção a tudo e todos que passassem naquele caminho reto, de gloria, calor e suor.

E haja suor! Em alguns momentos o cheiro era sufocante. Uma mistura de cerveja, suvaqueira e bafo criavam barreiras que era melhor evitar. E não é só isso! Hoje eu percebi que se o Brasil resolvesse entrar em combate com qualquer pais, ele certamente tomaria um pau! OK! Se ele resolver destruir o Suriname, não teremos problemas.

As Guianas também. Mas do resto ele apanhava...

Mas convenhamos que, supostamente, hoje deveríamos ter visto o creme-de-la-creme do nosso contingente e, tirando o BOPE e os homens de preto, não dá pra falar que estamos bem servidos. Eram maquinários batidos, usados e zoados! Tudo bem que era só demonstrativo mas pô, o presidente da França tava ali, amigo! O homem que dá uns pegas na Carlinha! O mínimo que tínhamos que fazer era impressionar o magnata!
Se nem ME impressionou imagina o chefe lá!

“Quem no mundo respeita um avião chamado Tucano!” brandou aquele homem que estava ao nosso lado. Vestindo um modelito branco, chapéu de lampião e óculos de garrafa, Amarildo, um senhor do Piauí que há vinte e cinco anos tem a capital como sua base de operações, disparava maravilhosas perolas de humor e cinismo contra aqueles que marchavam na passarela. “Esses aviões deviam chamar Carcará! Ai queria ver quem ia se meter com a gente!” continuou aquele simpático e risonho senhor, mirando agora para os céus de nossa planejada capital.

E falando em risonho, que lugar para se dar risada! Brasilia é a cidade das piadas prontas! Quer fazer piada de vagabundo, fala do Congresso, quer falar de bandido, fala do Senado, quer uma boa pizza? Você está no lugar certo...
Sim, eu estou entediado com essa cidade! Não tem o que fazer e esta nublado pacas...

Então, depois de cerca de uma hora de carros, tanques, múmias barbadas, caças franceses e garotas em roupinhas meramente ilustrativas, vem o grande momento do dia! Sim, aquele que todos esperavam, aquele em que cada brasileiro se espelha e fala “Sim, eu posso!”. Não estou falando da passadazinha do Lula – molusco esse que não senti nem o cheiro (no caso cachaça!). Estou falando da incrível apresentação da Esquadrilha da Fumaça!

“Eles são os melhores pilotos do mundo!” gritou um desconhecido no meio da turba ensandecida. Que momento para roubar carteiras minha gente! Todos olhavam para cima e não davam a mínima para os acontecimentos abaixo da linha do pescoço...
Daí minha pergunta! Nosso melhores pilotos são treinados para fazer “macaquices”, “piruletas” e “soltar fumaça”. Isso nos coloca automaticamente no mais baixo ranking dos caçadores aéreos do mundo! Somos presas naturais de águias, falcões e tudo mais! Tudo que eles precisam fazer é esperar as firulas pararem e atacarem sem dó nem piedade. Exatamente como um tucano, nossos pilotos só precisam dar uma passeadinha, aparecer e colorir os céus. O nome estava justificado! Tucano é lindo de morrer...

Como eu falei, eu nem sou tão nacionalista assim e essas piadinhas são singelas perto de tudo que eu vi por aqui! Não faltaram protestos, infelizmente não sobrou tapa pro lado de ninguém – afinal, o BOPE tava desfilando – e nossa belíssima cultura com mais de quinhentos anos estava lá, para francês ver!

Hoje fiquei com medo de colocar o equipamento no meio do povão e ser roubado! Amanhã estarei com medo de levar minha carteira para os prédios públicos que filmaremos...
Claro que isso é uma piada! Todo mundo sabe que pra baixo de 500 pila ninguém mexe a barriga nessa cidade! Não perca as aventuras de seus documentaristas favoritos nas crônicas do planalto, dia dois!

Mais babozeiras no: www.twitter.com/dmaceiras
:: DIEGO LARA 9/7/2009 06:05:30 PM
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:: DIEGO LARA 8/31/2009 12:10:53 PM
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Três coisas que as pessoas deveriam saber sobre vida:
1) Ela é a coisa mais simples do mundo,
2) Se você não agüenta não vale a pena continuar,
3) Você é único.

Vamos lá!
Pode parecer idiotice falar sobre a vida em si mas, esta noite, exatamente as onze e tantas eu acordei pensando em tudo que eu fiz até hoje. Não, não acordei de um pesadelo. Nem acordei de verdade. Eu estava naquele momento onde não dormimos nem estamos acordados. É o tal do adormecimento. Aquele ponto onde parece que caímos e nos perdemos nas nossas cabeças.
E estava pensando em muitas coisas! Mudanças, medos, vontades e, com o toque de uma mensagem no meu incansável celular, eu voltei pro lado de cá! Era uma mensagem dela...

E sim, nesse momento eu vi que a vida é simples. Estamos aqui para sermos felizes e, por mais que tentemos arranjar complicações pra esse período de nossas existências, nada tira da minha cabeça que a vida é simples e é isso ai!

Vamos ter problemas, com certeza...

Mas, veja da seguinte forma: nossa existência é uma linha. Vamos só pra frente. Partimos do principio que não tem retorno e muito menos vias rápidas ou especiais para ônibus. Temos diversas escolhas de pistas e ruas que nos levam pra sempre pra frente. Cada uma delas abre mais uma seqüência de ruelas, becos, praças que vão compondo seu mapa existencial. Uma rua errada e BUM, tu já era!
Traduzindo, não tem muito o que se fazer a não ser existir. Estamos aqui com uma só missão, viver e morrer. No meio tempo você pensa em formas de acelerar ou diminuir esse passeio fatalista...

Você escolhe também que vai sentar ao seu lado, quem vai ocupar a janelinha, quem vai ficar perto da porta e quem vai ser o cobrador!
Porem, vamos concordar que é só isso! Só temos que viver. Não adianta reclamar, não adianta bater a cabeça em prego, não vale a pena ser o “não” e, essa simples visão das dissoluções de problemas nos levam ao ponto dois. Se você não agüenta, não vale a pena continuar.
Não estou fazendo um manifesto suicida, muito pelo contrario, estou incentivando a vida.
Pare todo dia de manhã e pergunte-se: eu quero continuar fazendo isso? Quero continuar trabalhando todos os dias nesse lugar miserável? Eu tenho que aturar essa namorada(o) chata(o) mais meia hora?

Se a resposta for não, pare agora! Não continue, não vale a pena viver uma semivida. (marcaregistrada). Não vale a pena se perder em coisas que não lhe satisfazem e, aqui neste ponto em especifico você vai levantar a seguinte questão: não pode ser tão simples! Não é fácil, pois eu preciso de dinheiro pra viver, preciso de um trabalho pra me manter ou estudar, preciso de alguém ao meu lado e assim vai...
Sem duvidas! Você está certo! Precisamos de tudo isso ai em cima mas, antes de mais nada, precisamos fazer o que nos dá prazer. Esta insatisfeito no trampo, começa a procurar outro, lute por uma evolução pessoal, vai atrás de networking e rala a camisa. Tente fazer uma revolução por dia. Tente salvar uma alma por vez.

Eu sempre imaginei o seguinte: convenções nos limitam. O mercado obriga você a pensar que você é só mais um, que você é substituível. As pessoas tendem a lhe colocar em um balaio chamado raça humana. Mas não, você é singular. Você é único e, a sua existência, história e memória fazem parte de algo muito maior do que você jamais tentou ou ousou entender.

Você é o único vinculo com a realidade.

Sim, imagine que você morreu nesse exato momento. Sabe o que acontece?
O mundo acaba!

É isso mesmo! Você morre e tudo acaba. Vamos imaginar que não tem céu, não tem outra vida e muito menos um julgamento divino que vai condenar seus pecados. Isso são convenções para te manter na linha. Não existe nada disso. Você é único e, sua percepção de realidade é o único vinculo com o momento. Se você não percebe, não existe. Se você não vê, possivelmente seja uma projeção.
O mundo é o que esta diante dos seus olhos e, isso não é limitação.

É um desafio.

É um chamado para você expandir esse universo, ver mais coisas, sentir mais brisas, ouvir mais ventos nas folhas e tudo mais e, isso é simples, basta não aprisionar-se nas coisas que você acha que são as mais importantes.
O mundo é seu! Vai lá fora e pegue tudo que lhe é de direito...

Amo vocês e levem essas palavras pra sempre!
Obrigado por tu existir e estar aqui na janelinha do lado...

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:: DIEGO LARA 8/31/2009 12:58:32 AM
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Pegando Pesado!

Se existe uma coisa que eu entendo nessa vida é sobre a incrível arte de ser um gordinho! Sim, prefiro me chamar de gordinho do que “obesinho”. Apesar que obesinho pode soar bem quando você esta falando com uma criança rechonchuda ou com o filho da sua irmã.

Imagine a cena, você vendo aquele seu sobrinho rolha de poço e fala “Nossa Dudu, você está um obesinho cutchucutchu!”

Mas voltando, desde sempre eu fui acima do peso. Inicialmente eu sempre quis saber quem definia o que era estar acima do peso ou não. Quando eu conheci meus primeiros médicos (todos gordos) e eles falavam “Voce esta acima do peso!” eu pensava com meus botões “Ah ta, e o senhor ta benzão né?”. Isso é um prazer de gordo. Ver outro da mesma espécie e falar “Nossa, como você engordou!” como se, fazendo isso, o próximo –automaticamente- deixaria de perceber que esta falando com outro saco de batata. E na boa, não tem nada mais legal do que ver dois gordos se ofendendo! É sensacional...eu fico imaginando se toda a criatividade vem dos lipídios e carboidratos consumidos ao longo de duradouras feijoadas e jantas regadas de pizza e refrigerante!

Tá, ver dois judeus tirando sarro um da cara do outro também é maneiro mas, geralmente um paga pro outro ficar quieto e tudo acaba de forma pacifica!

E como é bom pertencer a raça humana né? Quando as mulheres vêem um ursinho pelancudo, um cachorrinho bochechuco ou um gato caindo banha pelas tabelas, elas pensam “que lindinhos, que bonitinhos” e, o mais aterrador “que fofo!”. Quando elas vêem um homem nas mesmas condições viramos uns fora de forma, acabados e tudo mais! Cara, e não tem coisa mais assustadora pra um gordo do que ir em festas de família...
Sério, é incrível como avós, tias e primos tem memória fraca. Dá impressão que eles esperam que você mude todos os seu hábitos do carnaval até o natal! Sério! É sempre a mesma coisa...”Nossa, você continua gordinho!” (não, eu resolvi virar campeão mundial de corrida e perdi 78 quilos) ou, “Caramba, voce não para de engordar!” (não não! Eu consigo parar mas eu fiz uma aposta com o meu amigo e estamos vendo quem chega nos 150 kg primeiro!). E sem falar a diferença que existe de um gordo pra uma gorda nesse mundo!
O homem gordo geralmente atura na boa a sua aparência. Ele compra camisetas largas, segue a regra das listras e não ousa colocar calças coladas. Gordas abusam da boa vontade alheia!
Tem coisa mais bizarra do que aquelas senhoras de trinta e tantos anos, trinta e poucos quilos acima do peso, usando blusinha pra mostrar a barriga? Minha senhora, deixa eu te contar um segredo: A SENHORA NÃO PRECISA MOSTRAR A BARRIGA! Eu já estou vendo sem essa sua fantasia de murcilha saindo pelos cantos! E calça de ginástica num corpo modelado a base de macarronada, cervejinha e costela de porco? Coisa linda né?

E hoje o pessoal ta mais folgado do que nunca! Antigamente nego tinha que suar a camisa pra perder uns quilinhos! Cada centímetro perdido, cada manequim a menos nas roupas, cada numerozinho a menos na balança era comemorado arduamente! E isso me lembra que não tem coisa mais engraçada do que ouvir um gordo falando “Perdi 3 quilos!”.

Cara, é a mesma coisa que acidente com menos de 150 mortos na China. Não tem relevância nenhuma...

Mas hoje não! Nós gordinhos nos tornamos tão folgados que, em vez de correr em academias e nas ruas, corremos em casa: da cozinha pra cama e vice e versa. Sim, é preferível engordar bastante, mas bastante mesmo e depois fazer uma lipoaspiração! Moleza...
O esquema é o seguinte! Tu simplesmente vai lá, retira tudo que tu acumulou em meses de estagnação e deu! De 2004 pra 2008, estudos apontam que houve um aumento de 13,5% na procura para esse tipo de procedimento (cerca de 126 mil cirurgias durante um ano, só no Brasil). A facilidade do pagamento (em até 10X) e a banalização da cirurgia plástica são os principais causadores desses números. Ainda por cima, é comprovado que 2 em 10 pessoas teriam melhor desempenho somente com a mudança de hábitos e com a pratica de esportes, sem nenhuma necessidade de entrar na faca.

Mas tudo bem, quem sou eu pra lutar contra uma indústria formatadora de padrões estéticos? Eu sou um gordinho que pensa que é magro! Nado duas a três vezes por semana, dou minhas corridinhas de buena, sou pró ativo (sem piadas!) e tento regular a quantidade de comida destruidora (leia hamburguês, pizzas e afins). Mas mesmo assim eu continuo com a mesma forma de tancão! O mais legal é que todo gordinho procura ajuda nas pessoas que ele menos deveria confiar! Sim, senhoras e senhores, nossos familiares e namoradas!

Qual você acha que é a resposta para a pergunta “Amor, você acha que eu engordei?”
A) Linda, você continua com o mesmo corpinho de quando você tinha vinte e cinco aninhos...mesmo sabendo que tu ta com 45 e com quase a mesma numeração da sua idade a mais na balança!
B) Sim! Tu ta uma baleia...eu tenho nojo de você, você é um buxo desnaturado e ainda não pedi o divorcio porque eu não tenho dinheiro para pagar uma pensão para alguém com a sua forma física...
C) Não amor! Jamais, você esta linda de morrer! Nunca foi tão linda e perfeita....

Se você continua a ler este texto é porque você utilizou a saída C! E sim, nossas mães e namoradas usam as mesmas táticas conosco. Elas nos elogiam, transformam as palavras obeso em fofinho, mudam o termo roupas de gordo para tamanhos nobres e nos enfeitiçam com o charme e com pratos maravilhosos de comidas mais degradantes que saudáveis...
E para terminar, como o termo Roupas Nobres funciona né? Meu deus! Como alguém pode se deixar levar por uma alcunha besta como essa. O negocio é que você pode utilizar desta nobreza a seu favor. Da próxima vez que te chamarem de gordo, com dedo em riste, grite a todo o pulmão: “Gordo não! NOBRE!”. E tem mais! Você pode chamar aquela sua vizinha fofinha de “princesinha” sem problemas afinal, princesa faz parte da família real e da nobreza!

Fui! Bom fim de semana e continuem vivendo....volto a lembrar que por ser da espécie dos gordinhos do Brasil, tenho total liberdade pra tirar sarro a vontade! Afinal, moramos num pais que você só pode fazer piadas entre gêneros, etnias e tudo mais! Amo vocês e vamos que vamos!


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:: DIEGO LARA 8/28/2009 02:31:18 PM
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Os limites da limitação!
Em pleno século 21, quase passados os primeiros dez anos desta nossa nova linhagem temporal contemporânea, eu começo a pregar a seguinte e chatissima verdade: as coisas tem que ficar mais complicadas.
Veja esse blog! Eu amo sentar e passar minutos digitando, pensando em temas absurdos e crônicas maluconas para satisfazer os mais ousados e selvagens leitores mas, quando eu chego na quarta linha eu paro e reflito sobre a real relevância destas palavras. Eu ando impaciente, indeciso quanto a temas e conclusões e, sinto que não consigo mais achar tempo para ver a graça em coisas óbvias como horóscopo, Sarney,Fluminense e coisa e tal! Vivo dias de respostas ágeis e decisivas logo, pra que gastar tempo sendo engraçadinho aqui neste veiculo de comunicação batido?
Pra isso Deus inventou o twitter! Lá a gente pode se expor e ser um completo idiota em 140 caracteres! Você não chega a ver a relevância do que você esta fazendo porque, somente um acéfalo poderia perder a linha de raciocínio em menos de duas linhas de escrita! Tipo, se você for um peixe, tudo bem...eu aceito o fato de você não conseguir mas, faça-me o favor! Twitter é coisa de retardado para retardado!
E deve ser por isso que eu viciei nessa ferramenta! Ela é a síntese do que estamos nos tornando. Pessoas sem conteúdo, com necessidade de se dividir em tudo e em todos e fazendo tudo cada vez mais rápido.
O twitter é simples e esse blog é complicado!
E as coisas complicadas são sensacionais mas, infelizmente, estão se extinguindo...
Veja o sexo por exemplo! As mulheres lutaram tanto para as preliminares existirem e serem valorizadas. Batalharam pela aplicabilidade do sexo oral, a supervalorização de carinhos e toques e – o mais importante de todos – o direito de gozarem tranqüilas!
Elas simplesmente complicaram tudo...
Sério, você pode não saber mas o ponto G e o orgasmo feminino tem menos de 25 anos. Antes disso as mulheres não sabiam o que era prazer e, até então, sexo era utilizado somente para procriação. Nada de prazer nem satisfação corpórea...
Sexo era pra ter filho, não para ser feito toda quarta feira depois do jogo do América contra o Mengão!
Hoje , depois da queda do muro de Berlin, das Diretas Já e a massificação do cafuné, fica claro que as coisas só são boas se demoradas. As pessoas deixaram de efetuar o coito e passaram a fazer amor. Isso foi indo. As floriculturas passaram a vender mais rosas, os motéis passaram a cobrar por hora , inventaram as velas com cheiros e os incensos nunca foram tão utilizados fora do Tibet.
E os homens tiveram que se adaptar a esse novo mundo com regras dificílimas como conversar sobre lingerie, assistir filmes com a Meg Ryan, atura a Meg Ryan e muito mais. Tudo ficou complicado de entender. Os machos tiveram que aprender a lidar com dores de cabeça, períodos de seca e muito mais. E sim, essas ferramentas eram utilizadas para doutrinar muitos de nós!
Hoje abusamos dessa “complicabilidade”! Aproveitamos e curtimos cada momento...
Mas, vamos supor que as coisas voltem a serem rápidas? O que faremos? Exigiremos a volta de utilização constante de saias vitorianas para fazermos o que tem que ser feito na hora que quisermos? Não! Jamais!
Não podemos nos deixar levar pela simplicidade em todos os lugares! Temos que lutar por coisas complicadas! Temos que curtir o lado difícil da vida...
Logo leitor, você que é a favor do sexo com carinho e amor é automaticamente contra o twitter! É uma regra. Preto no Branco! E sim, eu adoro escrever um monte de porcarias em mais de 140 toques! Se economizar fosse bom, eu estaria rico em vez de viver nesse perengue eterno!
Amo vocês e desculpem a demora em atualizar esse supersite!
O semivida. ta bombando demais! Vi as primeiras seqüências montadas e quase chorei...





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:: DIEGO LARA 8/27/2009 10:40:50 PM
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Quatro anos…

Hoje a tac.produções completa quatro anos e, se considerarmos que uma empresa tem a mesma lógica do organismo de um cachorro, nossa estimada produtora completa, nesta chuvosa manhã de agosto, cerca de 24 anos!

Ok! Fiquemos com os quatro anos normais e sem adaptações caninas!

Este último ano passou voando! Lembro como se fosse ontem que eu escrevia um textinho sobre como era legal fazer três anos e tudo mais! Estávamos pilhados pela conclusão do “83.”, nossa primeira série de grande porte exibida pela Globo, loucos com as perspectivas de mais um ano de empresa e sempre com aquele otimismo clássico que você só encontra nessas quatro paredes!

Mas vamos analisar o mundo um ano depois! Ainda continua difícil viver de cinema no Brasil, as coisas estão melhorando neste mundo semi-pós-crise-economica, nos estruturamos e crescemos cerca de 87% nestes últimos 365 dias, o Obama tá lá e, como diriam os mais safados, nossa empresinha esta mais “coxuda” do que nunca! Agregamos pessoas maravilhosas ao nosso mundo, nossas parcerias comerciais evoluíram, se estabilizaram e, nesse período criamos um repertório sensacional.

Em menos de um ano foram mais de 50 filmes publicitários e lançamos uma porrada de projetos de conteúdo! O DVD do projeto EU está pronto e em breve estará no mercado para distribuição, rodamos o documentário Invencíveis (que na minha singela opinião é a coisa mais sensível que fizemos) e, seguindo a lógica de fortalecimento de nossas parcerias, fechamos com a RBS TV/ Globo mais duas séries lindonas!

E ai que, com quatro aninhos de idade, nossa empresa mandou sua produção internacional ! A série “Dez Ilhas e um Mundo”, rodada no litoral catarinense e em Portugal foi o maior passo da nossa vida como produtores. Atravessamos o oceano Atlântico com milhares de idéias e voltamos com um filme pronto…

E o resultado impressionou o publico e a critica!

Porém nem tudo são flores meus amigos! Nós continuamos errando em algumas coisas…

Mas agora menos e, a cada erro, aperfeiçoamos um lado! A cada porrada levantamos mais a guarda e, a cada buraco, criamos uma nova ferramenta para passar pelo mesmo. Acho que não só a empresa evoluiu mas, nossos colaboradores mudaram um pouquinho a forma de encarar as coisas…

Flavio, Cris, Leandro, Sheila, Leão, Beto, este que vos escreve e todas as pessoas que colaboram com este sonho estão cada vez mais unidos e arrepiando geral pelas quebradas do cinema catarinense! Estamos mudando nossas concepções, experimentando mais e evoluindo nossa percepção profissional

No ultimo ano eu escrevi “Isso, para dois garotões que começaram um sonho em meados de 2005 e não sabiam com certeza onde iam parar, sem dúvidas, é muita, mas muita coisa…” e, na boa, eu não tinha noção de metade das coisas que iriam acontecer neste último aninho.

Sem querer, fomos mais longe ainda do que jamais imaginamos…

Mas uma coisa eu tenho certeza para o futuro: com os amigos que temos, as parcerias que criamos e cuidamos para crescer e nossa força de vontade –algumas vezes considerada maluca por muitos – essa meninona de quatro anos de idade tem muito mas muito tempo de vida pela frente!

Obrigado a todos e que o show continue! Este mês ainda mudamos de base operacional, em setembro lançamos o “semivida.” (curta metragem) e, em outubro a série “Nereu Ramos” estréia na RBS TV para todo o estado de Santa Catarina!

:: DIEGO LARA 8/18/2009 04:49:37 PM
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Comments:


Agora começa a divulgação do semivida.!
Gostaria de agradecer a presença de todos os participantes, equipe, amigos e técnicos que passaram o último final de semana na cabeça do Sandro!
Obrigado a todos! Se liguem na matéria que saiu no Diarinho de hoje!

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Gravaçãoo de filme peixeiro agitou as ruas de Navega

Quem tava passeando pela Meia-Praia, em Navega, no último final de semana, achou que tava em roliúdi. Era a galera da produtora peixeira TAC, que aproveitou o solzão pra gravar o curta-metragem “semivida.”, que será lançado em setembro. A ideia partiu de Diego Lara, que misturou um drama com fantasia num roteiro mucho loco.

A história rola dentro da cabeça de um dos personagens e conta o fim de um namoro imaginário. Os atores são Daniel Costadessouza e Bruna Machado, crias do teatro de Itajaí. Além da dupla, a equipe contou com uma trupe de amigos pra fazer figuração em cenas dentro dum busão antigo, cheio de personagens de desenho animado. Mó viagem!

As gravações terminam amanhã, quando começa a edição do filme, que terá cerca de 15 minutos. O lançamento promete muita sonzêra e vinho de garrafão. “Depois da festa, vamos lançar o filme onde for possível, com exibições públicas em várias cidades do estado. Nossa ideia é circular em festivais de cinema nacionais e internacionais”, garante o diretor.

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E de resto tá tudo ótemo, o orkut tem um milhão de fotos do making of e a estréia está programada pra setembro!
Materiais de divulgação e trailers em breve...
Amo vocês!
:: DIEGO LARA 8/18/2009 10:20:05 AM
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Tem uma história engraçada na minha vida!

Uma vez uma menina me falou que eu criava mundos e destruía eles logo em seguida. Dizia que eu manipulava as coisas e as pessoas para elas girarem em torno do meu umbigo e, de forma egoísta e patética, eu machucava quem fosse para ter o que eu queria...
Depois desses elogios ela me abriu os olhos para algo sensacional: essa história era do caracoles! A menina em questão ficou pê da vida pela lição que eu tirei do abrangente discurso dela mas, como eu sempre digo, me dê um limão e eu te faço uma caipirinha...
O que eu vi ali era a possibilidade de contar a história de um cara que resolve criar uma pessoa em sua cabeça e, lá dentro desse mundinho fantástico chamado "imaginação", ele poderia fazer o que quisesse com ela!

E ele decide matar a mesma...

Assim nasceu o semivida., meu primeiro roteiro de ficção que será rodado esse fim de semana com o apoio da Lei de Incentivo a Cultura de Itajaí e do Porto de Itajaí! O curta tem produção da Sheila Calgaro, figurinos da maravilhosa Lélinha, montagem do Beto Pereira, fotografia do Flavio Roberto, som direto com o Ameixa e direção desse que vos escreve!
Como eu já falei anteriormente, é bizarro ver pessoas falando as linhas de roteiro que tu criou! É uma experiência do mal, um parto que demora pacas mas, quando você vê, os personagens estão lá, vivões e vivendo! E pra essa difícil tarefa de recriar um roteirista de documentários atormentado (que não é blogueiro!) e sua criação definitiva, foram escalados os atores Daniel Costa de Souza e Bruna Machado! Oriundos do mundo do teatro, a desconstrução da realidade e a criação desse mundo lúdico foi uma das tarefas mais difíceis e saborosas...

Agora, depois de dois anos que esse roteiro foi pro papel, uma porrada de documentários séries e honrosos, com noites sem dormir, troca de atores, uma maldita tormenta me segurando durante meses, a insegurança e o medo, passados quase 24 meses eu estou aqui, encarando essa fera pra gerar a coisa que mais me orgulho até agora -mesmo sem estar filmada ainda - e, contando com um grupo de amigos e profissionais, tenho certeza que, com o semivida. vamos, de certa forma, começar a profissionalizar a cara do cinema de Itajaí!

Segue ai uma pequena sinopse para os mais malucões e os que não entenderam nada:
Sandro é um roteirista de documentários, Mara escritora de pequenos romances e contos. Eles dividem uma vida, sonhos, anseios e planejam um futuro brilhante para suas vidas. Tudo parecia normal até que um deles confessa que o outro não passa de um mero personagem em um roteiro esquecido.
O curta metragem “semivida.” mostra o fim de uma relação sob uma ótica fantástica. Passeando em uma rua deserta na cabeça do autor, Sandro e Mara caminham para o fim – de suas vidas e relacionamento .
Perdidos entre a realidade e a ficção, “semivida.” passeia entre o amor e a perda de forma suave, brilhante e simples. Com um roteiro contundente, estes personagens são reflexo de uma sociedade onde cada vez mais, o isolamento e a solidão, moldam as pessoas utilizando os antigos modelos de amor e paixão. A busca de um “certo alguém” nos coloca em uma busca de ideais e sentimentos que há anos estão perdendo o sentido real.

Este curta metragem serve par anos mostrar que certas coisas sempre serão maravilhosas...
Principalmente se elas existem somente em nossas cabeças...


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:: DIEGO LARA 8/13/2009 04:18:19 PM
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Sair no Diarinho sem matar ninguem é uma honra pra mim! Orgulho mesmo...
Eu tenho uma relação de amor e amor com esse jornal de Itajaí - por razões sensacionais e iniciais- e adoro ter nossos projetos valorizados pelo veículo mais importante de nossa cidade! Essa valorização e carinho me lembram porque eu amo tanto esse lugar!
Como diria o Renato Turnes: "OBRIGADO ITAJAÍ! "

Nos Açores
Diarinho, 31 de julho de 2009

Vai passar amanhã, na RBS TV, às 12h, o último capítulo da série “Dez ilhas e um mundo”, da dupla peixeira Flávio Oliveira e Diego Lara. Os rapazi estiveram 20 dias nos Açores para rodar o documentário, que explica como se deu o povoamento açoriano na Santa & Bela e sua herança cultural.

No primeiro capítulo, que tá à disposição no saite da produtora, os meninos contam como se deu o povoamento do litoral catarina, desde a chegada dos 400 pioneiros, em 1748. “Ao contrário do que pensam, quem veio para Desterro, a antiga Florianópolis, não foram assassinos desterrados, e sim casais em idade reprodutiva para povoar o sul do Brasil, que estava na mira dos espanhóis”, revela Flávio.

Ele conta que em Floripa havia apenas 300 habitantes quando os açorianos chegaram, e eles tiveram que se virar nos 30 para viver em condições adversas. “Os açorianos não eram pescadores e, sim, agricultores, já que as praias de lá não são rochosas. É por isso que não herdamos muito da culinária de lá, pois eles não tinham os mesmos ingredientes e tiveram que aprender a comer outras coisas, como o peixe e a mandioca”, esclarece.

O segundo capítulo tratou da herança dos antepassados açorianos, principalmente na religiosidade, refletida no culto, até hoje, de festas como a do divino espírito santo.

No último capítulo, a dupla centrou foco no futuro da cultura açoriana e entrevistou uma brusquense que faz mestrado de biologia marinha por lá. Os rapazi também já tão se preparando para a nova produção sobre a vida de Nereu Ramos, o único presidente catarinense do Brasil. E uma ficção sobre um casal em conflito. Para acessar os vídeos da dupla, dá uma olhada no saite www.tac.art.br.

Pra quem perdeu os episódios, segue os links:
Chegada!
Bagagens!

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:: DIEGO LARA 7/31/2009 12:47:32 PM
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Assistir filmes velhos me lembram que o tempo está passando mais rápido do que nunca!
Por exemplo, nesse exato momento ta rolando “Velocidade Máxima” na Globo. Sessão da Tarde. Estamos bem pertinho da cena que o Keanu ta dando um jeito de pular aquele pedaço da ponte.
Essas referencias da cultura pop (filmes, discos, quadrinhos) me levam diretamente para a minha infância/adolescência. Cara, tenho lembrança plena e clara de ver esse filme com o meu pai e pensar “Caraca, que filmão!”.
Hoje eu penso “Cara, que filmão!”...
Pô, o onibus acabou de pular a ponte! Sensacional descobrir que o tempo passou e aquele molecão ainda mora aqui dentro! Já se passaram exatos quinze anos desde o lançamento dessa porcaria de filme no cinema e, o frio na barriga foi o mesmo! O ônibus “pula” um buraco gigante e sai intacto. Aquele automóvel luta contra a física, a lógica, a gravidade e, o Sr. Jan de Bont nos mostra que pra uma coisa funcionar e ser legal só precisa ter clímax e um corte exato de cena...
E lá se foi, entraram os comerciais e eu me recordo de quão irado era ver Sessão da Tarde na casa da minha vó no Jabaquara. Eu e a minha prima nos sentávamos em sofás estrategicamente posicionados e nos divertíamos por cerca de 2 horas. Depois passavam as séries... Super Vicky, Primo Cruzado e outros!
O que diabos era a Super Vicky? Uma andróide em formato de criança, super forte e que tinha uma voz irritante...aquilo só funcionava na época! Outra coisa bizarra era o sotaque do ator Brinson Pinchot que interpretava o personagem “Primo Zeca”. Eles estavam em Nova York, amarradões e o sotaque do cara nos remetia a uma cidade do interior de Minas Gerais!
Bem, o tempo passou e aquelas férias dominadas pelos Trapalhões ficaram pra trás! Dedé, Didi, Mussum e Zacarias estavam todas os dias em nossas telinhas em seus filmes sensacionais! E hoje, em plena férias de julho eu to assistindo “Velocidade Máxima”...
A única coisa semelhante que tem entre os filmes dos Trapalhões e esse que estou vendo hoje é a péssima interpretação dos personagens principais!
Bem, fica aqui um pequeno relato de uma primeira tarde dedicada exclusivamente a incrível arte de não fazer nada! Eu mereço depois dos últimos meses. Amo vocês e amanhã estarei com você!

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:: DIEGO LARA 7/30/2009 05:07:01 PM
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A dor de cabeça se mistura com a alegria...
No fundo, este é o sentimento perfeito! Respira, orgulhe-se das cicatrizes, estica e dá-lhe!

Então foi assim, depois de quase 6 meses de produção, corres, entrevistas, paragens,cervejas, estadias, coisas sinistras, paixões, lugares, pesquisas, reuniões, discussões, medos, vontades, distancia, cervejas e mais cervejas que o “Dez Ilhas e um Mundo” virou passado!
Lembro – ou quase isso – de quando recebemos o “ok” da RBS! Foi sinistro! Fomos até o posto de gasolina aqui do lado da produtora e enfiamos o pé na jaca! Alucinamos!
Eu nunca tinha ficado tão feliz em toda minha vida – sempre é assim – e eu pensava nesse projeto como algo gigante, infilmavel, complicado e que seria uma referencia de profissionalismo pessoal e para o cinema do Estado!
E lá se foram dois molecões pros Açores, com uma bagagem de pesquisa na cabeça mas sem nenhuma noção do que iriam fazer!
Optamos pelo óbvio: vamos arrepiar o cavalo!
Foi com essa espontaniedade, essa naturalidade e o clássico conceito da chapaquentice que conhecemos pessoas que abriram portas, seres que acreditaram no projeto e principalmente amigos que fizeram nos sentir em casa! Foram horas de conversas e abraços até chegarmos no Brasil e, por fim, entendermos que o filme estava ali, ele só estava esperando ser montado...
E foi, e aconteceu e passou!
Agora já era!
Tac. Produções, 4 anos, uma série de documentários locais, um projeto internacional nas costas passando em uma grande rede de TV e mais um passo rumo a um lugar que não sei bem o que é... Na real eu tenho medo! Medo de as coisas serem sempre assim, esse sentimento de desligamento, essa coisa maluca que me afasta deste chamado mundo real!
Já falei sobre isso né? Que as coisas que e a gente vive aqui nessas quatro paredes são sempre tão simples e maneiras que eu tenho um temor irracional de isso ser tudo pra sempre! Lembro de ver meu pai, minha mãe, chegando do trabalho e pensar “Pô! Um dia eu quero chegar estressado que nem eles!”. Vivemos isso de vez em quando – como todo ser humano – mas eu acho que as coisas são tão simples e divertidas que mesmo os dias ruins trazem uma boa pitada de romantismo e felicidade! Não é trabalho entende? É tipo um lifestyle...
E a culpa disso é do Flavio, do Cris, da Sheila, do Beto, do Leandro e de todos que entram e saem todos os dias daqui, deixando e levando sentimentos e, principalmente, respirando a tac! Hoje a palavra - onomatopéia, sigla, ou sei lá o que – TAC tem um significado homérico! Criamos bem essa guria bêbada e safada...
Ontem entregamos o ultimo episódio e, das nossas costas, retiramos um peso gigantesco! É maravilhoso terminar as coisas e deixar as portas abertas! Ano que vem a tac. estará novamente entre as produtoras do projeto SC em Cena e, posso afirmar, com um projeto muito mais ousado e selvagem!
Pra fechar o projeto, eu e o dr. Flavio Roberto sentamos no mesmo posto e, depois de quase cento e oitenta dias respirando e vivendo Açores, abrimos uma cerveja, depois outra, depois outra e voltamos pro mundo real! Eu alucinei demais! Era muita coisa misturada...felicidade, alegria, álcool e um filme lindo a mais!
Hoje eu to me sentido o cara mais lagal do mundo inteiro!
Maluquices a parte, venho aqui para dividir com vocês, diegonautas, esse sentimento de fim, essa coisa linda de trabalho concluído e – porque não – muito bem feito! Agradeço a todos que nos ajudaram de alguma forma!

Volto a repetir que se não fosse por vocês não estaríamos aqui fazendo isso tudo!

Agora vem o momento loucão, aquele onde finalmente eu vou poder rodar uma ficção alucinante e mostrar pra todo mundo como eu vejo esse pedacinho de espaço/tempo! E tem muito mais por ai! Tio Nereu na casa em outubro!
As Lagiens nos aguardem, xirú véio!
Novamente, obrigado a todos e vamos que vamos!
Juro que em breve eu dedico um pouquinho mais de tempo pra esse site idiota!
Um beijo pra ti guria...

:: DIEGO LARA 7/29/2009 01:10:40 PM
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Se um dia, por alguma razão maluca do destino - leia ganhar na loto - eu ficar rico, eu começo a trabalhar nas minhas graphic novels amarradão!
Essa ai de cima é uma linha de personagens de uma histórinha de rock, amor, drogas e andróides assassinos mandados do futuro para destruir a geração rocker dos anos 60!
Sim, eu tenho muito tempo livre!
Alias, tac. produções bombando, muita coisa acontecendo e agenda apertada pra próxima semana! To trabalhando em alguns textos malucões para essa joça e, juro que em breve eu paro de rabiscar e volto pras narrativas fantásticas...

Por hora, siga-me aqui : www.twitter.com/dmaceiras
Pô! Twitter é fantástico...você pode sintetizar o nada que acontece o tempo todo em 140 caracteres!

Amanhã, mais "Dez Ilhas e um Mundo" e hoje, ela chega aqui para alegrar o universo!
Desenho super dedicado para a fanfarrona Ana Colombo, uma menina chata, sem noção e maravilhosamente chapa quente! Guria, parabéns e VAI! Siga teu caminha, guria guerreira (hehe)!
Amo vocês e vamos que vamos...
:: DIEGO LARA 7/24/2009 10:01:34 AM
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Vamos né...
:: DIEGO LARA 7/23/2009 04:11:19 PM
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"Supostamente o Guilêrrrme!"

Não é uma dorzinha destruidora nas costas que vai me parar né?
Acho que não...
Bora arrepiar então!
Amo vocês...
One day down!
:: DIEGO LARA 7/23/2009 12:47:04 PM
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Quando minha mãe vê essas coisas ela fala "Ai, só tem gente maluca nesse mundo..."!
É mãe, e o maluco da vez foi o Giga que agora estampa no seu pequenino bracinho Las Caberas Malucas!

:: DIEGO LARA 7/22/2009 05:35:16 PM
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Coisinhas lindas que moram na minha cabeça!
Até amanhã e como sempre, na onda do movimento "Chega Sexta, chega!"
:: DIEGO LARA 7/22/2009 05:08:52 PM
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"...continuação de um desenho a muuuuito tempo sumido!"

E tá acabando! Na reta final do ultimo episódio do “Dez Ilhas e um Mundo” já começa a bater aquele sentimento do mal...aquela coisa de trabalho pronto e bem feito!
Foi uma avalanche de elogios e coisas boas! Delícia demais...
Agora, começa a despedida do projeto e talvez o começo de algo muito maior! O que dá mais pena é ver a equipe se afastando aos pouquinhos e a velha rotina voltando a tona!
Mas vamos que vamos porque o calendário continua! Semana que vem começo a postar materiais do semividas. e aos pouquinhos algumas novas sobre o Nereu (perguntem que Nereu, por favor!), nosso próximo SC em Cena (dias 10 e 17 de outubro!).
No mais ta tudo bem, coraçãozinho batendo firme e forte, eu feliz pra diabo e as coisas se encaixando aos pouquinhos!
Amo vocês e to com saudade de você!
Chega sexta, chega!

:: DIEGO LARA 7/22/2009 04:53:58 PM
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Aqui tá o resultado de quase seis meses de trabalho! Senhoras e senhores, o primeiro episódio do "Dez Ilhas e um Mundo"
Amo vocês e semana que vem tem mais...


:: DIEGO LARA 7/20/2009 12:58:32 PM
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Eu ando diabólico...
Mas vamos que vamos!
Amo vocês!

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:: DIEGO LARA 7/15/2009 08:24:25 PM
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"...se não fosse por mim, eu estaria em você!"

O mais novo teaser do "Dez Ilhas e um Mundo"!
Esse é pros amiguinhos que ainda não viram a chamada circulando na TV!
Beijo e amo vocês!


:: DIEGO LARA 7/14/2009 04:48:34 PM
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...minhas manias de você!

E tá ai, minha gente! Chegou a grande semana da estréia do "Dez Ilhas e um Mundo"! Ótimas criticas quanto ao material nas exibições teste e o primeiro capitulo sendo maravilosamente elogiado pela RBS/Globo! Vocês já devem estar vendo os comerciais bombando nas telinhas desse nosso estado!
Bem, isso nada mais é que o resultado de quase 6 meses de corre pra lá e pra cá! Uma seqüência de eventos malucos e principalmente um trabalho em equipe feito com muita responsabilidade e carinho...
Mas vai que vai! Esse é o só o primeiro deste ano...
Acabando isso tudo, seguimos a agenda! Agosto eu rodo o “semividas.” primeira incursão na ficção e nas loucuras da minha mente doentia e, logo depois mudamos pra Lages pra realizar o próximo SC em Cena, projeto este que começarei a falar muito em breve com o Sr. Leão, o Rei do Serrado!

Mas, sei que vocês não estão aqui pra ouvir falar da minha vida! Voltemos aos devaneios!

Vocês repararam que estamos nos aproximando de um ponto de emissão de fim, né?
"Ponto de Emissão de Fim? O que é isso tio Diego?"
Calma pequenho Jim, eu já lhe explico...

Ponto de Emissão de Fim é uma teoria que eu inventei sobre eventos que nos conduzem ao fim e, de lá, o fim vai sendo construído gradativamente do futuro para o passado. Tem muita coisa acontecendo no mundo que estão servindo para deslocar nossa atenção desses recados do universo para nossa extinção, evolução ou sei lá o que...
Repare nos detalhes! Esta rolando um midiabuzz gigante para tirar o foco da “Crise Econômica” (que segundo muitos, já está próxima do fim), essa gripe suína idiota – que não representa perigo algum – está todo santo dia em um jornal ou na capa de um blog qualquer, a invenção do esperma em laboratório que, de um dia pro outro, me transformou definitivamente em um inútil mor, a fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo que me transformou mais ainda em um ser desnecessário e, o Sarney que é mais noticia feita que qualquer coisa no mundo...
Sério, vocês não acham que é óbvio que o Sarney foi colocado lá pra roubar?
Pô! Ele só sabe fazer isso...
Ele não roubar, é a mesma coisa que cobrar que um rato respire embaixo d’agua! Simplesmente impossível...
Mas eu não sei exatamente o que eles estão tentando esconder! Parece – e é – papo de jovem malucão leitor de quadrinhos mas, eu tenho certeza que o mundo ta chegando perto de um ponto de colapso. Eu não sei exatamente qual o modelo de caos e fim do mundo que vai rolar!
Tenho três fins do mundo favoritos! Um, é o já clássico meteoro!
Cara, meteoros são sensacionais! É muito fatalista e irrevogável...Imagine como seria se o Mike Tyson resolvesse te dar um soco! Isso, agora imagine que esse soco fosse em slowmo e você não conseguisse se mover para fugir do mesmo! Isso é um meteoro vindo em direção a terra!
Ele ta vindo e ponto final!
Claro, tentaremos que nem idiotas fugir para o centro da terra, arriscaremos achar o Elijah Wood e uma motoca para subir num morro mas, no fim, não vai adiantar nada! Depois do impacto teríamos dias negros com a quantidade de poeira que se levantaria e, em meio a praticamente um inverno nuclear nossa racinha voltaria para o tempo das cavernas, tentando desesperadamente sobreviver em um novo ambiente...
A outra que eu amo é a clássica invasão alienígena!
Claro, mais irreal e com o envolvimento de diversos outros fatores (no caso a existência de uma outra raça, a sua capacidade de criar naves gigantes com poder bélico ferrado e o fato deles odiarem o Woody Allen e tentarem desesperadamente destruir o planeta natal do mesmo), essa variável é maneirissima!
Imagina, uma raça inteligente se revelando estar envolvida em todos os escalões do poder global e no melhor estilo “Invasão Secreta” eles simplesmente tomam tudo e resolvem nos transformar em gado!
Bem, eu tenho certeza que uma raça superinteligente não ia vir pra terra pelo Mcdonalds então, teria inicio uma guerra pela nossa sobrevivência e recursos...
Pela primeira vez os seres humanos se uniriam em uma causa única e, depois de 23 meses, nos sucumbiríamos e esses seres invadiriam nosso planeta em sua totalidade...
Essa opção funciona também com robôs, seres de outras dimensões e insetos gigantes.
E a terceira e mais ferrada de todas, é a que vimos muito recentemente em duas peças sensacionais e distintas da cultura pop!
O fim da capacidade reprodutiva e/ou a extinção de um dos gêneros da face da terra!
Tipo, o fim da reprodutibilidade é óbvio! Simplesmente não rola mais!
As mulheres secam por alguma razão, os homens param de produzir esperma e tudo mais...tudo muito bem retratado no filme “Children of Man” ou, o belo titulo brasileiro Filhos da Esperança. Nessa película, não rola nenhuma gravidez num período gigante de tempo e, o pior, ninguém sabe por que...
Até que rola uma e, TANDAN, a esperança renasce! Sacou? Filhos, esperança?
Sensacional né...
Mas, imagina se rola tipo “Y-The Last Man”! Pensa se todos os homens da Terra sucumbissem de uma hora pra outra! Cara, isso aqui ia virar um caos...as mulheres gradualmente iriam morrer aos poucos e a raça humana, em alguns anos (cerca de 100) estaria definitivamente extinta...
E o pior! Imagina um mundo dominado por mulheres. Do que elas iriam reclamar? O que seria a vida feminina sem falar da tampa do banheiro levantada, sem tentar destruir uma bela partida de futebol entre o América e o Bangu com comentários sobre a novela das oito, sem ficar falando a cada três minutos que você pegou a rua errada lá atrás e, principalmente, sem ouvir aquela máxima frase “não querida, você não está gorda!
Eu já falei isso antes! Vocês reclamam de barriga cheia!
Imagina? Um planetão só com calcinha no chuveiro, todas as ruas teriam espelhos e os índices de acidente automobilísticos iam subir astronomicamente! Sem brincadeira, se você diegonauta é casada, tem namorado, amante ou sei lá o que, liga pra ele agora, mas agora mesmo...nem lê o resto do texto e agradece a dádiva divina de ter um homem ao seu lado!

Mas ta! Se liguem! Fiquem espertos nos sinais e, não se esqueçam da máxima! A maior lição de todas! Fica Sarney! Tu ta ai fazendo exatamente o que todo mundo esperava que você fizesse!

"Hoje eu parei pra pensar que deve ser horrivel para as minhas ex-esposas descobrirem que eu estou mais gordo, feio e acabado! Imagino que elas devem se sentir responsaveis pelas minhas festas, excessos e bebedeiras! Eu estou morrendo...Porém, do meu lado, se elas estão mais gordas e feias, tudo que sinto é uma extrema felicidade e convicção que elas estariam mais radiantes do meu lado..."
- As memórias de Carlos (cap.12 - pag 231)

Sigam-me aqui


:: DIEGO LARA 7/13/2009 09:37:10 PM
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Rapeize, dias malucos! Sigam-me aqui que é mais sussa!
Amo vocês e o deseño acima é da Fer!
Sexta, apresentação do "Dez Ilhas..." na RBS/Globo!

Só uma coisa...
Tá lindão!
:: DIEGO LARA 7/8/2009 07:06:09 PM
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Tudo na vida é baseado em esperar o momento certo para pular, morder o joelho e comer o coração!
Sério, tudo - na - vida!
Amo vocês!

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:: DIEGO LARA 7/2/2009 03:51:09 PM
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Dias e noites!
Todo mundo já deve ter recebido uma daquelas ligações que viram sua cabeça, né?
Claro, existem diversos tipos de contatos telefônicos e, como tudo na vida, eles podem ser divididos em graus de importância e, se você parar pra pensar, vai ver que a maioria das grandes mudanças na sua existência começam com uma chamada telefônica...
E é incrível como as pessoas tem a capacidade de tentar fingir em uma ligação importante! Geralmente tentamos controlar o tom de nossas vozes, por hora mudamos a respiração, nos posicionamos e temos um ritual pessoal para informar algo que, de uma forma ou de outra, sabemos que ira afetar o próximo – física ou mentalmente – de forma positiva ou devastadora...

E tem o lance do receptor!

Minha gente! O que é receber uma ligação tão esperada? Quando uma gatinha te dá aquele toquinho mágico (momento para piadas ON) ou, quando sentimos os nossos telemoveis vibrando em nossos bolsos indicando que aquele rolinho respondeu a sua mensagem. Na verdade é extremamente difícil lembrar de dias em que éramos indivíduos desconectados dessa falange de informação etérea. Porem, em um cantinho remoto da minha cabeça, ao lado de uma estante , tenho guardada a lembrança de como era irritante comprar um cartão telefônico ou andar nas ruas com o bolso carregado de arqueológicas fichas para usarmos nos orelhões mais próximos...
Mas lembremos do outro lado da moeda...
Tem aquelas chamadas que você não quer receber, aquele telefonema que antecede a perda de alguém, uma ligação de um hospital qualquer, em uma situação qualquer – alias, tirando uma gravidez, qualquer ligação não esperada vinda de um hospital só pode ser zica – e aquelas irritantes ligações de madrugada!

Caras, como eu odeio ligações de madrugada!
Não sei se é porque eu to ficando velho, ou sei lá o que, mas toda vez que meu telefone toca depois da meia noite, eu automaticamente acredito que tem algo errado! Independente de quem for, eu sempre associo ligações nesse horário com batidas de carro, morte, destruição de pequenos continentes e tudo mais...
Eu tenho um vinculo muito estreito com meu celular! Vejo esse aparelhinho como uma das grandes invenções desse século e, sem duvidas, hoje ele representa quem você é! Ta, você pode falar que não mas, pense! Tudo que você representa está ai! Ele serve de banco de memória visual (fotos), registra sentimentos e momentos únicos em movimento, é um autômato de lembranças e contatos e, te liga diretamente como todos os indivíduos da sua especie que diretamente – ou indiretamente- tem uma conexão com a sua existência.
Este pequenino banco de dados foi uma das tecnologias que mais evoluiu nos últimos 15 anos e, hoje, é muito complicado desvencilhar todos os avanços trazidos por estas pequenas caixinhas de plástico ao nossos tempos...
Tudo ia perfeitamente bem na minha vida e na do meu celular!
Até ele parar de funcionar e transformar minha vida num celeiro de depravação e contatos randômicos!
Eu não sei quem me liga, eu não consigo mais ler metade das mensagens, as ligações que recebo são devidamente fragmentadas e tudo, tudo, tudo perde o sentido devido a essa falta de sensibilidade deste aparelhinho desgraçado...
E, todos esses fatores existenciais nos levam a noite de ontem quando uma ligação “NÃO IDENTIFICADA” bateu nesse lado do universo e eu, felizão, atendi!

Pior coisa que eu deveria ter feito em toda a minha vida! E, claro, como todos os acontecimentos na vida deste baluarte terrestre, vale lembrar as seguintes afirmativas:
Sim, eu sou influenciado por pequenos eventos...
Sim, eu me perco em memórias e lembranças devastadoras e...
Sim, eu sou um idiota que deveria esclarecer as coisas em vez de deixar o universo ir levando os acontecimentos para qualquer lugar!
Agora, ouvindo “Lover Day” do TV on the Radio a piada toda ta completa! Isso é o que dá liberar o rumo das coisas pro “Reprodução Aleatória”. Tu dá uma chance única pra esse meninão bastardo chamado Destino controlar as coisas por alguns momentos e ele zoa com tudo!
Texto dedicado a todas as pessoas que aos poucos estão deixando os celulares de lado e se dedicando mais a um bom bate papo na porta dos botecos de nossa dimensão e parabéns pro Cris que saiu da faculdade!
Amo vocês!

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:: DIEGO LARA 7/1/2009 10:55:04 AM
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Que seja a felicidade...tu tem que ler rápido! Se empolga...segura a respiração! Tu consegue...
!Vai, vamos lá...
Respira, um, dois, três, foi! Caminhando todos os dias, correndo algumas noites, comendo menos porcarias, bebendo relativamente menos, pensando muito mais em muitas outras coisas, me sentindo bem, falando menos sobre medos e perdas, olhando mais para a frente que para os lado, deixando tudo que estava pra trás, imaginando coisas boas, deixando o coração bater um pouco mais rápido, me deixando levar pela paixonite, tomando coragem para atravessar o espaço/tempo pra ganhar um beijo, imaginando esse beijo, sonhando com um toque na nuca, cogitando a possibilidade de cortar o cabelo, tomado pelo sonho de ter cabelo cumprido, sem barba, menos molengão, não jogando videogame, lendo compulsivamente, escrevendo de forma ilógica e descontinuada, roteirizando, dirigindo, montando, compondo, animando, pensa, respira, pensa, vai, quer, não quer, dando beijos e mais beijos na bochecha da Tarina, abraçando a minha mãe, tendo mais paciência com as pessoas, estourando de vez em quando por falta de paciência, deixando os rancores de lado, retomando velhos contatos, sendo mais selvagem e ousado, começando novas parcerias malucas, fazendo novos amigos, ouvindo um pouco mais, entendendo um pouco menos, querendo o mesmo, definindo estratégias para dominar universos em desencanto, viciando em certas bandas babacas de quarta-feira, tropeçando em referencias achadas nas ruas desta cidade, aprendendo aos poucos que ser engraçado não significa ser exagerado, exagerando nos aprendizados sobre ser engraçado, sendo engraçado sobre aprendizados exagerados, extrapolando os limites do pensamento individualista, dividindo os achados com os outros, viajando em ônibus para beber vinho na casa de irmão definidos pela vida, planejando uma viagem sozinho, esperando uma despedida dos amigos, plantando a discórdia entre os fracos, semeando o amor nos corações solitários e sempre, mas sempre, mas sempre bem!
Vamos! Vai lá...respira...de novo! Foi...


:: DIEGO LARA 6/30/2009 03:39:15 PM
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Indo pra Lages hoje! O Leão que me espere, seu velho safado!
Alias, "Dez Ilhas e um Mundo" bombando geral!
Quarta-feira mais um teaser do mesmo!
Amo vocês, mesmo traumatizado depois de ver o trágico "Transformers 2"...Michael Bay, Michael Bay! Onde tu tá indo meu filho...

:: DIEGO LARA 6/26/2009 05:09:45 PM
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E começa a nossa viagem rumo aos Açores ou, quem sabe, a primeira parte desta jornada em direção as origens de Santa Catarina!
A série de documentários “Dez Ilhas e um mundo” conta a história do povoamento de nosso estado em meados do século XVIII por um pequeno grupo de famílias vinda do já citado arquipélago! Em três episódios, contaremos a historia desta épica viagem, suas tradições, costumes e conheceremos de perto um pouco das ilhas que são o berço de uma parte da cultura de nosso Estado.

Abaixo, você confere o primeiro teaser promocional do projeto que nasce dia 18 de julho na RBS no SC em Cena!






:: DIEGO LARA 6/23/2009 03:29:13 PM
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Ah, o universo universitário!
Cara, se tem um filme que eu admiro e vejo como uma verdade coletiva no mundo moderno é o já clássico “Old School” do diretor Todd Phillips. Meu, esse filme é perfeito! Ele mostra exatamente o que é ser coroa e voltar pra faculdade que você estudou (ou não!)…praticamente um documentário de tão realista em relação aos sentimentos e anseios de quem se afastou da veia acadêmica!
Eu sou um apaixonado pelos meus tempos de facool!

Mesmo,mesmo!

Lá eu conheci as pessoas mais importantes da minha vida, foi onde eu aproveitei as melhores festas, onde aprendi a gostar de um monte de coisas iradas e onde eu vivenciei as maiores aventuras dos últimos anos!
Em meio a aulas, amores, bebida e informação, eu me deslocava entre diversos grupos! No nosso tempo existiam hippies vendendo coisas nos corredores, intrigas entre publicações dos estudantes, briga nos corredores, cassinos e bares ilegais (estes últimos liderados pelo malaco que vos escreve) e, principalmente paixonites de estação!
Quando eu estava solteiro – raro durante os tempos de facul, eu me apaixonava a cada cinco minutos! Não que isso tenha mudado (hoje este ciclo leva 15 minutos para se concretizar) mas, era sensacional a troca de olhares, os “ois” de corredor, os encontros surpresas nas baladas!

Era lindo de morrer!
Era a real adolescência minha gente!
E isso sem falar que, durante este período mágico de minha vida (100% gay isso ai!) nós vivíamos uma supra realidade! Tínhamos o programa Microfonia na TV Univali e, querendo ou não, éramos meio estrelinhas no meio acadêmico...
Fui me tocar disso quase duzentos anos depois, com um monte de gente falando coisas do tipo:
“Vocês não se misturavam...”, “Vocês se achavam demais...”, “Vocês tem que voltar!”,“Vocês ainda tem aquele programa?” e a mais legal de todas “Eu te conheço de algum lugar...”

Entre outras diversas acusações errôneas, hoje eu posso ver que aqueles foram os melhores dias das nossas vidas! Eu, Flavio e Kenzo rodando Santa Catarina atrás de bandas, shows a vontade, acesso a uma porrada de festa, uma pseudo notoriedade, vivencia numa panelinha animal de pessoas sensacionais e, principalmente a quantidade obscena de amigos que fizemos nesse período!
Fomos rodies do Los Hermanos, vimos shows das bandas mais iradas do mundo, viramos brothers de artistas que até hoje mantemos um contato muito maneiro e aprendemos desde cedo que celebridade é gente que nem a gente! Celebridade fica bêbada e tenta te bater, músicos correm atrás dos outros com peixes congelados e, principalmente, festivais foram feitos para você pirar na batatinha...

Mas é isso!
Escrevi isso tudo na sexta-feira porque eu tava animadão com uma palestra que rolou na UNIVALI! Eu tava lá, falando sobre minha “vida profissional”, tentando mostrar um outro lado do cinema independente para uns vinte e tantos jovens e, saindo da sala, eu revivi com exatidão extrema um monte de sensações iradas dos meus vinte e tantos anos!
Foi genial!
Obrigado aos envolvidos, organizadores do GRANJA, Thabata, Gabriela, Karis e todos os outros participantes dessa noite tão legal, ousada e selvagem!
Amo vocês e o “Dez Ilhas e um Mundo” ta bombando! Amanhã, teaser novo da série!



:: DIEGO LARA 6/22/2009 03:27:17 PM
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"Tá no inferno? Paga uma cerveja pro capeta..."

Em outra ilha...

Acelerando para o fim das gravações do SC em Cena e começando a sentir aquela tristeza de ficar só na ilha de edição!
Sim, eu amo edição mas, faz muito tempo que não monto um desses nossos projetos grandes! Isso por algumas razões que, com o tempo, eu vi que foram extremamente necessárias para o nosso amadurecimento como diretor de conteúdo!
Quando a gente fazia tudo em dois (eu e meu fiel escudeiro Flavio Roberto), as coisas tinham sempre a mesma cara! Era aquela coisa: imagem igual, edição igual, narrativa igual...
Nunca tínhamos tempo para experimentar coisas que estávamos tirando como referencia, as vezes não conseguíamos concretizar o projeto idealizado por falta de material humano e assim ia...
Até que veio o Crônicas, depois o Bento e, a cada projeto as equipes cresciam e ficavam cada vez mais multifacetadas.
E eu nunca conseguia me livrar da edição...
Sim, isso era triste! Diretor editando filme é que nem pai batendo em filho! Você sabe que ele merece mas você tem dó de fazer!
Cada imagem tinha uma carga linda de emoção, cada cena tinha uma história e, no começo, tudo é amor e delícia! Hoje eu vi que as coisas não são bem assim e, pela primeira vez botamos um editor pra trabalhar conosco! E assim o Lucão montou o “oitenta e três” (o SC em Cena do ano passado!)...
A experiência foi maneira! Ficar longe da máquina, só ver o filminho passando e dando aqueles retoques estéticos malucões foram passos determinantes para o ano que veio...
Muita publicidade e um Invencíveis depois (magistralmente montado pelo baluarte Cris Ely), a gente tava na linha de frente para a concretização do “Dez ilhas e um mundo”.
Imagine contar a historia da colonização açoriana de forma diferenciada! Essa era a nossa meta e, para isso, dividimos essa narrativa em três passos: a chegada, as bagagens e o futuro....
Eu não tenho mais saco pra ver documentário histórico! Sério!Aquelas pessoas falando, contando historinha de não sei quem, de não sei onde e assim vai...
Mudamos, contamos a nossa história épica sobre essa jornada rumo ao sul do País...

Decidido isso, resolvemos fazer o primeiro capitulo inteiro em animação e nos prendemos a diversos elementos lúdicos e calçados na computer art pra reconstruir essa narrativa que tem quase 270 anos de idade...
Então agora, nessa ilhota de edição (agora são onze ilhas e um mundo!), acompanhados pelo Sr. Beto, com o Cris e o Dieguinho nas animações e arte, estamos montando esse quebra cabeça para vocês! Esperem e verão...

Então aguardem, esperem e, para quem quiser saber um pouquinho mais sobre o filme e as experiências cinematográficas da tac, amanhã, das 15:30 até as 18 horas estaremos no Granja (UNIVALI) dando uma palestra malucona sobre diversos assuntos devidamente deliciosos!
Vejo vocês amanhã!

:: DIEGO LARA 6/17/2009 11:15:28 AM
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E projetodiego pegando fogo minha gente!
Então, hoje não vai ter xororo! Segue abaixo dois vídeos exclusivos que eu considero irados pelo meu grau de envolvimento e “apaixonamento” pelas coisas!
Este primeiro é o making of #01 oficial do projeto Dez Ilhas e um Mundo. Vocês poderão conhecer um pouco dos lugares que estivemos, sentir um pouco o climão dessa produção e conhecer alguns personagens!

"...sente a trip camarada!"


Já este segundo, é o primeiro teaser ensaio (uma idéia malucona que eu tive!) do meu primeiro filme de ficção!
Depois de 396 documentários eu escrevi um roteiro baseado em experiências reais da minha cabeça alucinética e, com o apoio da Lei de Incentivo de Itajaí e do patrocínio do Porto de Itajaí, este primeiro curta (que se tudo der certo, dará origem a uma série) que trata do amor, na sua forma mais real e madura.
Claro, que tudo com um toque do titio aqui...

"Ai que bonitinho...ele se acha o cineasta..."

Vamos que vamos! Espero que tenham gostado e amanhã, voltamos com a programação regular!
Amo vocês e opinem nos projetos acima!

:: DIEGO LARA 6/15/2009 03:24:50 PM
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Lapso de memória!

Ontem eu recebi uma ligação muito estranha...
Uma vez eu comentei que iria falar sobre um fenômeno chamado “Amnésia Alcoólica”! Eu lembrei disso relendo todo o projetodiego (um costume antigo que realizo todo dia doze de junho! Pode parecer doentio mas é só psicótico)...
Então lá vai! Eu dei uma fuçada no Google e me deparei com um link devidamente sensacional! “Amnésia Alcoólica pode ter explicação cientifica!”...
Quem bom né gente! Ainda bem que a dita cuja não é uma magia aplicada por um feiticeiro qualquer, ou um fenômeno paranormal sem explicação biológica! Bem, passado essa piadinha bem mequetrefe, vamos ao que interessa! Cientistas da Universidade de Sussex, na Inglaterra, se juntaram, tomaram um baita porre e, atestaram que a bebida afeta os neurotransmissores e alteram a maneira que a memória é formada. “O alto consumo da bebida inibe a memoria pós ingestão, fazendo o individuo lembrar apenas o que ocorreu antes, o que na maioria das vezes é uma boa lembrança.” afirma um dos beberrões mandrios!
Independete disso, eu tenho uma teoria muito mais viável e perceptível! Todo mundo acredita e sabe que universos paralelos existem e estão por ai! Bem, com isso em mente, fica claro que a bebida abre um portal cognitivo na nossa cabeça e, durante o período de embriagues, somos controlados por outros “nós mesmos”, vindo diretamente de Terras Paralelas. Por exemplo: quem nunca ficou bêbado e começou a explicar coisas que nunca, num momento sóbrio, eles dominariam ou saberiam?
Todo homem e mulher bêbado se torna um expert em assuntos aleatórios! Eu mesmo viro físico quântico, artista depressivo, poeta e cantor! Esse são os cadastrados e, já ouvi falar de registros do Diego boxeador, o cobrador de promessas, o religioso e assim vai...
Agora, que passamos por isso, vem o momento mais importante do fator “Amnésia Alcoólica”: O dia seguinte!
Isso mesmo senhoras e senhores! O dia seguinte é a coisa mais linda na cabeça de um ser como este blank de memória! Nosso corpo reage de forma agressiva a esta viagem dimensional e, nossos neurônios tentam fazer de tudo para reconstruir o espaço que foi tomado pela “outra consciência”. Então temos dores de cabeça, tontura e flashes de acontecimentos. Estes flashes nos acompanham pela vida toda e, em algumas culturas eles são chamados de “Cold Turkey”. Você revive momentos relacionados a noite (dia ou tarde) especifica e atua como um personagem em um filme, vivendo algo que você -supostamente- nunca experimentou...
Bem, eu tenho uma série de “Lembranças de Amnésia” e, por alguns anos, eu documentei essas experiências aqui e em outros meios. Lembro de vezes que amigos me ligaram para falar “Nossa, você dançou na mesa e pulou do palco!” e “...caramba, foi muito legal conhecer sua namorada!”!
Detalhe: eu não tinha uma namorada e eu não me lembrava de nada ! O sentimento de constrangimento e estranheza quanto a esse transe, esse lapso, é horrendo! Você fica se perguntando onde você esteve, quem você era e tudo mais...
Então ontem eu recebi uma ligação muito estranha! Uma garota me ligou, falando que estava em uma casa noturna aqui da região e, afirmou que eu tinha comentado que se ela pintasse o cabelo de ruivo eu me casaria com ela! Eu não sei quem era, meu celular não identificou a chamada e eu estou com uma pulga do tamanho de um elefante atrás da orelha!
Mas por que meu caro Diego?
Óbvio! Porque eu não me lembro de ter falado isso para ninguém! Na verdade eu tenho uma memória real de falar para alguém “Nossa, se você pintasse seu cabelo de ruivo eu casaria com você!” mas, eu não sei em que momento, contexto ou realidade isso foi dito...
Baseado na minha teoria de múltiplas realidades, eu posso ter falado isso para uma garota na, vamos supor, Terra-9 e ela, acreditando nisso, veio para nossa Terra-1 cobrando tal promessa...
Ou, o contrário, o Diego Namorador (nomenclatura aplicada ao Diego da Terra-666 que, invariavelmente vem para nosso universo procurar namoradas e complicar minha vida) pode ter conhecido alguém e/ou encontrado uma garota aqui da Terra-1 e, num momento de sentimentalismo a flor da pele, deve ter se revelado e aberto seu coração para tal senhorita!
A voz dela não me era estranha mas eu não conseguia reconhecer devido ao barulho do fundo...
Logo, vou continuar com essa memória do esquecimento e, se tudo der certo, uma hora ou outra, vou ser atormentado com um flash que vai me devolver a memória daquela maravilhosa senhorita que me ligou e me fez lembrar do meu fetiche por garotas ruivas...
Amo vocês e desculpem a falta de respeito com este blog! As coisas na Terra-7 (onde este Diego que escreve para vocês é um colunista famoso e devidamente talentoso) estão meio apuradas! Ninguém mandou eu casar e ter três filhos né?


:: DIEGO LARA 6/14/2009 05:56:16 PM
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Eu sei que tu só quer me comer!

Sabe o que é pior que ficar sozinho no dia dos namorados?
Simples...estar namorando no carnaval!

É minha gente, dia dos namorados chegando e agora começa a segunda maior temporada de caça ao gênero oposto do ano. Alias, eu não sei de mais nada! Tem um monte de engraçadinho(as) que estão comemorando o nosso já conhecido dia dos namorados, no já famoso dia doze de junho mas, tem uma malta nova que começou a celebrar, cultuar e iconizar o dia quatorze de fevereiro (em referencia direta aos nossos amiguinhos do hemisfério de cima!)...
Bem, eu não vou discutir data!
Dia dos namorados é dia dos namorados e valentine’s day é valentine’s day e, em ambas as ocasiões o importante é ter um cobertor de orelha do lado, alguém pra você gastar seus suados reais ou doletas em presentes bonitinhos, cartões xuxuzinhos com juras e promessas de amor eterno (ou temporárias, você decide) e tudo mais...
Estar solteiro nesta data – ainda mais perto dos trinta – é como ter morrido na ultima fase do Sonic sem ter continue! Sério! Dá até pra ouvir a maligna risada do Dr. Robotinik ali atrás! É deprimente e de vez em quando serve como um tapa na cara, mostrando que a sociedade ainda tem aqueles padrões megalomaníacos de sucesso, carreira, família e filhos...
Eu, por outro lado, vejo como um grande dia para celebrar a incrível arte de não fazer nada o tempo todo e, se der na telha, ir para algum lugar aproveitar a vida de forma louvável e digna! Eu sempre penso que as coisas podem ficar piores e, só tem uma coisa pior do que ser um homem solteiro na casa dos trinta no dia dos namorados...
Isso mesmo, senhoras e senhores!
Ser uma mulher solteira na casa dos trinta no dia dos namorados...
E não adianta falar que não tem nada a ver! Uma mulher pré balzaquiana solteira é a mesma coisa que o Hannibal Lecter! Isso mesmo! Uma psicótica em potencial! Alguém que não tem um padrão e muito menos uma lógica linear de atitudes e tudo mais!
Elas são doidas e eu, infelizmente, dou toda a razão do mundo para essas nobres anti-heroínas do sistema!
Eu imagino a pressão social presente em uma fêmea da espécie humana, sem filhos, passando da casa dos trinta, muitas vezes sem profissão definida e, principalmente, cheia de esperanças e sonhos. Deve ser um tal de amiga feliz ligando pra falar que noivou, prima gorda falando que esta grávida, tia perguntando onde esta aquele namorado barrigudo que ela tanto gostava e, principalmente, chás de bebê e despedidas de solteiro...
Ta certo que o mundo ta cheio de Fernandas Young por ai mas, que deve ser foda, deve...
Irmãs! Vocês tem todo o apoio do projetodiego! Lembrem-se que é irado sair a noite e ficar com aquele cara que realmente parece o Bruno de Luca, é interessante trocar MSN com desconhecidos e sim, está mais do que na hora de todas – repito – TODAS vocês baixarem o nível e começarem a descabelar geral! Deixem os paradigmas de lado. Esqueçam o príncipe encantado! Invistam na geração 2.0 dos homens! Os nerds vão dominar o mundo de qualquer jeito...
Sim, é maneiro sair com caras acima do peso, sim é perfeitamente saudável encher a cara quinta-feira a tarde e, por que não, sim é importantissimo que você assista a trilogia original do Star Wars antes de mandar uma caça ao seu querido futuro-ex-namorado!
Viva a vida! Viva o hedonismo...
Agora voltando a minha egocêntrica pessoa, vale lembrar que o importante é que esse ano vou mandar uma missão solo e, para não deixar passar em branco, eu vou tentar ao máximo subverter a lógica do sistema, numa tentativa infeliz, de mostrar que é bom estar sozinho em vez de ter alguém para te acompanhar nesses trágicos dias frios de inverno...
Alguém por favor me impeça! Leia o manual ali em cima e tentem me parar antes que seja tarde demais...eu posso – e vou – acabar com o Dia dos Namorados exatamente como o Grinch roubou o Natal!
E eu tenho um plano...(risada maligna!)

Alias, hoje eu concordo plenamente com o Sr. Chris Rock!
Nessa vida você só pode ser um solteiro miserável ou um casado infeliz!
Não tem saída...

Nos vemos em breve!


:: DIEGO LARA 6/4/2009 01:52:35 PM
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"Eu mesmo com árvores brotando de minha cabecinha fértil!"

Rá! Estou de volta, beibe!
Depois de maravilhosos dezenove dias no Velho Continente eu, Diego Lara, estou de volta para a asa da mamãe!
Não em sentido literal, já que a velha Tânia ta se mandando para Machu Picchu em uma aventura digna de contos dos mais variados!
Mas vamos que vamos! Estou bem, vivão, coração batendo e tecendo crônicas para a construção da série “Dez Ilhas e um Mundo”! É complicado mas alguém tem que fazer o trabalho sujo!
Arrepiation pouca é bobagem! Frio baragai e agora voltamos a ser chisques e elegantes!

Frase do momento até agora:
Você acaba de ser multado por ser maravilhosamente sexy!
Amo vocês!


:: DIEGO LARA 6/3/2009 12:30:48 PM
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Sempre lembrando que realidade sem ação é só uma idéia!
Entãopensa bem! Bom dia pessoal!


:: DIEGO LARA 5/27/2009 01:28:02 AM
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Diego e o Homem do Bussaco num mini micro carro!
Estamos vivos em Lisboa!
Se cuidem!


:: DIEGO LARA 5/26/2009 04:14:16 PM
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Avião resolveu não aparecer pra nos levar para a Ilha do Pico!
Então, sem mais churumelas, vamos ao que interessa!
Videolog do projetodiego na Freguesia de Biscoooito mano!
Se cuídem e vamos...



:: DIEGO LARA 5/21/2009 02:17:35 PM
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Eu to sentado em uma cadeira de madeira de aproximadamente uns sessenta e cinco, setenta anos de um lugar chamado cantina Nacional. Eu pedi um bacalhau a La Braz na minha ultima refeição em São Miguel. O garçom, um tipo baixinho que vagamente lembrava o personagem Amigo da Onça me traz duas Coca Colas e uma porção de pão.
As duas cocas tem um explicação razoável, vamos falar delas mais adiante.

Sim, eu acredito numa regra universal da chapa quentice...
Sério! Acredito que o simples fato de você ser gente boa com alguém, automaticamente faz as engrenagens do destino girar e, consecutivamente, as portas vão se abrindo a sua frente.
Foi assim minha vida inteira e, obviamente, foi assim aqui na ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores.
Tirem as cargas. Tirem a responsabilidade de estar fazendo um filme antropológico e histórico, tire as origens, tire os pré conceitos, tire os modelos.
O que sobra é um gordinho de vinte e sete anos, acompanhado do seu melhor amigo, numa terra distante e desconhecida. Claro, dependendo da forma que você externar esse fato, as coisas podem parecer malditas e horríveis.
Aqui, acredito, que os últimos adjetivos utilizados deveriam ser esses. Cada dia é uma nova experiência, o simples fato de respirar se torna uma novidade extrema e, porque não, única...
Ontem presenciamos dois eventos distintos de fé. O primeiro, indiscutivelmente, o mais importante, envolvia milhares de pessoas. Homens trajando roupas festivas vermelhas, o já citado Jesus Cristo encarnado em uma peça de cerâmica, mulheres alinhadas com suas vestimentas negras e suas orações, bandas, crianças e fé.
Fé!
Isso é o que move as pessoas desta terra distante. São rezas, medos, esperanças e sonhos. Eu não consigo identificar o que guia as pessoas num evento como a Procissão do Santo Cristo dos Milagres mas, consigo identificar a base genética disto tudo: a coletividade.
Sim! O coletivo. A massa de pessoas que dividem endorfina e dopamina em níveis catastróficos. São as pessoas que batem palma para uma estatua, são os seres humanos que derrubam suas lágrimas de penitencia em solo açoriano e são esses conjuntos de DNA devidamente pré dispostos que me fazem continuar com essa missão maluca de contar histórias e tentar descobrir o que somos...
Pode parecer um fardo gigantesco -exagerando- mas, baseado na minha vontade e, no tamanho dos meus sonhos e anseios, essa idéia se torna em algo muito pequeno e acessível...
Mas deixe a fé de lado. Vamos falar do amor...
Então, cerca de cinco ou seis quilômetros do centro da cidade de Ponta Delgada nos dirigíamos ao estádio de futebol local. Santa Clara versus Oliveirense.
Um clássico com cara de final de copa do mundo. O time da casa precisava da vitoria para subir para a primeira divisão do campeonato português. O Oliveirense começa marcando um gol de falta e calando a torcida da casa.
Mas, como diria minha vó, o Santa Clara clareou. Pensou e se transformou em um time único, determinado e, em pouco mais de quinze minutos ele inverteu o placar com três maravilhosos gols!
A torcida, gritava o já batido “ah, eu to maluco”, crianças com a cara pintada de vermelho levantavam suas bandeiras e , como num evento tribal, tambores e gritos exorcizavam aquele inimigo de camiseta banca. O vilão caiu. O Santa Clara triunfou solenemente em sua terra.
E eu lá! Vendo isso de camarote e absorvendo cara olhar, grito e movimento.

Uma coisa fica clara. O filme “Dez ilhas e um mundo” trata de uma histórias mas, mais do que isso, trata de seres humanos. São brasileiros, portugueses, noruegueses, americanos e o escambau que constroem essa teia alucinante de referencias e vivencias...
E depois fomos a um show de rock, conhecemos pessoas malucas e nos divertimos demais no melhor estilo johnbull de ser! Senhoras e senhores, vocês deveriam estar aqui ontem! A banda tocou tudo que vocês podem imaginar, menos o óbvio! Smashing Pumpkins, Pearl Jam, Muse e muito, mas muito mais!
Destaque para o grupo de desordenados que se agrupou de forma milimetricamente perfeita e para a minha participação cantando a trilha sonora desta viagem amalucada!
Sim, eu cantei Lump do Presidents of United States! As pessoas dançaram, pularam e eu levantei o pedestal do microfone! Rockstar é pouco...
E isso, para os desavisados, é viver a vida a La chapa quente! É se entregar de cabeça, pular do palco, pagar cerveja para os recém conhecidos, é dar risada de piadas, é olhar para o dia nascendo e falar “olha, o dia está nascendo”, é abraçar desconhecidos e observar que sim, não estamos sozinhos neste mundo! Drake fez cálculos abasbacados para determinar a vida fora do nosso planeta e, por anos eu usei essa idéia para justificar a falta de pessoas e sentimentos...
Drake estava errado!
Não precisamos olhar pra fora para encontrar vida.
Basta tu olhar pro lado e dar um sorriso...
Amo vocês e você é uma coisa maluca que ta vivendo na minha cabeça! Não sei como vai ser fora dela mas, saiba que nesse momento maravilhoso da minha vida, você reina absoluta em meio a conexões nervosas e fluxos constantes de idéias e desejos! E eu não vou morrer! Quem está falando não é você, e sim um carinha estranho chamado destino...
Hoje tem touro na corda na ilha terceira! Vamos para lá em algumas horas...
Eu vou entrar na multidão doidona e alucinada...
Vamos?


:: DIEGO LARA 5/18/2009 10:51:24 AM
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E deu 3 X 1 pro Santa Clara!
Vai Açores! Aqui tá tudo bem, amanhã nos mandamos para a Ilha Terceira acompanhar as Tourada Boi na Corda!
Tipo a Farra do Boi mas no meio das ruas da cidade...

Vamos ver o que a sorte nos reserva!
Os dois documentaristas rockstars estão bem, vivão e vivendo e muuuuito satisfeitos com o resultado das nossas diárias aqui!
Amo vocês! Comentem seus trastes...


:: DIEGO LARA 5/17/2009 05:55:22 PM
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Fé e delírio nos Açores

Estou escrevendo um texto sobre o que vivenciei nesta tarde de maio. Sentado na cama de um quarto simples e extremamente abarrotado de equipamentos de vídeo, roupas, microfones e cabos, eu tento lembrar de cada detalhe presente naquela praça.
Uma bateria de fogos ao lado da janela interrompe minha linha de pensamento. A vista é singular: uma revoada de pombas, uma torre centenária de uma catedral e ao fundo, dezenas de milhares de pequenas explosões criam uma peculiar tela insanamente surreal.

Lembrei o que eu ia escrever. Eu ia falar daquele homem...

Camisa laranja abotoada perfeitamente até o penúltimo botão, uma calça bege batida e que certamente nos contaria uma historia de uma vida difícil. Ao seu lado, uma família. Dois rapazes com cerca de trinta anos, uma mulher que aparentava ser sua esposa e uma possível nora ou sobrinha.
Seria impossível descrever sua expressão de alivio quando o filho maior – o que lembrava uma mistura de Mr. Bean com Steven Seagal - retirou um fardo de velas de suas costas. Sim, estou falando de velas parecidas com aquelas de sete dias porem umas vinte vezes maior e mais pesadas. O homem fraquejou, ajoelhou-se e limpou o suor de sua testa. Batia repetidamente seu dedo indicado nas pedras do chão.
Parece que ele pedia força...
Ele se levantou, olhou fixamente para cada uma das pessoas que assistiam aquela cena de penitencia e fé e, sem mais delongas, pediu para o filho novamente colocar a sua versão da cruz em suas costas. Seus joelhos se curvaram, seus olhos cerrados continuavam pairando entre a dor e a força e, deu o primeiro passo. Desequilibrou-se, voltou ao seu eixo e retomou sua caminhada.
Involuntariamente, ele servia de porta bandeira para um dos mais importantes eventos religiosos da Europa: a procissão de Santo Cristo.
Milhares de pessoas se amontoavam em ruelas, calçadas, varandas e bancos. O espaço era disputado a gritos e acusações pelos turistas e residentes da Ilha de São Miguel. E lá longe, vinha ela, a imagem do Cristo empunhada por uma dúzia de homens que conduziam com cuidado o pedestal que protege o mesmo.
A banda tocava uma marcha qualquer e, o publico ensandecido pela presença daquele que tanto aguardavam, iniciam um festival de gritos e palmas. Jesus Cristo era um rockstar naquele momento.
“Deviam prender esses ignorantes que batem palmas para o Salvador” afirmava o Sr. Daniel, um homem de cerca de sessenta anos que claramente condenava aquela cena surreal e –porque não – assustadora. Olhares melancólicos estavam fixados naquela estatua que, desde 1698 faz aquele percurso tão pequeno mas com um significado absurdamente inenarrável.
Imagine um busto do Filho de Deus, meio corpo, vestido um modelito vermelho e sua coroa de espinhos. Sangue e dor retratam o momento em que Pilatos apresentou Jesus a multidão. Flores e arranjos cercam seu estandarte.

Tudo muito lindo, tudo muito bonito e, eu lá, com uma cara de ressaca absurdamente abastecida por uma noite de cerveja e Jack and Coke no café ao lado do Hotel.

Eu não estava entendendo muita coisa e, iniciei o clássico modelo de integração publica do Diego Lara. Ela consiste em apontar algo obvio, perguntar a opinião da pessoa em questão, discordar inicialmente da opinião alheia e, depois, como num grand finale,finjo que eu entendo o ponto do meu adversário e lhe concedo a vitória intelectual.
Eu faço isso constantemente, pode me julgar e me chamar de falso.
Vestido com uma camisa pólo azul, calça xadrez e meus já clássicos óculos vermelhos eu lembrava vagamente um jogador de golf anabolizado (leia gordo) e com cara de quem havia tomado uma surra algumas horas antes, resolvi puxar papo com uma portuguesa ao meu lado. Papo vai, papo vem e descubro que ela – Fabiana – era uma católica fervorosa e, para a minha surpresa, ela tinha intenções claras de acompanhar a todos os eventos relacionados a festividade ao longo dos dois dias. Medo. Uma jovem com cerca de vinte e tantos anos tão decidida a dedicar preciosas horas da vida dela para o culto da imagem de um homem detonado de tanto apanhar.
Meu medo não vinha do preconceito contra a inabalável fé daquela gaja mas sim pelo que eu senti quando aquela “estatua” que anteriormente não significava nada para mim, de repente, apareceu em minha frente. Um arrepio veio do meio da minha cabeça e desceu até o dedão do meu pé. Na altura do meu braço, ele ouriçou cada pelo que ali residiam. Eu olhei embasbacado para o meu braço e mostrei para a Fabiana como um “ei, se liga, eu to arrepiado!”.
Ela sorriu com um que de “eu te disse!”.
Jesus passou, não encarou a platéia mas foi fotografado e filmado por todos que ali estavam. O cenário era de um concerto do Fabio Junior ou do Wando mas com uma pitada mágica de um filme da Disney. Ele parou, foi homenageado pelo exercito e, quando um helicóptero rasgou o céu como uma continência ao nosso personagem principal, eu sou empurrado por uma senhora de um metro e meio.
A multidão, que até então faziam ares somente de audiência, iniciam uma silenciosa caminhada de cerca de trezentos ou quatrocentos metros seguindo a comitiva que conduzia nosso Jesus em direção a sua nova morada temporária. Cada vela, cada terço, cada mão esticadas para cima simbolizavam um pedido ou um agradecimento.
Não podemos esquecer que estes peregrinos estão acompanhando o Senhor Santo Cristo dos Milagres. Fazer o impossível é a sua especialidade.
E, este coro de orações, caminhava como um ser vivo. Um mar de cabeças ia até onde a minha visão se perdia. Das sacadas, pétalas de rosas e ramos eram arremessados em homenagem ao Filho de Deus.
Eu não estava entendendo mais nada. Semi-ateu que sou, mas crente fanático em uma fé maior e indescritível, não entendia como aquela estatua, aquele pedaço de gesso, podia mover uma multidão daquela forma.
Eu precisei voltar para o hotel e ler uma passagem presente no livro do autor açoriano Daniel de Sá sobre esta manifestação. “A fé e a esperança (...) Os olhos humanos precisam de reflexos divinos para se aproximarem do Infinito que podem ser as cores do acaso ou as pétalas de uma flor”.
Lembrei da chuva de pétalas na minha cabeça, lembrei da brisa gelada que fazia meu cabelo balançar num ritmo contagiante, lembrei da oração de um homem carregando uma criança e, do nada, meu avô surge no meio desta inteligível rede de sentimento.
O vô Lércio colecionava santos. Estatuas de gesso exatamente como aquela que eu estava seguindo agora. Meu avô rezava todos os dias para cada um dos seus pequenos pedaços de fé, esperança e devoção. Eu nunca tinha entendido o que aquilo significava até esta preciosa tarde de primavera.

Aquelas rezas significavam o infinito.
E a fé de que isto não é tudo, é o que, ironicamente, nos lembram da nossa finitute e imperfeições...

Amo vocês!


:: DIEGO LARA 5/16/2009 04:38:06 PM
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Se liga rapeize! Diego, Flavio e Durval na missão arrepiação geral!
Só dois nomes: Daniel de Sá e Zeca Medeiros! As pessoas mais iradas dessa viagem até agora!
Se cuidem ai e vamos que vamos...


:: DIEGO LARA 5/15/2009 04:53:06 PM
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Dois mandrios em solo açoriano!
Amo vocês....
:: DIEGO LARA 5/14/2009 09:57:45 AM
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E elas chegaram!
Sabe quando alguém chama você de mala? Então! Eu criei uma boa razão para ser chamado de mala...
Elas não vieram conosco! Pararam em Lisboa e, aposto que nosso tripé, a iluminação e nossas roupas mandaram uma tarde irada em continente europeu...
Nesse meio tempo, eu e doctor Flavio adentrávamos como dois caças stealth em terreno açoriano. Após uma rápida – cerca de 6 minutos – parada em Lisboa, nossa invasão se deu em meio a muitos papos sobre nossa Benedita terra (estou falando do Brasil) e, minha teoria que atraio policiais e malucos se concretizou.
Atravessando o Atlantico rumo ao arquipélago, conheci um policial que me contou suas desaventuras em solo brazuca (todas elas envolviam sexo e uma forte opinião sobre nosso atual presidente). Chegando em Ponta Delgado conhecemos um recifense chamado Robson, proprietário de restaurantes e outros empreendimentos em solo açoriano. Tal chapa nos deu uma carona e nos apresentou parte desta maravilhosa ilha...
A tarde foi 100% burocrática aqui em São Miguel. Conhecemos a base da RTP (rede local, semelhante a nossa RBS) e recebemos total apoio em nosso projeto por meio de transporte e tudo mais...
Depois de uma rápida visita a Universidade dos Açores nos mandamos para um Pub ao lado de nossa hospedagem e estamos, nesse momento que escrevo para vocês, nos deliciando com uma série de cervejas e dr. Jack daniels!
Se cuidem e amanhã o pau começa a pegar violentamente!
Amo vocês e keep on rocking! Aqui tá fazendo cerca de 9 graus agora, são exatas 19:52 (cerca de 16 e tantas ai em terras brazilis) e em breve começa a anoitecer!
Alias, as malas chegaram bem e mandaram lembranças a todos!

:: DIEGO LARA 5/13/2009 05:09:44 PM
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Origens
(começa aqui o making of visual/textual/musical da minha viagem pra Europa onde gravaremos o SC em Cena “Dez Ilhas e um Mundo”! Comentem seus/suas raparigos-as )

Falta pouco tempo para o embarque.
É complicado falar sobre as ultimas 12 horas mas, posso afirmar que aconteceram coisas inesperadas e surpreendentes. Digamos que foi o season finale perfeito para a série “Aventuras de um gordênho maneiro”.
Independente dos acontecidos, o que vale ressaltar é a fragilidade e a insignificância das nossas ações contra o tal do destino. Sim, esse meninão desgraçado que controla nossas vidas a revelia se demonstra cada vez mais focado em me mostrar que sim, ele está por ai e, quase sempre, apresentando uma simpatia extrema para com a minha pessoa.
E não vamos esquecer o senso de humor impecável do mesmo...
Mas deixa isso pra lá! O que vale é que eu estou voltando para o velho continente. É a primeira vez que um Lara/Maceiras da minha linhagem pisa em terras européias nos últimos 40 anos e, pode parecer idiota ouvir isso da minha boca mas, dá um orgulho extremo pensar que eu vou ver as coisas que meus avós viram – mesmo depois de muito tempo. É estranho assimilar isso. Posso dizer que ainda não bateu...
Uma amiga minha me perguntou “O que você acha que isso vai te mudar?”. Eu respondi que se fosse há três anos atrás eu estaria maluco, malucão e malucones. Estaria pirado demais na idéia de ver coisas novas, sentir coisas sensacionalmente inéditas e, principalmente, observar um mundo invisível.Hoje eu to mais centrado! Não creio que essa seja a palavra certa mas, parece que tudo que tinha que acontecer, aconteceu...
Estamos colhendo o que plantamos e, se tudo der certo, essa plantinha vai render muitos mas muuuuitos frutos. E vou aproveitar a oportunidade para revisitar não só a origem de uma preciosa parcela de nosso estado mas, porque não, reencontrar a minha própria base cultural e familiar...

Eu e o doutor Flavio embarcamos as 14 horas de hoje e chegaremos amanhã as 10 da manhã em solo açoriano. Enfim poderemos ver com nossos próprios olhos (e câmeras) todo esse universo de elementos, significados e signos que vem nos perseguindo há alguns meses.
Voltaremos dentro de 19 dias!
Esperem por nós e acompanhe os textos e fotos que eu vou postar ao longo desta jornada. Amo vocês e obrigado pela força de todos!

Alias, ontem passei pela minha primeira batida policial. Estava comprando elementos de higiene pessoal em uma farmácia quando três homens da lei adentram o estabelecimento e, portando suas armas de controle social, eles me retiram do local (obviamente com as mãos na cabeça) e me revistam no melhor estilo Cops! Foi verificação de bolso, checada nas saliências, tapinha no saco e tudo mais! Eu tremendo mais que bambu verde e o homem da lei em questão me indagando o que eu estava fazendo ali...
Então, ele solta a máxima: “por que você esta tremendo tanto grandão?”
A resposta óbvia seria: “Olha chefe, não me leve a mal, mas não dá pra ficar de boa com duas escopetas, uma metralhadora e uma pistola por perto! Eu até gostaria de parecer normal mas, infelizmente é humilhante ficar com as mãos atrás da minha cabeça sendo um completo inocente e, mesmo sendo um jovem semi-arruaceiro, eu tenho que concordar que seu comportamento arrogante está me deixando inseguro quanto ao meu paradeiro futuro...”
Isso era o que eu devia ter falado.
O que eu falei foi: “To emocionado! É a minha primeira geral...”
Ele mandou eu passear e, felizão, voltei para os meus afazeres consumistas! Depois fiquei sabendo o que rolou: uma denuncia apontava a presença de garotos mandriões consumindo a erva do capeta ali por perto! Traduzindo – parte dois a missão: quase cai por um crime que eu era inteiramente inocente!
Quando entrei no carro e voltei a sentir as pernas novamente, só conseguia pensar em personalidades como Bezerra da Silva, Marcelo D2 e Snoopy Dog! Sério! Se segurem malandros! Pra fazer a cabeça tem hora...

Agora fui! Boa semana e quando eu chegar eu prenso minhas impressões aqui!
Beijo pra Sheiloca, pro seu digníssimo e curitibano Rodrigo – que afirmou que eu sou louco e semi-psicopata, pra Tarinola, Calo, Toxa, Xande, Dani e pra Jo que me deu o presente mais legal dos últimos meses!
Beijos do gordo! Fui!

:: DIEGO LARA 5/12/2009 08:05:29 AM
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Na estrada até quinta ou sexta-feira rodando o Santa Catarina em Cena!
Amo vocês e não morram de saudede...
Sempre lembrando, a série "Dez ilhas e um mundo" vai ao ar em julho...
Fotos e makings malucões na semana que vem!
:: DIEGO LARA 4/26/2009 10:04:48 PM
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Vamos bater o recorde galera! Comente e apavore você também!

O horóscopo – ou a incrível arte de enganar as pessoas com bichinhos – é a arma numero uma para uma conquista rápida e direcionada. Se liga! Quantos de vocês sabichões já não caíram na trágica pergunta “Qual é o seu signo?” ou, “você acredita em horóscopo?”?
Ai que ta! Geralmente os homens são enganados pela falta de conhecimento e tino com o assunto horóscopo e/ou astrologia. Desde sempre eu afirmo que isso é coisa de menina e , digo mais, se você dominar o tópico em si, tu automaticamente vai decodificar um dos três códigos que regem o coração de qualquer garota.

Como sempre eu estou generalizando e sim, isso é azar o seu!

Os sacerdotes caldeus nos legaram a primeira noção de zodíaco, ao observar que o Sol e a Lua cruzavam sempre as mesmas constelações dentro de uma faixa celeste que chamaram de Caminho de Anu. Saber disso não vai te levar a lugar nenhum mas, pode apostar que é um bom começo para uma conversa mais envolvente que, se você der sorte e seguir os passos, vai acabar no exato lugar que vocês estão imaginando agora (seu safadão)...
O importante no quesito horóscopo, astrologia e bichogrilisse é você dominar certas condicionantes do mesmo.
Primeiro, decore todos os signos!
Isso é fácil cara! Basta você entrar em qualquer site (vide relação abaixo) e associar mês com bichinho, objeto e monstrinho. Sim, eu diferencio os signos em bichinhos (Áries, Touro, Câncer, Leão, Escorpião, Capricórnio, Peixes), objetos (Libra e Aquário) e monstrinhos (Sagitário, Gêmeos e Virgem).
Repare que eu mandei um mega migué ali e coloquei virgens e gêmeos como monstrinhos e, isso tem uma explicação óbvia: Eu odeio gêmeos, tenho medo de pessoas iguais e acho que certamente eles são um problema na matrix e, virgens são como seres meio homem meio cavalo. Deve existir mas eu nunca vi...
Agora voltando ao raciocínio, passado a fase de descoberta, você precisa decorar as datas. Daí filhão, é usar o cérebro ou fazer colinha e, isso eu não vou te ensinar. É modus operandis. Pode ser papelzinho no bolso, escrever no braço, colar na régua...tudo é valido para não dar bola fora.
Depois disso vem as associações básicas...
Um certo gênio decifrou que todo um grupo de pessoas regidas pelo mesmo signo tendem a ter comportamentos iguais. Daí, esse mesmo ser resolveu planificar isso e nos deu a maior arma contra garotas desprevenidas...
Então, quando você decorar que pessoas de Escorpião têm uma vocação inata para controlar as coisas ou, que meninas de Leão possuem uma natureza fixa e determinada você vai controlar o universo todo.
Sério! Não tem cantada maior que olhar para uma garota de Libra, falar que tu é de Capricórnio e, rapidamente emendar “.Baby, nós dois pertencemos a signos terrestres, nossa tendência é nos entrosarmos maravilhosamente bem, pois possuímos grande capacidade de realizar e de converter idéias abstratas em realizações concretas.”

Ok! Pode parecer idiota – e como sempre, é – mas você esta dois passos na frente do resto da humanidade inteira. Então, para fechar com chave de ouro basta você decorar todas as variáveis do horóscopo para todos os signos. São aproximadamente centenas de possibilidades mas vale a pena. Basta tu pegar seu signo, entrar em um dos sites da nossa biblioteca ali embaixo e mandar bala!
Vamos supor que você, como eu, é regido pelo chifrudo original, o Touro! Vai um site ali, coloca seu digníssimo regente e depois manda uma, vamos ver, gatinha de Escorpião. Olha o resultado:

Esse é o signo oposto e complementar ao seu, por isso a relação com seus nativos tende a ser contraditória. Por um lado eles atraem você irremediavelmente, de um modo mágico e irracional. Mas por outro vocês possuem grandes diferenças que, se bem administradas, poderão até constituir um estímulo positivo nesse relacionamento...(blá,blá,blá)!

Isto é pratico! Basta pensar da seguinte forma: Se você é de touro, não se meta com uma Escorpiana. Automaticamente, ao falar isso, eu já me contradigo absurdamente em relação a minha cética visão quanto ao horóscopo mas, vamos que vamos!
O que importa é o conhecimento! Decore, descubra e crie papo sobre este assunto. Frases como “Nossa, pessoas de Câncer tendem a ser tão determinadas!” ou “Nossa, você é de Aquário, minha tia-avó é desse signo! Vocês tem tanto, mas tanto em comum!” podem ajudar...
Evite piadas como “Há! Então você é Virgem...”
Eu garanto, isso não vai te levar a lugar nenhum!

Pra você ficar bem mais inteirado do assunto, segue a famosa biblioteca do astrólogo de botequim:
Guia dos espertões de plantão!
Se liga safadão!
Manual de como virar o Chico taradão!

Então é isso! Obrigado pela passadinha no projetodiego e aproveite o fim de semana com maturidade e sapiência! Lembre-se: evoluímos dos macacos para descobrirmos que coisas como o horóscopo e astrologia são maluquices e delírios coletivos!
Amo vocês e tenham uma ótima semana...

Sempre lembrando, isto é uma obra de ficção e ela não explicita as minhas crenças, pensamentos e nem nada! Aqui só tem abobrinha e se você leva isso a sério o azar é seu!

*****ATUALIZAÇÃO*****
Não acredito mas lí esse e me mijei de rir! Horóscopo maldito pra geral!
Obrigadão a Srta. Fernanda que é perfeitinhas (mas é de escorpião!)...
Beijos!

:: DIEGO LARA 4/24/2009 12:05:42 PM
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Comenta perereca maluca!

E começa a temporada de caça ao amor perdido!

Domingo, uma cerveja e uma conversa.
Sentado com um grande amigo, na praia e envolvido com a conversa mais idiota possível, chegamos a uma conclusão óbvia e com mais sentido que rua de mão única: as mulheres não sabem o que elas querem.
Na verdade elas sabem e, é por isso que nossa conversa evoluiu tanto. As mulheres buscam o paradoxo do sapo rei. Você não sabe o que é isso?
Calma! A explicação já vem...
Mas então, pode parecer patético – e é – porem estávamos traçando planos de como faríamos para – com o perdão do trocadilho – traçar alguém! Um segundo,não me ataquem ainda!
Definíamos como traçar o coração de alguém!
Conversávamos sobre a invariável inquietude do ser humano em arranjar rolos, desfaze-los e, logo em seguida, se tocarem que aquele rolo poderia virar seu casaquinho de lã no vindouro inverno.
Papo vai, papo vem, a conversa continuava acalorada – afinal, um sol danado na cachola – e chegamos a conclusão óbvia que seria necessário uma pesquisa de mercado para identificar quem, como e o que as mulheres querem! Fazer um levantamento estatístico de quantas de vocês querem um cara asseado, quantas gostam de barba e barriguinha sexy, quais optaram por andar com magrelos e qual a vestimenta definitiva para conquistar uma gatinha!
Ok! Isso seria fácil de levantar mas, daí cairíamos no paradoxo do sapo rei! E, preparem-se, chegamos ao ponto onde eu crio uma teoria maluca e um ou dois leitores mais malucos ainda comentam sobre a mesma! Então lá vai:

O incrível paradoxo do sapo rei
As mulheres buscam um príncipe encantado. Para isso elas beijam um milhão de sapos. Daí como não encontram o tal alvo especifico, elas pegam um sapo qualquer e transformam-no num príncipe. Posteriormente elas vêem que o príncipe na verdade é um sapo que não se transformou, ele havia sido somente criado na cabeça da garotinha. Daí elas largam o sapo e vão em busca do príncipe...

E assim, como na formatação básica de um paradoxo, a história segue over e over again...
Mas não posso generalizar! Existem mulheres que não tentam mudar o homem em quesito nenhum. Infelizmente todas elas estão em coma. É tão difícil aceitar que somos todos uns sapos asquerosos e que os últimos príncipes morreram em 1762?
Tudo bem, acho que eu não me fiz entender! Mil perdões...
A base de tudo, para a felicidade eterna de uma mulher qualquer é: apaixonem-se pelo sapo. Escolha o sapo que mais lhe agrada e crie-o, cuida dele, faz ele crescer e, no fundo você vai ver que a grande lição da vida é que toda perereca tem um sapo especifico.
Um pequeno, um grande, um saltitante...tanto faz! O dia que você entender que você é uma perereca e não uma princesa mágica que mora num castelo de cristal, as coisas vão estar no mesmo nível e, nesse universo recém criado, as coisas vão ser muito mais felizes para todo mundo.
Por favor, não me acusem de misoginia ou sexismo baseado no termo perereca. Não estou afirmando que as garotas são ___________. Estou falando que somos seres humanos e, o dia que vocês entenderem que buscar um ideal criado pela mídia de “príncipe” é a maior furada do mundo, vocês vão olhar para aquele carinha do seu lado, que sempre te tratou bem, que sempre te ofereceu o melhor e então, como num passe de mágicas, você (isso mesmo, você) vai ver que a felicidade sempre morou embaixo do seu nariz...

Mas, enquanto isso não acontece, segue minha pesquisa de como me transformar num príncipe para enganar a maior quantidades de desavisadas possível! Claro que eu nunca faria isso mas, aposto minhas bolas que se identificarmos o padrão, se crakearmos o código das garotas padrão, eu vou ganhar muito, mas muito dinheiro em cima disso, vendendo livros, dando palestas, receitas, etc...
Alias, to até pensando em lançar um filme sobre...

Amo vocês pererecas e sapolhos!
Boa semana que começou hoje e vamos que vamos!

:: DIEGO LARA 4/22/2009 04:06:05 PM
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E ela volta hoje!
Dentro de algumas horas ela, Tarina Lara, volta para os meus braços...
A única coisa que eu tenho a dizer é: vai faltar espaço pra confusão...
E digo mais, achei nas entranhas do myspace essa tal de OBMJ (Orquestra Brasileira de Música Jamaicana)! Ouçam e dubeiem!
:: DIEGO LARA 4/16/2009 03:20:13 PM
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O fim das coisas parte dois.
(...ou, eu sei que vai doer mais em mim do que em vocês mas...)

É estranho pensar em como nós somos viciados em acabar com as coisas. Mesmo eventos que acabaram de começar, as pessoas já cismam em calcular quanto tempo falta para acabar.

É assim com filmes, passeios, viagens e amores.

Você pode estar na viagem mais animal da sua vida. Quando você chega em tal lugar você já começa a se despedir e pensar que , em três ou quatro dias, terás que voltar para sua casa, trabalho e escola. Eu pelo menos sempre fui assim. Andava com um relógio com um cronometro rolando quanto tempo ainda ia ficar na casa da minha vó no Mato Grosso, na casa de praia e tudo mais.

Mas eu sou um doente! Eu não sirvo de referencia nem para questionário de nome e endereço...

Mas fala a verdade: vocês também se deparam com essa finitude das coisas né? Aquela coisa de estar com alguém e saber que você vai perde-la a qualquer momento. Sabe que aquele abraço, beijo e carinho tem data de validade... tipo romance de verão. Dura aquele período e deu!
E tem gente que fala que as coisas tem que durar o tempo necessário para serem inesquecíveis. Papo furado! As coisas duram o suficiente para se tornarem lembranças escassas, dolorosas e janelas para momentos que não voltam mais. As coisas duram o período certo para acumular dores, perdas, alegrias, vitórias e, que no fim, não dão origem a nada demais. Talvez uma ou duas boas fotos e é isso.
Pior que acabar uma coisa uma vez, é acabar a mesma coisa duas vezes...e é isso que temos que fazer as vezes. Temos que entender que o passado não volta, não devemos remoer esse período de tempo e, o máximo que devemos tentar, é manter a lembrança.

O que passou, passou. Quem amou, amou, Quem sofreu, sofreu...

Então o plano é, dividimos o dinheiro, tiramos as máscaras e cada um corre para um lado. A policia nunca vai nos alcançar desse jeito... fuja com seus planos para aquele lado, eu viro aquela esquina da memória e, talvez um dia a gente se encontre numa praia panamenha tomando daikiris e com nossos novos parceiros do crime.
Até lá, por favor, não me contate mais...esse período de nossa existência se foi! Vamos mudar de identidades, endereços e aparências! E sim, isso serve para você, para você e para você também. É um discurso universal de fim... minha vida inteira se divide entre antes e depois deste texto.

Logo, que venha o fim do fim...

Amei vocês! Tarina chega na quinta e o terror voltara ao lugar certo...

:: DIEGO LARA 4/14/2009 03:40:14 PM
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Uma obra de ficção, fricção e freakcionantes! Comenta sua coisa...

Numa quinta-feira feira qualquer um rapaz estava em um bar. Ele se deliciava com a cerveja que tanto almejara durante o dia árduo de trabalho. A sua frente, um rapaz alto e com uma avantajada e saliente testa falava sobre as conquistas pessoais alcançadas durante aquela semana que terminava abruptamente naquele dia.
Estavam felizes e satisfeitos. Como campeões erguiam seus copos que, rapidamente eram trocados por refis previamente recalibrados. Se divertiam, falavam as mais variadas asneiras do universo e pensavam que a noite não poderia ficar melhor.
Eis que a noite fica melhor! Um dos rapazes começa a trocar olhares com uma bela garota posicionada a exatas 11 horas. O rapaz não divide sua expectativa com o amigo. Os olhares continuam e, após um breve respiro, o baluarte toma coragem, chama o garçom e manda um bilhetinho – técnica remota utilizada no século XVI – para a garota em questão.
Ela, uma morena, olhos azuis, um semblante meio Anne Rice, meio Stephenie Meyer e com um sorriso que – particularmente – não era dela. Sabe aquelas que escondem o lábio inferior quando sorriem? Então. Exatamente essa combinação mágica de provocação e sinceridade que anda tão difícil de arranjar estava ali, bem diante do jovem.
O primeiro bilhete contava que ele era um viajante do tempo, diretamente de 1983 e que ele nunca tinha visto alguém tão bonita, ela responde agradecendo e perguntando o que eu achava do século XXI, ele responde e rapidamente pergunta nome, CPF e RG, ela responde prontamente e após algumas piadinhas o rapaz toma coragem e escreve “Nossa, estou apaixonado por você!”.
A surpresa foi quando o fiel mensageiro traz a replica deste cartãozinho especifico. Em letras maravilhosamente simétricas e bem pontuadas, a garota fala “É fácil falar isso a distancia. Quero ver você falar isso pessoalmente.”
O rapaz tremeu. Se assustou com o quão direta aquela moça havia sido. Ele estufou o peito, tomou coragem –cerveja- e foi em direção a mesa. Sentou-se ao lado de sua possível futura ex companheira e, com um sorriso pré alcoolizado no rosto solta a sentença: “Estou apaixonado!”. A garota sorri. A conversa continua, o amigo de testa proeminente senta-se na mesa e tudo fluía bem. Era incrível. Tudo batia, ele gostava de livros e ficção, ela também, eles compartilharam uma rápida quantidade de informações sobre bandas e musicas e, pra surpresa geral da nação, tudo era magicamente perfeito. Tudo...
Até que de repente, uma das amigas dessa garota projeta seu corpo, arregala os olhos e desfere a frase que iria acabar com a noite de todos. Ela falou “Escuta aqui seu imbecil, quem você pensa que você é?”. Os ataques contínuos contra esses dois rapazes foram assustadores, chamando a atenção de todos que ali estavam. Foi trágico, eles eram acusados de serem infantis, bobos, sem cultura e afins. Chavões preconceituosos foram usados e era visível o claro constrangimento de todos na mesa.
Menos a megera indomável que continuava a balbuciar palavras e mais palavras de ódio e destruição...
Os rapazes levantaram-se educadamente, pediram desculpa para as duas garotas calmas e principalmente para a amiga revoltada.
Saíram de lá com a sã consciência que certas pessoas não se adaptaram o suficiente para conviver em sociedade e, principalmente, não tem cérebro, ouvidos e sentimentos para idolatrar uma banda como os Ramones.
Fim!

Lição de moral do filme da Disney:
Este caso de não tão ficção é a prova que eu precisava pra comprovar que certas pessoas nasceram para – com o perdão do que vêm a seguir – existirem no nível mais baixo de tristeza, incompressão e amargura. Fico pensando em qual “mal comida” alguém tem que ser para atrapalhar algo tão maneiro e, fatalmente, quão egoísta e inconveniente essa individua tem que ser para se achar a ultima bolacha de um pacote de Passatempo vencido. Indago-me o mínimo de capacidade intelectual que esse ser ostenta para ser preconceituosa com os seguintes itens abaixo:
- Ramones
- Bigodes
- All Stars
- Doug Adams
- Star Wars


E me pergunto:Ó Yoda, por que pessoas assim não simplesmente vão para o longínquo planeta de Hoth e congelam até a morte sem ter um Tan-Tan ao lado dela para ela se cobrir com as tripas.

Obrigado a todos e agradeço o tempo e a leitura! O caso acima foi adaptado para as paginas do projetodiego com o apoio de diversas entidades que lutam contra amigas esquisitas que atrapalham a vida dos outros.
Boa noite e boa sorte...


:: DIEGO LARA 4/14/2009 12:35:16 AM
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"Menina capeta..."

Coisas para fazer na Páscoa:
- Se enternar em Gravatá;
- Ler um relatório de produção do SC em Cena
- Fazer um micro resumo de um roteiro...

Sim, eu sou uma estrela!
Assistam How I met your mother! Uma das séries com o roteiro mais bem escrito e pontuado da TV
De primeira mesmo! Destaque para os flashbacks e conceitos de atualidade muito bem satirizados...
Feliz Páscoa e comemorem o nascimento do primeiro zumbi da história!
Sério...se alguém morre e volta, ele é automaticamente considerado um zumbi...
Logo, Jesus é um zumbi...
Zumbi Jesus!

Desenho pra menina malvada chamada Juliana!

:: DIEGO LARA 4/8/2009 04:02:04 PM
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Me assustava do pescoço pra cima.
E não falava das marcas do destino, os mais de trinta anos batendo e arranhando a porta da epiderme.
Falava puramente do vazio que dominava aquele ser que, por minutos, reinou com deveras supremacia em meu universo.
Ele sentia medo...
Ela sentia a vida...
:: DIEGO LARA 4/6/2009 05:05:24 PM
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...e é exatamente assim que estou me sentindo doutor! Será que tem cura?
:: DIEGO LARA 4/2/2009 03:25:05 PM
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Como eu sempre digo: depois do dia da mentira vem mais um dia da mentira!
Senhoras e senhores, eu não consegui finalizar um texto sobre a triade feminina e suas armas mortais mas, juro pela morte deste blog, que amanhã ele estará na net!
Amo vocês e principalmente você que entra, comenta e me xinga de banana!
Beijo!
:: DIEGO LARA 4/2/2009 11:18:23 AM
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...seu canalha! Se você veio até aqui deixe um comentário!

O meu dia da mentira.
Agora vou apresentar três versões de como meu dia começou. Com cada uma, um breve resumo irá ilustrar o que eu fiz, pensei e coisa e tal. Uma delas é a verdadeira, a outra é a mais verdadeira ainda e, digo mais, a outra é a que você deve prestar mais atenção de todas , pois ela, sem duvidas é a que mais se aproxima do meu cotidiano atual. Não se preocupem! Nada é mentira no dia da mentira...
Hoje nos tornamos pessoas tão sinceras que, a única coisa que nos separa da verdade, é a nossa vontade de criar...

Uma versão:
Eu mudei...me tornei uma pessoa calma. Atualmente controlo meus impulsos mais ousados e selvagens e tento fazer de tudo para, relaxadamente, as coisas possam dar certo. Isso é fato. Quem me conhece sabe que eu curto um contato obsceno com eventos que me acertam direitinho. Já tive uma fase rockanrolla demolition, já passei muito tempo pagando de estrelinha de corredor de faculdade e hoje desfruto um status de popstar de bairro. Sim, eu já tive essas facetas.
Hoje eu me contento em ser o Diego! Um cara que acordou nessa manhã, foi correr, voltou pra casa e, após um banho, tomou um café e dois compostos de vitaminas. Podem me chamar de velho, eu não ligo! Hoje eu valorizo os momentos mais subatômicos da minha existência. Vivo pelo mínimo e morro pelo máximo.
Me transformei em um ser único, sem mais dicotomias, bipolaridades e múltiplas personalidades.
Entrei no meu carro, coloquei meu CD favorito dos Stones e, cantarolando sobre uma tal de Ruby Tuesday me dirigi para mais um dia de produções criativas e maravilhosamente únicas...
O sol brilhava e eu pensava: “...vamos?”

A outra versão que certamente pode ser a verdadeira:
Esqueci de tudo! Sério! Eu não consigo lembrar da metade das coisas que rolaram ontem...não sei onde eu estava, quem eu era ou o que diabos eu estava fazendo. Me lembro dos pássaros e de uma música! Isso! A música...
Estava tocando aquela que eu gosto...aquela que eu ouço mil vezes no mesmo dia e ela sempre me leva pro mesmo lugar! Sim...e ela estava lá! Ela me abraçou e depois me deu um beijo na testa!
Daí pra frente eu não lembro muito bem! Foram tapas, arranhões, mordidas e beijos quentes em todas – exatamente meus amigos – as partes que vocês podem imaginar.
Então como num passe de mágica eu estava sozinho.
Acordei hoje de manhã com um só pensamento...quem diabos era aquela guria. Eu estou apaixonado? Seria ela a mulher da minha vida? A famosa Lady Caos que reinaria no meu universo desolado, considerando a entropia e reativando a ordem no meu coração...
Só sei que exatamente as nove da manhã eu acordei, tomei um banho e, sozinho, comi uma fatia de pão desoladora- daquelas que estão há mais de 3 dias olhando para você e pedindo pra morrer.
Triste, caminhei até minha produtora e, olhando para o sol, eu pensava: “...por que?”

Agora sim a versão verdadeira:
Eu não durmo! Sério! Parei de dormir há 49 anos atrás quando virei um daywalker. Você não sabe o que é isso? Simples! É uma espécie de vampiro que anda de dia. Eu não preciso necessariamente chupar o sangue de pessoas e, cruzes, prata, alho e tal não me prejudicam.
Agora você deve estar pensando: Ah, então você é uma pessoa normal!
E eu respondo: “...não! Eu sou um daywalker!”
Sério! Eu não tenho porque mentir. Eu sou um vampiro com quase 80 anos condenado a viver pra sempre com o mesmo aspecto jovial e canalha. Isso explica porque eu encanto as donzelas e afasto as pessoas que tentam – falhamente – prejudicar minha imagem de vampiro chapa quente.
Veja bem, existem limitações. Elas não são tão explicitas mas, eu não posso comer depois da meia noite, nem podem jogar água em mim. Se não eu me multiplico...
Já rolaram uns incidentes desses mas, quem liga! A vida continua para mim e para os meus pares.
Acordei hoje, tomei um café reforçado com um suco de laranja, vesti minha roupa preta e sai pelas ruas cantarolando uma velha canção romena. Olhava para o sol e pensava: “...vai! Continue tentando!”

Texto dedicado para uma pessoa que falou que eu uso máscaras!
Mal sabe essa pessoa que eu sou o ser mais sincero que já pisou no planeta Marte!
Amo vocês! Feliz dia do bobo!
:: DIEGO LARA 4/1/2009 12:18:34 PM
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Teorema que desenvolvi baseado na vida de uma jovem garotona que me perguntou porque a vida é assim!
Digo mais, ela é assim porque não é assada...e se fosse diferente, tu ia perguntar: "Mas por que ela não é diferente?"
Jovens do mal e crianças abutres malucas!
Beijo e vamos que a semana começou do mal!
:: DIEGO LARA 3/30/2009 12:14:51 PM
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...nós exigimos comentários!

Queria uma mulher que nem a Xuxa!
Pô! Ela é gata, fala espanhol e inglês, tem os principais requisitos que um homem precisa, já é mamãe, tem idade pra ser quase a minha mãe, tem status pra financiar meus filmes e projetos mais selvagens e ousados (inclusive os musicais que vêm sendo atacadas constantemente pela critica – leia Flavio) e, pra completar, hoje eu descubro informações primordiais sobre minha futura-ex-mulher-dos-sonhos!
Foi noticiado que nossa querida Rainha dos Baixinhos (e porque não dos Gordinhos!), durante uma entrevista no programa Altas Horas (do já vencido Groisman) falou que tem orgasmos múltiplos e dorme sem calcinha!
Caras, não tem nada mais sexy do que mulher que dorme pelada! Isso é fato consumado! Agora, esse plug-in de orgasmo múltiplo foi a noticia do século!
Eu sempre preferi culpar o lado feminino pela incapacidade dos orgasmos. Sério!
Tem mulher que não quer gozar! Só pode ser isso...

Pode ser isso ou o fato de eu não saber transar!

Como alegar que eu sou péssimo na cama implicaria em assumir a culpa, eu prefiro culpar a próxima. Parafraseando o Homer Simpson “Se a culpa é minha eu coloco em quem eu quiser!”
Então vem o ponto! Porque uma mulher não gostaria de se deliciar e deleitar-se no universo do prazer explicito e sem limites? Bem, tenho minhas teorias...
Tem mulher que é recatada. Que é tão envergonhada que prefere não atingir o tal ponto máximo para não se revelar em gritos, gemidos e tudo mais. Sério! Ouvi falar nesses meus anos de jornada que existem seres do sexo feminino que “pedem desculpas” após o orgasmo! Sim, com se aquilo fosse uma transgressão de valores e coisa e tal! Geralmente você indentifica uma recatada pelas frases:
- Apague a luz!
- Saia do quarto, quero me trocar!
- Feche os olhos...
- Ei, pare de cheirar minha calcinha e saia do meu monte de roupas sujas...

Tirando as recatadas, temos o rol das duronas! Sim, as duronas!
Mulheres que são tão auto-suficientes e radicais que preferem não se satisfazer a não ter o que falar mal do cara com quem estavam. Elas são as que geralmente falam para as amigas que você não fomos suficientemente capaz de satisfazê-las inteiramente devido a X razões mas, na verdade, a culpa é dela. Geralmente esse tipo de mulher teve um só namorado que, quando terminou com ela, levou o coração embora pra Agrolândia...
Essas te arranham, te batem, te fazem o diabo e ainda saem falando mal de você por ai! Falando da sua falta de tino, da sua insensibilidade e como você só pensou em você....
Dane-se se você passou 2 horas fazendo as maiores peripécias do universo e testando todas – eu disse todas – as variáveis flexíveis dos seus corpos suados. Segue um grupo de sentenças qu podem te ajudar a ver se a sua alma gemea é durona:
- Isso é tudo que você pode fazer?
- Como assim "dor de cabeça"!
- Larga a mão de ser menininha! Morder não dói nada...
- Tóma essa! E mais essa...agora eu vou pegar a colher de pau e você vai ver...

Mas por outro lado temos as mulheres de verdade! Aquelas que se acabam, participam, se esbaldam e brincam com você como se você fosse o Playcenter ou o Beto Carreiro World. Essas são perfeitas (e eu colocaria a Xuxa nesse patamar)! Elas sabem o que querem, sabem o que fazer e não ficam esperando iniciativas!
Eu já falei antes e repito! O homem, por natureza, tem medo de uma mulher dessas...ele geralmente abaixa a bola (espero que só a bola) e vê que – opa! – tem um predador maior que ele no lugar!
Essas meus amigos, são aquelas para casar!
Claro que tudo isso pode ser papo-furado de um jovem que não entende nada de nada mas, eu já conversei com várias pessoas e jurei pra mim mesmo que vou perder minha virgindade com alguma mulher que saiba, no mínimo, a incrível arte do orgasmo múltiplo! Não quero sair por ai e transar com qualquer uma que não vá sair por ai falando que eu sou péssimo na cama!
E o principal! Eu tenho que pensar em mim!
Uma vez ouvi falar que a primeira coisa que um homem faz quando termina o sexo é pensar em como ele vai contar para os amigos que estava comendo a Sandrinha! Sério!
Já recebi ligações das mais variadas, que iam desde “advinha onde e com quem eu tava?” até “cara, a Joana é péssima na cama...é eu acabei de sair da casa dela!”.
Eu acho isso o cumulo da insensibilidade! Imagina. Envolver-se com alguém, entregar-se de corpo e alma a uma pessoa e depois você pegar o telefone e ligar para um comparsa para se exibir?
Mulheres não são troféus! Mulheres devem existir no degrau mais alto do nosso universo e, com ou sem orgasmos, únicos ou múltiplos, elas devem ser tratadas como damas, como rosas e, principalmente, com muito carinho e amor...

Mas se elas dormirem sem calcinhas e tiverem orgasmos múltiplos o mundo vira um lugar bem melhor!
Se ela for a Xuxa então...na hora eu ligava pro Cícero pra perguntar aonde eu estava e, invariavelmente, com quem eu estava!

Feliz dia circo! Que todo palhaço encontre uma palhaça e se divirtam mutuamente!
Amo vocês!
:: DIEGO LARA 3/27/2009 12:42:14 PM
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Comments:


Sim, essa semana vai ser dedicada a textos que passaram anos, meses, dias, horas e segundos guardados neste HD e não tinham porque sair. Seja pelo momento, seja pelas circunstancias envolvidas ou sei lá o que. São textos que estão saindo baseados nas minhas anotações e afins.
Hoje vamos falar sobre mulheres...
Mulheres me dão medo e não, eu não sou gay! A questão é que sempre fui criado por mulheres e, sem duvidas, elas se tornaram as figuras mais assustadoras e temerosas da minha existência.
Por exemplo, era a minha mãe que fazia o trabalho sujo (no caso me disciplinar a fogo e ferro) dentro de casa. Meu pai nunca encostou a mão em mim. Minha progenitora me sentou tanto sopapo que por alguns anos eu acreditei que aquilo fosse um hobby dela. Não culpo minha mãe pelas porradas. Elas me colocaram na linha mas, sem duvidas eu vejo na maioria das mulheres uma pessoa que vai me dar porrada...
E esse lance de dar bordoada não significa bater em mim. Significa ser um porto seguro e ao mesmo tempo alguém que me limita – algumas vezes de forma positiva, e outras negativas.
Eu não tenho limites, isto é sabido pelas massas...
Eu não sei brincar sem bater, não sei beber sem me passar e não sei gostar sem me apaixonar desesperadamente e, depois de algumas horas, descobrir que eu só estava encantado com os olhos daquela ruiva descabelada.
Passado o medo, vem a parte da lição mais importante: mulheres têm sempre razão. Mesmo quando elas não têm razão. Elas sabem amar, você não. Elas são sensíveis, você não. Mulheres têm o habito de controlarem as relações mesmo quando são vulneráveis e amáveis. Elas te olham e te colocam no lugar. Elas sabem que elas têm o que você quer e, se você não for um cachorrinho bonzinho, você não vai ganhar seu presente por alguns dias...
E eu não estou falando de sexo. Estou falando de sorrisos, compreensão e abraços...
Eu ficaria sem sexo por um mês mas, ai de mim, viver sem o sorriso de minha amada. Sem as piadas internas, sem os carinhos e os beijos. E você meu amigo pensa exatamente o mesmo.
Você tem medo de chegar em casa mais tarde porque ela vai ficar triste, não vai mais jogar bola com os amigos porque é a noite que vocês tem que ver a série favorita dela e, principalmente, você tolera as pessoas que ela gosta para não machucar os sentimentos afáveis de sua amante.
E ai que entram as mentiras. Você acha que sabe mentir mas, você não é nada perto das mulheres, campeão!
Elas sabem mentir e, tenho uma teoria que a primeira inverdade que nós, homens, ouvimos na infância é “Você esta lindo meu filho!”. Isso nos molda como receptáculos abertos para a recepção de eternas mentiras nas formas mais variáveis...
Mas sem as mulheres o que seriamos? Cascas vazias? Seres involuntários em busca de que?
Eu não sei. Só tenho certeza de duas coisas:

1)Chegamos neste ponto da evolução humana porque todo cientista, pesquisador, etc tem uma mulher em casa e ele trabalha anos, dias e horas para um dia chegar em casa e falar “Querida, inventei a bomba atômica!” ou, “Amor, sabe aquela pedra que encontrei no espaço? Então, era um planeta...batizei ele com o seu nome!”...
2)Sem as mulheres não existiriam restaurantes franceses e floriculturas...

Pode soar um pouco machista...mas não é!
Eu amo todas as mulheres da minha vida. E sem duvidas elas são parte de mim e me transformaram no que eu sou. Elas são perfeitas...pelo menos 3 semanas por mês!
Infelizmente não existem paradoxos maiores que os que as mulheres podem encontrar e, digo mais, nós somos reféns deste mundo. Somos prisioneiros desta realidade cheia de frases como “Quer que eu te ame?” ou “Eu queria muito gostar de você!”.
O que me deixa feliz é saber que homem é tudo igual! Logo, todas as Déboras Cantareiros que me trocaram por alguém até hoje devem estar sofrendo de alguma forma e se perguntando “Putz! Porque eu não fiquei com o Diego Lara?”...
O triste é elas saberem que se estivessem comigo, elas certamente estariam se perguntando porque diabos elas resolveram ficar com o complicadíssimo ser chamado Diego Lara.

Texto pra Tânia, Anita, Tarina. As mais perfeitas e amadas mulheres de toda (TODA) a minha vida...


:: DIEGO LARA 3/24/2009 01:53:42 PM
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